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Notícias

04 April 2016

Saúde investe um milhão para atrair turistas

Há quatro anos que temos projetos para aproveitar um valioso nicho de mercado no Turismo e há dois anos que está pronto o documento estratégico do projeto Healthy’n Portugal que estimava podermos captar mais de 400 milhões de euros até 2020 com o tratamento médico de pacientes de outros países europeus e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). Mas pouco ou nada foi feito. Espanha arrancou com um projeto semelhante depois de nós e, em apenas dois anos e com um orçamento de 2,7 milhões de euros, aumentou a faturação de 140 para 500 milhões de euros e em 80% o número de turistas de saúde. Portugal pretende apresentar-se como país de elevada qualidade na Medicina e nos tratamentos de recobro, além de possuir uma imensa oferta em termas e hotelaria, sendo competitivo nos preços a pagar por seguradoras, sistemas de saúde ou pelo próprio paciente, acompanhando uma tendência que cresce, a nível mundial, na ordem dos 20% ao ano e ocupando 30% da capacidade não aproveitada nos hospitais. O Health Cluster Portugal (HCP) reuniu uma série de parceiros, a Associação Empresarial de Portugal aliou-se e, durante dois anos, o assunto foi estudado e começou a ser trabalhado. “Houve missões-piloto de decisores europeus a Portugal e lançou-se o site www.medicaltourisminportugal.com ”, explica Joaquim Cunha, diretor executivo do HCP. De 2014 para cá, o projeto, sempre apoiado em fundos comunitários, ficou a “aguardar financiamento”, só agora conseguido para os próximos dois anos. “Vamos ter pouco mais de um milhão de euros para um plano de promoção com atenção especial às zonas de convergência (Norte, Centro e Alentejo), que será investido no portal e em ações estratégicas na Europa”, anuncia Joaquim Cunha. “Houve interesse da anterior secretaria de Estado do Turismo em posicionar-nos no Turismo de Saúde e até foi criado um grupo de trabalho , mas ficou tudo na gaveta e não sei por quê”, apontaLuís Veiga, então presidente da Associação da Hotelaria de Portugal e CEOdo grupo hoteleiro que detém o premiado H2otel Congress & Medical SPA. Com o hospital universitário da Covilhão, a Universidade da Beira Interior e um operador turístico, lançaram o projeto Medical Center of Portugal , que tem tido “algum reflexo junto de doentes de Angola”. Parte interessada e participante também neste nicho , as termas de Portugal esperavam, ainda, beneficiar da entrada em vigor, em setembro de 2014, da diretiva europeia de cuidados de saúde que permite aos cidadãos da UE decidir em que estado pretendem ser tratados, sendo as contas, depois, acertadas pelos respetivos sistemas de saúde ou seguradoras. “Não tem sido aplicada a diretiva europeia porque os países adotaram atitudes protecionistas dos seus sistemas de saúde”, relata Teresa Vieira, da Associação das Termas de Portugal (ATP). “As dificuldades têm sido de tal ordem que os destinos termais já criaram associações de doentes que lutam por garantir o acesso livre às termas onde querem ser tratados”, exemplifica a responsável. “No nosso caso, teremos alguma dificuldade em impor-nos porque temos o problema da reciprocidade: será difícil convencer um Estado europeu a pagar para um seu cidadão vir cá fazer termas, ainda que sejam comparticipadas no seu país, quando nós não comparticipamos as termas que um português faça, cá ou lá”, acrescenta. Apesar disso, após anos de requalificação e reposicionamento, em 2015, as nossas termas receberam mais de 100 mil utentes e aumentaram 8,43% a faturação. A ATP tem dois projetos candidatos a fundos europeus terão um milhão de euros para promover as termas nacionais. “Na verdade, o que o turismo de saúde precisava era de uma política integrada, que não fosse de uma Secretaria de Estado do Turismo mas do país”, aponta Teresa Vieira. © Fornecido por Dinheiro Vivo O Turismo de Saúde português tem consistido, então, em projetos dispersos, forças pulverizadas e uma estratégia que implora por uma tutela orientadora que o anterior governo recusou e o espanhol, por exemplo, assumiu depois do nascimento do cluster local. “Entendemos que é papel do Estado enquadrar a possibilidade de haver investimentos nessa matéria, mas não cabe ao Estado fazer esse investimento”, explica o anterior secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes. Afinal, o grupo de trabalho anteriormente mencionado “encravou” nos aspetos de “enquadramento legislativo e regulatório” necessários ao desenvolvimento deste tipo de turismo: não poderia haver lista de espera de utentes nacionais, nem os hospitais poderiam praticar preços livres. “Iniciaram-se as alterações regulatórias que deveriam permitir o desenvolvimento dessa área de negócio, mas entretanto o Governo mudou”, explicou Nunes. Ainda não foi apresentada a estratégia da nova Secretaria de Estado do Turismo relativamente a este nicho cujos turistas gastam entre oito e dez vezes mais do que um turista normal. in MSN Notícias

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01 April 2016

Dono do Altis é o novo presidente da associação dos hotéis

Raul Martins, proprietário dos hotéis Altis, foi eleito presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) para o mandato 2016-2018, na sequência das eleições dos novos órgãos sociais que decorreu esta quinta-feira na associação dos hotéis. Sucedendo no cargo a Luis Veiga, Raul Martins presidia a única lista candidata à presidência da AHP para o próximo triénio. "O programa da minha candidatura assenta em cinco pilares estratégicos e sobre os quais nos iremos debruçar: a qualificação do alojamento turístico, a competitividade da oferta hoteleira, o aumento do fluxo turístico, o reforço e reconhecimento do turismo no Governo e na administração pública e a dinamização da presença da AHP a nível nacional", adianta Raul Martins. Para presidir a Assembleia Geral da associação hoteleira foi eleito Vitor Paranhos Pereira, em representação do Hotel Ritz, e para o conselho fiscal Manuel Violas, em representação da Solverde, mantendo-se Cristina Siza Vieira como presidente da direção executiva. Neste novo mandato vão ser também criados sete lugares de representantes regionais da AHP, que ficam a fazer parte do conselho geral da associação. O novo presidente da AHP, Raul Martins, é presidente do conselho de administração do grupo Altis, que tem seis hotéis em Lisboa. No ano passado as receitas do grupo Altis subiram 11% para 25 milhões de euros, e as previsões para 2016 vão no sentido de atingir 30 milhões de euros.

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29 March 2016

Turismo garante 7,9% do emprego e vai disparar em 2016

Os últimos anos de boom no turismo já se fazem sentir ao nível do emprego. Há mais empresas no setor e o número de postos de trabalho não tem parado de aumentar. No final do ano passado, transportes e turismo eram responsáveis por 363 mil empregos, 7,9% do emprego em Portugal, de acordo com o World Travel & Tourism Council (WTTC).     Em 2016, numa altura em que os players do setor já apontam para um novo ano de recorde, este organismo com mais de 25 anos antevê que o número de pessoas empregadas nesta área possa subir para 441 mil, mais 4,6% do que o registado no ano passado. A contribuição total será, no entanto, bem maior: 915mil empregos suportados por esta indústria - 22% do emprego em Portugal repartido entre agências de viagens, hotéis, empresas de transporte (exceto transporte pendular), companhias aéreas e negócios de lazer e entretenimento para turistas.     "Sempre que a procura aumenta, há necessidade de reforçar equipas. Neste ano, no Algarve por exemplo, os operadores turísticos estão a reservar mais cedo e por mais tempo, indo além de julho e agosto. Isso significa que é possível estender a operação hoteleira, melhorar taxas de ocupação, e dessa forma necessitaremos sempre de contratar pessoas. Por outro lado, permite atenuar a sazonalidade", explicou ao DN/Dinheiro Vivo Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé.     O Ministério da Economia, contactado pelo DN/Dinheiro Vivo, justificou que ainda não tem dados fechados para o ano de 2015. No entanto, fonte oficial confirmou que o governo está a preparar um agregador em parceria com o Instituto Nacional de Estatística para que as estatísticas do setor do turismo possam ser acompanhadas em tempo real. Informações como o número de pessoas a trabalhar direta e indiretamente nesta indústria também estarão acessíveis.     A estatística do WTTC atravessa 184 países e procura perceber o impacto económico da indústria do turismo e transportes nas várias economias a regiões - por exemplo, G20, aliança do Pacífico ou OCDE onde Portuga] também se insere.     A entidade salienta que o setor está a crescer a um ritmo superior ao das próprias economias há já cinco anos. Segundo a organização, o turismo criou 284 milhões de empregos em todo o mundo e daqui a dez anos suportará 370 milhões. Em Portugal, daqui a dez anos, o setor poderá responder por mais de um milhão de empregos. Portugal é, por isso, o 33.° país onde o turismo e viagens mais pesa para a criação de riqueza. Em 2015, o WTTC estima que o turismo e viagens tenha gerado 11,3 mil milhões de euros para o PIB (6,4% da riqueza). O valor, antecipam, deverá acelerar em 2016 para atingir 14,6 mil milhões, ou seja mais 2,2%.     Os dados são consistentes com as expectativas do setor. Fonte do mercado assume que, depois dos conflitos no Norte da Europa e entre a Ucrânia e a Rússia, Portugal possa beneficiar da instabilidade vivida no Centro da Europa. Também o fluxo de turistas que até aqui procuravam a Turquia poderá começar a olhar para destinos como Portugal ou Espanha, onde o clima é igualmente convidativo.     Esta questão já foi, inclusive, levantada pela associação alemã das agências de viagens (DVR), que admite que Portugal beneficie com a instabilidade vivida na Turquia, onde os alemães são os principais visitantes. Em janeiro, assegura a DVR, as reservas efetuadas para Portugal aumentaram 20%.     Na hotelaria, Gonçalo Rebelo de Almeida antecipa igualmente que "2016 deverá ser bastante positivo" e este otimismo é válido "tanto para o setor do turismo como para o grupo Vila Galé que prevê um crescimento a rondar os 7%". E, a proporcionar este aumento, está a vinda de mais ingleses, irlandeses, alemães, holandeses e franceses. Os que "têm crescido mais", conta ao DN/Dinheiro Vivo.     A acompanhar o crescimento do setor está o investimento que, de acordo com os dados da WTTC, ascendeu a 2,4 mil milhões de euros em Portugal, no ano passado. Isto significa 8,9% do investimento feito em Portugal. Em novembro, o Porto tinha 30 projetos para a hotelaria em fase de licenciamento; a Associação da Hotelaria de Portugal admite que ao longo deste ano possam abrir 29 novos hotéis.     Não são só aberturas. Todos os anos, o setor é obrigado a reabilitações e remodelações. "Neste ano, as remodelações nas nossas unidades representaram um investimento superior a sete milhões de euros. Além disso, estamos a desenvolver o novo Vila Galé Porto Ribeira e o Vila Galé Sintra e, no Brasil, o novo resort em Touros, perto de Natal", conta Gonçalo Rebelo de Almeida que, no pico da crise, prosseguiu uma estratégia de investimento, mesmo "em regiões de menos procura como Évora ou o Douro".     O desenvolvimento do produto e a inovação também têm grande foco no setor. Nos transportes, por exemplo, a TAP leva a cabo uma nova reestruturação de frota tanto na sua companhia principal, a TAP, SA, como na empresa de foco mais regional, a TAP Express - a antiga Portugália Airlines. A TAP vai receber 53 novos aviões, a TAP Express já começou a renovar a sua frota para receber aviões Embraer 190 e ATR 72.     Mesmo assim, Vítor Neto, antigo secretário de Estado do Turismo e presidente da Comissão Organizadora da Bolsa de Turismo de Lisboa (ver entrevista ao lado), considera que hoje "não está a verificar-se mais investimento do que na década anterior. O que aconteceu é que o turismo urbano conheceu um crescimento muito forte", especialmente "Lisboa e Porto que conheceram ritmos de crescimento mais elevados por exemplo que o Algarve".     ENTREVISTA     VÍTOR NETO - Ex-secretário de Estado do Turismo e presidente da BTL     "Não se cresce de qualquer maneira nem o crescimento é imparável"     - A que se deve este aumento repentino de turistas a visitar Portugal?     - O que aconteceu é que o "turismo urbano" conheceu um crescimento muito forte nos últimos anos. Lisboa e Porto conheceram ritmos de crescimento mais elevados, por exemplo, do que o Algarve, que em termos relativos cresceu menos, mas o Algarve mantém a posição de primeiro destino de estrangeiros (37% do total das dormidas) e de nacionais (27%) no alojamento classificado. A promoção e venda online e a ação das companhia low-cost tiveram um papel importante em toda esta evolução.     - Que papel deve ter o governo, o poder legislativo, neste setor?     - O governo tem de ter um papel integrador e coordenador. O turismo é uma atividade que funciona em rede, onde surgem constantemente novas propostas, mas é necessário cuidado para que não haja euforias que podem gerar excesso de oferta e atropelar a legalidade e as regras da concorrência. É importante que o governo legisle com equilíbrio em todas as matérias e problemáticas, caso contrário gera-se o caos e a confusão.     - Ainda há margem para que o turismo cresça em Portugal?     - Há margem para crescer e é importante que haja crescimento. Mas atenção. Não se cresce de qualquer maneira nem o crescimento é imparável! O Algarve que tem uma proposta turística muito especial onde já se verificam quase 13 milhões de dormidas de estrangeiros (só no alojamento classificado) com uma estada de cinco noites, Lisboa, tem uma proposta completamente diferente, com nove milhões de dormidas de estrangeiros e uma estada de 2,6 noites. Os crescimentos terão sempre ritmos diferentes. Devem é ser sustentáveis e não fruto de oportunismos. As regras da economia valem para o turismo. O período de estagnação na década anterior mostra-o bem.   in Diário de Notícias

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24 March 2016

Porto, Alentejo e Algarve com os melhores resultados na hotelaria

Porto, Alentejo e Algarve com os melhores resultados na hotelaria     O Grande Porto, o Alentejo e o Algarve registaram as melhores variações do RevPAR – preço médio por quarto disponível – da hotelaria nacional, com crescimentos de 25,02%, 22,60% e 21,85%, respetivamente. Porém, os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (65,31 euros), Algarve (51,75 euros) e Estoril/Sintra (51,65 euros).    O preço médio por quarto ocupado foi de 74,7 euros, que se traduz num crescimento de 9,15%. O RevPAR foi de 48,73 euros, mais 13,54% que em igual período de 2014. Em termos de variação, as melhores performances no RevPAR foram Alentejo (21,36%), Grande Porto (16,50%) e Algarve (14,88%).     Segundo dados consolidados de 2015 apresentados pela AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, obtidos pela Plataforma Hotel Monitor, o preço médio por quarto ocupado era de 86,34 euros em Lisboa, no Algarve 84,64 euros e Estoril/ Sintra 82,50 euros.     Na taxa de ocupação, a Madeira (77,76%) ultrapassa Lisboa (75,65%) e o Grande Porto (70,03%). Em termos de variação deste indicador, as melhores performances foram Minho (6,26 p.p.), Açores (5,74 p.p.) e Grande Porto (4,77 p.p.). A nível nacional, a taxa de ocupação foi de 65,23%, mais 2,52 p.p., comparativamente com 2014. Estes dados revelam que este indicador mantém-se em ritmo de crescimento e quase atingiu os valores históricos de 2007 (ano em que a taxa de ocupação atingiu os 67%).     Carnaval e Páscoa com boas indicações     O segmento de negócios e profissionais tem vindo a crescer no negócio dos hotéis, subindo de 12% para 14% de 2014 para 2015. Já o peso das dormidas por lazer baixou de 83% para 77%. Em 2015, registou-se um aumento geral de dormidas de 6,7%. Os três principais mercados externos para a hotelaria são Reino Unido (24%), Alemanha (10,7%) e Espanha (10,6%). O mercado interno representa, nas dormidas, 30%.     Para 2016, os hoteleiros preveem um ano positivo, com expectativa de alcançar uma melhor performance em todos os indicadores, exceto quanto à estada média (número de dias em hotéis), que esperam ser idêntica à de 2015 (inferior a dois dias). Já quanto aos mercados emissores para este ano, os inquiridos apontaram o crescimento dos mercados espanhol e nacional e queda dos mercados brasileiro e russo.     Já no período do Carnaval de 2016, o prémio médio melhorou no conjunto da hotelaria face ao ano anterior, revela a AHP. A taxa de ocupação foi claramente mais forte no Norte, Alentejo, Algarve e Açores.     No Centro e Lisboa, a taxa de ocupação foi inferior ao ano anterior, mas os preços foram superiores. Na Madeira, a taxa de ocupação e RevPAR foram inferiores, mas o preço médio foi melhor.     Em relação às expectativas para a Páscoa, mais de 50% dos inquiridos apontam para uma melhor performance das receitas total e alojamento, dos preços e da taxa de ocupação. A receita de F&B está estável, refere o mesmo documento.     INE aponta melhorias em Janeiro     Já em Janeiro, e segundo dados do INE, a hotelaria nacional recebeu 870,7 mil hóspedes e 2,1 milhões de dormidas, o que corresponde a aumentos de 10,3% e 10,7%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano anterior. Porém, estes aumentos foram inferiores aos registados há um ano atrás, em que foram registados acréscimos de 13,3% no número de hóspedes e 12,5% de dormidas em Janeiro de 2015.     O mercado nacional contribuiu com 720,7 mil dormidas, com um crescimento de 11,6% (+7,1% em Dezembro e +8,3% em Novembro). Os mercados externos, que cresceram 10,2% em Janeiro de 2015, desaceleraram ligeiramente em relação aos anteriores meses (+11,6% em Dezembro e +7,8% em Novembro), fixando-se nos 1,4 milhões. As receitas do setor hoteleiro nacional atingiram 103,7 milhões de euros (+13,0%), e os proveitos de aposento 71,4 milhões de euros (+15,1%). A taxa de ocupação média situou-se, em Janeiro, nos 26,2%, traduzindo um aumento de 1,9 p.p.. Já a estada média quedou-se pelas 2,46 noites, num acréscimo de 0,4% em relação ao ano passado.     Regiões em crescendo     Numa análise pelos principais destinos no acumulado de 2015, verifica-se que, segundo a AHP, no Minho a taxa de ocupação quarto foi de 47,04% e o RevPar de 25,37 euros, representando subidas de 6,26 p.p. e 14,23% respetivamente. O preço médio por quarto ocupado foi de 53,94 euros, menos 0,95% do que em 2014.     No Grande Porto, destaque para as variações positivas de 4,77 p.p. na taxa de ocupação quarto e 25,02% no RevPar. No mesmo período, o preço médio por quarto ocupado foi de 65,86 euros mais 16,50% do que em 2014. Em Coimbra, registam-se os aumentos no preço médio por quarto ocupado (4,97%) e do RevPar (10,47%). A taxa de ocupação quarto foi de 55,19%, mais 2,75 p.p. do que no período homólogo anterior. Em Viseu, a taxa de ocupação quarto foi de 34,94%, o preço médio por quarto ocupado de 47,84 euros e o RevPar de 16,71 euros, representando subidas homólogas de 3,99 p.p., 12,15% no RevPar e descida no preço médio (0,66%).     Os hotéis do Oeste no acumulado do ano e por comparação com o período de janeiro a dezembro de 2014 apresentam uma taxa de ocupação quarto de 48,84% (mais 3,95 p.p.), um preço médio por quarto ocupado de 63,15 euros (menos 3,13%) e um RevPar de 30,84 euros (mais 5,4%).     Em Leiria/Fátima/Templários, destaque para a taxa de ocupação quarto de 45,4%, menos 1,4 p.p., e o RevPar de 21,48 euros, mais 5,92% do que no ano passado. O preço médio por quarto ocupado foi de 47,31 euros, mais 9,19% do que em 2014.     Em Lisboa, registo para as variações positivas face a 2014 de 11,58% no RevPar (indicador fixou-se nos 65,31 euros), 10,24% no preço médio por quarto ocupado (indicador fixou-se em 86,34 euros) e 0,92 p.p. na taxa de ocupação quarto (indicador fixou-se em 75,65%).     Na Costa Azul, verificam-se subidas no RevPar (5,6%) e no preço médio (5,05%) em comparação com o período homólogo anterior. A taxa de ocupação quarto foi de 55,15%, mais 0,31 p.p. do que em 2014. No Alentejo, destaca-se o RevPar de 32,11 euros e um preço médio por quarto ocupado de 59,71 euros, mais 22,6% e 21,36% respetivamente. Quanto à taxa de ocupação quarto foi de 53,78%, mais 0,55 p.p. face ao mesmo período de 2014. No Algarve, a taxa de ocupação quarto fixou-se em 61,14%, superior em 3,5 p.p. em comparação com o período homólogo de 2014. A taxa de ocupação quarto quando comparado por zonas foi superior no Algarve Sotavento (70,23%) do que no Algarve Centro (57,35%) e Algarve Barlavento (62,77%). O preço médio por quarto ocupado e o RevPar foram de 84,64 euros e 51,75 euros, mais 14,88% e 21,85% do que no período anterior respetivamente. Na Madeira, destaque para aumentos do preço médio por quarto disponível (9,77%), taxa de ocupação quarto (3,94 p.p.) e preço médio por quarto ocupado (4,19%). Já nos Açores, a hotelaria deste destino apresenta um RevPar de 33,79 euros e um preço médio por quarto ocupado de 59,58 euros mais 10,61% e menos 0,58% respetivamente. A taxa de ocupação quarto foi de 56,71%, mais 5,74 p.p. do que no período homólogo de 2014.     Preços da hotelaria no Porto crescem     O Porto regista o maior aumento dos preços da hotelaria no período entre Março de 2015 e Março de 2016. Segundo dados do trivago Hotel Price Index, o preço dos quartos da cidade subiu 30,91% face ao período homólogo do ano passado, vendo o seu preço médio subir 17 euros no espaço de um ano, de 55 para 72 euros. Mesmo assim, continua a estar entre os destinos europeus mais baratos, com lugar na 10.ª posição das cidades mais acessíveis.     Já a média nacional fixa-se neste momento nos 82 euros por quarto duplo, enquanto no mesmo período do ano passado situava-se em 72 euros, registando-se um crescimento de 13,89% face ao período homólogo.     A nível regional, o Algarve regista a maior subida de preços na hotelaria face ao período homólogo (+18,64%) a protagonizar, passando de uma média de 59 euros em março de 2015, contra 70 euros este mês. Com registos positivos seguem-se o Norte (+18,03%), Lisboa (+13,41%), os Açores (+11,48%) e o Centro (+6,56%). Já no negativo encontramse o Alentejo (-1,28%) e a Madeira (-3,30%).     Entre as principais cidades nacionais, Porto (+30,91%), Portimão (+29,27%) e Peniche (+27,50%) são as três cidades que protagonizam este mês as maiores subidas de preços em relação ao mesmo período do ano passado. Em sentido oposto, os destinos com as maiores quebras este mês são o Funchal (-6,00%), Setúbal (-5,08%) e Sintra (-3,23%. As localidades mais acessíveis para pernoitar em Portugal este mês são Fátima (49 euros), Peniche (51 euros) e Portimão (53 euros), enquanto Cascais (112 euros), Lisboa (95 euros) e o Funchal (94 euros) registam os preços mais elevados do país.   in Vida Económica

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