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Porto, Alentejo e Algarve com os melhores resultados na hotelaria

Porto, Alentejo e Algarve com os melhores resultados na hotelaria  
 
O Grande Porto, o Alentejo e o Algarve registaram as melhores variações do RevPAR – preço médio por quarto disponível – da hotelaria nacional, com crescimentos de 25,02%, 22,60% e 21,85%, respetivamente. Porém, os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (65,31 euros), Algarve (51,75 euros) e Estoril/Sintra (51,65 euros). 
 
O preço médio por quarto ocupado foi de 74,7 euros, que se traduz num crescimento de 9,15%. O RevPAR foi de 48,73 euros, mais 13,54% que em igual período de 2014. Em termos de variação, as melhores performances no RevPAR foram Alentejo (21,36%), Grande Porto (16,50%) e Algarve (14,88%).  
 
Segundo dados consolidados de 2015 apresentados pela AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, obtidos pela Plataforma Hotel Monitor, o preço médio por quarto ocupado era de 86,34 euros em Lisboa, no Algarve 84,64 euros e Estoril/ Sintra 82,50 euros.  
 
Na taxa de ocupação, a Madeira (77,76%) ultrapassa Lisboa (75,65%) e o Grande Porto (70,03%). Em termos de variação deste indicador, as melhores performances foram Minho (6,26 p.p.), Açores (5,74 p.p.) e Grande Porto (4,77 p.p.). A nível nacional, a taxa de ocupação foi de 65,23%, mais 2,52 p.p., comparativamente com 2014. Estes dados revelam que este indicador mantém-se em ritmo de crescimento e quase atingiu os valores históricos de 2007 (ano em que a taxa de ocupação atingiu os 67%).  
 
Carnaval e Páscoa com boas indicações  
 
O segmento de negócios e profissionais tem vindo a crescer no negócio dos hotéis, subindo de 12% para 14% de 2014 para 2015. Já o peso das dormidas por lazer baixou de 83% para 77%. Em 2015, registou-se um aumento geral de dormidas de 6,7%. Os três principais mercados externos para a hotelaria são Reino Unido (24%), Alemanha (10,7%) e Espanha (10,6%). O mercado interno representa, nas dormidas, 30%.  
 
Para 2016, os hoteleiros preveem um ano positivo, com expectativa de alcançar uma melhor performance em todos os indicadores, exceto quanto à estada média (número de dias em hotéis), que esperam ser idêntica à de 2015 (inferior a dois dias). Já quanto aos mercados emissores para este ano, os inquiridos apontaram o crescimento dos mercados espanhol e nacional e queda dos mercados brasileiro e russo.  
 
Já no período do Carnaval de 2016, o prémio médio melhorou no conjunto da hotelaria face ao ano anterior, revela a AHP. A taxa de ocupação foi claramente mais forte no Norte, Alentejo, Algarve e Açores.  
 
No Centro e Lisboa, a taxa de ocupação foi inferior ao ano anterior, mas os preços foram superiores. Na Madeira, a taxa de ocupação e RevPAR foram inferiores, mas o preço médio foi melhor.  
 
Em relação às expectativas para a Páscoa, mais de 50% dos inquiridos apontam para uma melhor performance das receitas total e alojamento, dos preços e da taxa de ocupação. A receita de F&B está estável, refere o mesmo documento.  
 
INE aponta melhorias em Janeiro  
 
Já em Janeiro, e segundo dados do INE, a hotelaria nacional recebeu 870,7 mil hóspedes e 2,1 milhões de dormidas, o que corresponde a aumentos de 10,3% e 10,7%, respetivamente, face ao mesmo mês do ano anterior. Porém, estes aumentos foram inferiores aos registados há um ano atrás, em que foram registados acréscimos de 13,3% no número de hóspedes e 12,5% de dormidas em Janeiro de 2015.  
 
O mercado nacional contribuiu com 720,7 mil dormidas, com um crescimento de 11,6% (+7,1% em Dezembro e +8,3% em Novembro). Os mercados externos, que cresceram 10,2% em Janeiro de 2015, desaceleraram ligeiramente em relação aos anteriores meses (+11,6% em Dezembro e +7,8% em Novembro), fixando-se nos 1,4 milhões. As receitas do setor hoteleiro nacional atingiram 103,7 milhões de euros (+13,0%), e os proveitos de aposento 71,4 milhões de euros (+15,1%). A taxa de ocupação média situou-se, em Janeiro, nos 26,2%, traduzindo um aumento de 1,9 p.p.. Já a estada média quedou-se pelas 2,46 noites, num acréscimo de 0,4% em relação ao ano passado.  
 
Regiões em crescendo  
 
Numa análise pelos principais destinos no acumulado de 2015, verifica-se que, segundo a AHP, no Minho a taxa de ocupação quarto foi de 47,04% e o RevPar de 25,37 euros, representando subidas de 6,26 p.p. e 14,23% respetivamente. O preço médio por quarto ocupado foi de 53,94 euros, menos 0,95% do que em 2014.  
 
No Grande Porto, destaque para as variações positivas de 4,77 p.p. na taxa de ocupação quarto e 25,02% no RevPar. No mesmo período, o preço médio por quarto ocupado foi de 65,86 euros mais 16,50% do que em 2014. Em Coimbra, registam-se os aumentos no preço médio por quarto ocupado (4,97%) e do RevPar (10,47%). A taxa de ocupação quarto foi de 55,19%, mais 2,75 p.p. do que no período homólogo anterior. Em Viseu, a taxa de ocupação quarto foi de 34,94%, o preço médio por quarto ocupado de 47,84 euros e o RevPar de 16,71 euros, representando subidas homólogas de 3,99 p.p., 12,15% no RevPar e descida no preço médio (0,66%).  
 
Os hotéis do Oeste no acumulado do ano e por comparação com o período de janeiro a dezembro de 2014 apresentam uma taxa de ocupação quarto de 48,84% (mais 3,95 p.p.), um preço médio por quarto ocupado de 63,15 euros (menos 3,13%) e um RevPar de 30,84 euros (mais 5,4%).  
 
Em Leiria/Fátima/Templários, destaque para a taxa de ocupação quarto de 45,4%, menos 1,4 p.p., e o RevPar de 21,48 euros, mais 5,92% do que no ano passado. O preço médio por quarto ocupado foi de 47,31 euros, mais 9,19% do que em 2014.  
 
Em Lisboa, registo para as variações positivas face a 2014 de 11,58% no RevPar (indicador fixou-se nos 65,31 euros), 10,24% no preço médio por quarto ocupado (indicador fixou-se em 86,34 euros) e 0,92 p.p. na taxa de ocupação quarto (indicador fixou-se em 75,65%).  
 
Na Costa Azul, verificam-se subidas no RevPar (5,6%) e no preço médio (5,05%) em comparação com o período homólogo anterior. A taxa de ocupação quarto foi de 55,15%, mais 0,31 p.p. do que em 2014. No Alentejo, destaca-se o RevPar de 32,11 euros e um preço médio por quarto ocupado de 59,71 euros, mais 22,6% e 21,36% respetivamente. Quanto à taxa de ocupação quarto foi de 53,78%, mais 0,55 p.p. face ao mesmo período de 2014. No Algarve, a taxa de ocupação quarto fixou-se em 61,14%, superior em 3,5 p.p. em comparação com o período homólogo de 2014. A taxa de ocupação quarto quando comparado por zonas foi superior no Algarve Sotavento (70,23%) do que no Algarve Centro (57,35%) e Algarve Barlavento (62,77%). O preço médio por quarto ocupado e o RevPar foram de 84,64 euros e 51,75 euros, mais 14,88% e 21,85% do que no período anterior respetivamente. Na Madeira, destaque para aumentos do preço médio por quarto disponível (9,77%), taxa de ocupação quarto (3,94 p.p.) e preço médio por quarto ocupado (4,19%). Já nos Açores, a hotelaria deste destino apresenta um RevPar de 33,79 euros e um preço médio por quarto ocupado de 59,58 euros mais 10,61% e menos 0,58% respetivamente. A taxa de ocupação quarto foi de 56,71%, mais 5,74 p.p. do que no período homólogo de 2014.  
 
Preços da hotelaria no Porto crescem  
 
O Porto regista o maior aumento dos preços da hotelaria no período entre Março de 2015 e Março de 2016. Segundo dados do trivago Hotel Price Index, o preço dos quartos da cidade subiu 30,91% face ao período homólogo do ano passado, vendo o seu preço médio subir 17 euros no espaço de um ano, de 55 para 72 euros. Mesmo assim, continua a estar entre os destinos europeus mais baratos, com lugar na 10.ª posição das cidades mais acessíveis.  
 
Já a média nacional fixa-se neste momento nos 82 euros por quarto duplo, enquanto no mesmo período do ano passado situava-se em 72 euros, registando-se um crescimento de 13,89% face ao período homólogo.  
 
A nível regional, o Algarve regista a maior subida de preços na hotelaria face ao período homólogo (+18,64%) a protagonizar, passando de uma média de 59 euros em março de 2015, contra 70 euros este mês. Com registos positivos seguem-se o Norte (+18,03%), Lisboa (+13,41%), os Açores (+11,48%) e o Centro (+6,56%). Já no negativo encontramse o Alentejo (-1,28%) e a Madeira (-3,30%).  
 
Entre as principais cidades nacionais, Porto (+30,91%), Portimão (+29,27%) e Peniche (+27,50%) são as três cidades que protagonizam este mês as maiores subidas de preços em relação ao mesmo período do ano passado. Em sentido oposto, os destinos com as maiores quebras este mês são o Funchal (-6,00%), Setúbal (-5,08%) e Sintra (-3,23%. As localidades mais acessíveis para pernoitar em Portugal este mês são Fátima (49 euros), Peniche (51 euros) e Portimão (53 euros), enquanto Cascais (112 euros), Lisboa (95 euros) e o Funchal (94 euros) registam os preços mais elevados do país.  

in Vida Económica

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