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22 March 2016
Portugal convidado pela primeira vez na 11ª edição dos “Prémios Roca – Iniciativa Hoteleira”
Os Prémios Roca - Iniciativa Hoteleira têm lugar de dois em dois anos, são organizados pela revista Gran Hotel Turismo, da Curt Ediciones sendo patrocinados pela Roca. Desde 1993, estes prémios homenageiam tanto as unidades hoteleiras, como profissionais que se tenham destacado pelos elevados padrões de qualidade nos mais diversos âmbitos: arquitetura, gastronomia, serviços e promoção turística. O objetivo principal dos Prémios Roca - Iniciativa Hoteleira é o de promover o setor turístico, que lidera pela primeira vez o ranking mundial da competitividade turística do Fórum Económico Mundial. Na edição deste ano, a organização pretende também premiar iniciativas hoteleiras fora do território espanhol, tendo sido escolhidos os destinos turísticos de Portugal e Dubai. Os estabelecimentos hoteleiros em Portugal poderão candidatar-se a uma categoria: Prémio à Inovação Hoteleira em Portugal, e para isso basta acederem ao site www.premiosgranhotel.com, efetuar o registo, e enviar a informação solicitada. Os 4 nomeados ao Prémio à Inovação Hoteleira em Portugal serão convidados a marcar presença na gala de entrega de prémios. Durante a cerimónia, como forma de promoção turística, serão projetados vídeos sobre a sociocultural e de alojamento no país. Graças à sua localização privilegiada e ao seu fantástico clima, Portugal é cada vez mais um destino turístico de eleição. Segundo dados do Eurostat, o país registou em 2015 55.6 milhões de dormidas, 66% das quais por turistas estrangeiros. Portugal é atualmente o 6º país com uma maior percentagem de turistas estrangeiros, bem acima da média da UE (46%), e que se adivinha que possa aumentar nos próximos meses. Em 2015, registou-se um aumento de 1.7% do número de dormidas por parte de cidadãos residentes em Portugal, comparativamente com o mesmo período do ano passado. Lisboa por exemplo, foi durante o ano passado 14º destino europeu mais procurado por visitantes internacionais, de acordo com a edição de 2015 do Global Destinations Cities Index, da Mastercard. A capital portuguesa ocupa o 35º lugar da tabela geral e subiu um lugar na tabela europeia, para a 14ª posição. Segundo os dados fornecidos pela Mastercard, o aumento de procura por Lisboa cresceu 4,9% relativamente aos dados de 2014, tendo-se fixado nos 3.564.041 visitantes internacionais em 2015 contra 3.397.255 do ano anterior. A participação de Portugal nestes prémios representa mais um impulso para a promoção do turismo português, e representa uma grande oportunidade para todos os agentes do setor. Os hoteis interessados em concorrer a estes prémios devem de fazê-lo através do site oficial: www.premiosgranhotel.com Os 4 nomeados ao Prémio à Inovação Hoteleira em Portugal serão convidados a marcar presença na gala de entrega de prémios em Barcelona
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22 March 2016
Açores registou a maior subida homóloga da taxa de ocupação dos hotéis em janeiro de 2016
Todas as categorias registaram aumentos e as unidades de cinco estrelas destacaram-se com a variação de 3,22 p.p. face ao ano passado. Os destinos turísticos com a taxa de ocupação quarto mais elevada foram Madeira (63,34%), Lisboa (51,35%) e Grande Porto (44,52%). Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, comenta: “A performance alcançada em janeiro confirma as boas expectativas dos hoteleiros, com a subida de todos os indicadores em praticamente todos os destinos. No que respeita à taxa de ocupação, Lisboa destoou do quadro geral registando uma quebra na ordem de 4,68%. Neste indicador, as regiões que mais se destacaram foram os Açores, com mais 51% do que no mesmo período de 2015, o que acabou por se traduzir numa TO de 34,53% e o Grande Porto com uma excelente performance nas unidades de 5 estrelas (com uma variação de +25,43% na TO).” O preço médio por quarto ocupado subiu 0,65% (fixou-se em 60,58 euros) e o RevPar – preço médio por quarto disponível – aumentou 6,73% (fixou-se em 25,07 euros). A receita média por turista situou-se nos 94 euros (mais 1,08% do que em janeiro de 2015) e a estada média de 1,82 dias, valor idêntico ao verificado no período homólogo do ano anterior. in Jornal dos Açores
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21 March 2016
Norte e Lisboa cheios na Páscoa
Páscoa Taxas de ocupação estão quase a 100%, com mais dias de estadia e aumento de estrangeiros Norte e Lisboa cheios na Páscoa Hotéis cheios como um ovo O setor hoteleiro volta a ter uma Páscoa em grande com lotações quase esgotadas, sobretudo para o fim de semana, com taxas de ocupação entre os 80% e os 100%. Os espanhóis continuam a ser os turistas estrangeiros no topo da procura, seguindo-se os franceses e os brasileiros. Este ano, os italianos e suíços estão mais ligados às festividades de Braga e do Porto. Norte, Centro e Sul esfregam as mãos de contentes. Cheios como um ovo. PORTO Dois hotéis estavam em alta no final da semana passada. O Sheraton, na Boavista, e o Carris, na Ribeira, eram os que mais próximos estavam dos 100% de ocupação. No entanto, dados da Associação de Turismo do Porto e Norte de Portugal apontavam para uma subida acentuada em quase todo o parque hoteleiro. Nota a assinalar: os suíços são os que se apresentam nesta quadra como grupo forte, juntando-se à tradicional presença dos turistas espanhóis e brasileiros. GUIMARÃES Os hotéis de Guimarães estão a registar muita procura para o fim de semana de Páscoa. Os principais portais de reservas online apontam para uma média já ocupada ligeiramente superior aos 60% e indicam a possibilidade de muitos espaços esgotarem no próximo par de dias. Alguns já esgotaram mesmo, como é o caso do Hotel do Toural. Próximo disso estão os hotéis da Oliveira, Santa Luzia, Open Village e várias casas de campo, estas com oferta mais reduzida. O Centro Histórico parece ser o destino principal, uma vez que quanto mais perto se está, mais difícil é arranjar estadia. Quanto a preços, a maioria pratica aumentos para os três dias das festas pascais, delfim machado BRAGA A cidade espera mais uma enchente para as principais procissões da Semana Santa (ler texto ao lado), a avaliar pela taxa ocupação dos hotéis, que está quase esgotada para quinta-feira e sexta-feira. Segundo dados do Turismo do Porto e Norte de Portugal, os portugueses continuam a ser os principais clientes, mas há registo de uma subida de 17% na procura por parte de espanhóis, em relação a 2015; representam 60% do número de estrangeiros que chegam a Braga. Seguem-se franceses, italianos e brasileiros. O sucesso da Semana Santa reflete-se, também, na duração da estadia. Este ano regista-se um aumento da procura nos dias anteriores às procissões e no próprio Domingo de Páscoa. Há hotéis a chegar aos 60% nesses dias, como é o caso do Meliá. O Hotel Bracara Augusta, em plena Avenida Central, tem lotação esgotada para quinta e sexta-feira. sandra freitas ALTO MINHO A taxa de ocupação nos hotéis do Alto Minho é promissora, principalmente para o fim de semana festivo. No caso do Hotel Monte Prado, em Melgaço, já não se aceitam reservas. Em Viana do Castelo, no Hotel Flor de Sal a taxa de reservas indicia que irá esgotar, tal como no ano passado. No Hotel Boega, em Cerveira, a taxa de reservas é superior à de 2015, com reservas para estadias mais prolongadas. Com 100 quartos, também o Hotel Portas do Sol, em Caminha, avança com um cenário de ocupação plena, tal como em 2015. A uma semana da Páscoa, as reservas já estão a 70% e com mais dias de estadia. Em Ponte de Lima, o Inlima hotel & spa, tem 30 quartos e está com uma taxa de ocupação "superior a 90%". ANA PEIXOTO FERNANDES AVEIRO A cidade de Aveiro vive, durante o fim de semana da Páscoa, um ambiente de época alta. À semelhança do que vem acontecendo nos últimos anos, a "Veneza de Portugal" é inundada por turistas, na sua maioria oriundos da vizinha Espanha. A poucos dias da data, os hotéis estão quase cheios, com a taxa de ocupação a rondar os 90%, sendo que grande parte dos hóspedes começa a chegar já a partir de quartafeira. "Todas as unidades hoteleiras da cidade trabalham muito bem nesta época, felizmente", conta, ao JN, Cristina Durães, diretora do Hotel Moliceiro, no qual mais de 90% dos quartos já estão reservados. Com um preço médio de 110 euros por quarto duplo, e direito a pequeno almoço, o Hotel As Américas também está "quase a 100%". E o Meliá Ria, de sexta-feira a domingo, já tem 85% dos quartos reservados, a 119 euros por noite. salomé filipe LISBOA Os hotéis de Lisboa deverão registar uma ocupação superior a 80%, de acordo com as associações do setor ouvidas pelo JN. Sem números concretos ainda, tendo em conta o peso das reservas de última hora, os hoteleiros esperam um crescimento ainda que não muito acentuado, relativamente à taxa de ocupação registada em 2015, que foi de 82%. Segundo André Barata Moura, da Associação de Turismo de Lisboa, a expectativa em termos de afluência de estrangeiros à capital para esta Páscoa é "moderadamente otimista". Os espanhóis dominam nesta altura do ano, como habitualmente, mas o responsável destaca a enorme subida dos turistas franceses, que se vem acentuando nos últimos anos. E a Páscoa não será exceção. Em contraponto, o mercado brasileiro está nesta altura em baixa, muito provavelmente devido à instabilidade no país. A presidente executiva da Associação de Hoteleiros de Portugal, Cristina Siza Vieira, confirma o "otimismo moderado" do setor relativamente à Páscoa, e revela ao JN que, com base num inquérito feito aos responsáveis pelos hotéis de Lisboa, 50% dos empresários acreditam que a receita total desta quadra será superior à do ano passado. ALGARVE No Algarve, também os hoteleiros estão otimistas. Nesta altura, adiantou Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, as reservas para a Páscoa já permitem antecipar a superação das expectativas. "Só os portugueses já estão a crescer 5% a 6%, e também temos mais espanhóis".
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10 March 2016
Polémica. Edifícios emblemáticos dão lugar a hotéis
Primeiro surgiu a notícia de transformar o edifício do “Diário de Notícias” e da Rádio Renascença em hotéis, agora é a vez das discotecas Jamaica, Tokyo e Europa no Cais do Sodré terem o mesmo destino. Lisboa bate recordes no turismo e a tentação de encontrar alternativas de alojamento é grande. A fórmula é simples: o aumento generalizado da procura imobiliária nas áreas centrais da capital, o crescimento do número de turistas e a escassez de oferta qualificada, devido ao significativo número de imóveis devolutos, têm conduzido a um investimento cada vez maior em obras de reabilitação em detrimento de construção nova. De acordo com a consultora Worx, as licenças de obra que deram entrada na Câmara Municipal de Lisboa, entre 2014 e 2015, são na sua maioria intervenções em edifícios já existentes. E em 2015, 35% do total das licenças emitidas são para obras nas áreas históricas das freguesias de Santo António, Santa Maria Maior e Misericórdia. Contestação Para já, ainda há incertezas em relação à futura utilização do edifício do DN. Há quem aponte para um hotel de luxo, outra alternativa passa por dar lugar a residências de luxo. O que é certo é que, independentemente da sua utilização esta notícia caiu quase como uma bomba para o Fórum Cidadania Lx. Da autoria do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, o edifício recebeu em 1940 o Prémio Valmor. Em 1986 foi declarado Imóvel de Interesse Público e é considerado um exemplo de um edifício simbólico do Movimento Modernista em Portugal. Este grupo considera que a sua transformação em hotel pode pôr em causa o prédio, daí pedir a intervenção da Ordem dos Arquitetos para que tenha uma posição forte junto do promotor da venda, da autarquia e da Direção-Geral do Património Cultural, já que consideram que “a eventual transformação daquele edifício num hotel irá implicar a realização de obras profundas no mesmo, acarretando, possivelmente, a destruição dos elementos interiores estruturantes de origem ainda existentes”. No entanto, a concretização da venda e a sua transformação numa unidade hoteleira está ainda pendente de luz verde da Direção-Geral do Património Cultural. A operação vai permitir um encaixe financeiro que deverá rondar entre os 20 e os 25 mil euros. Até ao final do ano, a redação vai mudar para as novas instalações, nas Torres de Lisboa. Também o edifício da Rádio Renascença, situado na Rua Ivens, no Chiado, foi vendido e será transformado num hotel de charme com 94 quartos. A rádio, que ocupa esse espaço desde 1937, irá mudar-se para a Quinta do Pastor, perto de Benfica. O grupo português que ficará com o edifício gere também o Lx Boutique Hotel. A nova unidade hoteleira deverá abrir portas neste edifício pombalino do século XIX no final de 2017. Fim do Braz & Braz Mas as alterações não ficam por aqui. Também o emblemático edifício do Braz & Braz, em pleno coração de Lisboa, vai ser transformado num hotel de quatro estrelas pela mão da Sotelmo. A empresa dona do Hotel Mundial e Hotel Portugal, localizados também na baixa da capital, vai investir um total de 17,5 milhões de euros na compra e reabilitação deste imóvel. O novo hotel, instalado nos oito mil metros quadrados do antigo Braz & Braz, vai ter 120 quartos, um restaurante, bar, piscina interior, ginásio, spa e salas de reunião. Estes são alguns dos exemplos que se vão juntar ao mais recente caso no Cais do Sodré, que vai levar ao encerramento de três discotecas. Os senhorios querem reabilitar os edifícios e no novo espaço deverá nascer um hotel dedicado à música pela mão de um grupo francês que está a fazer uma outra unidade hoteleira no Largo do Corpo Santo. Esta iniciativa já levou à criação de uma petição pública que conta neste momento com mais de três mil assinaturas. Já o convento dos Inglesinhos, no Bairro Alto, que foi transformado em condomínio de luxo tem alguns dos seus apartamentos arrendados a turistas. Freguesias alarmadas O descontentamento não é novo. No passado mês de fevereiro, os presidentes das juntas de freguesia do centro histórico de Lisboa – Santa Maria Maior, São Vicente, Misericórdia e Santo António –, preocupados com “os problemas levantados pela pressão turística”, decidiram fazer um conjunto de exigências à câmara e ao governo. Entre elas a de que haja “uma maior regulamentação e legislação que limite a proliferação desmedida dos alojamentos locais e hostels”. Também o PCP apresentou na última reunião da Assembleia Municipal de Lisboa uma proposta de suspensão dos processos de licenciamento de atividades de novas unidades hoteleiras e proceda a uma avaliação do impacto das existentes na qualidade de vida dos cidadãos e de quem visita a cidade”. A proposta acabou por ser recusada. Ainda assim, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) mostrou-se surpreendida com esta iniciativa. De acordo com a entidade, “a hotelaria não tem contribuído para qualquer degradação da qualidade de vida dos habitantes de Lisboa nem para o desenvolvimento insustentável da cidade, bem pelo contrário. Seguramente haverá aqui uma confusão que está disponível para ajudar a esclarecer”. A AHP lembra que estas unidades não só geram emprego, como também contribuem para a dinamização das cidades. Por isso mesmo, consideram que propor uma suspensão de novas unidades hoteleiras “é totalmente contrário ao desenvolvimento económico e social das cidades” e dizem que “certamente se está a confundir o licenciamento de unidades hoteleiras com o crescimento desmesurado de alojamento local e sem regulação”. Um fenómeno que, no entender da associação, coloca em causa o equilíbrio com os residentes em alguns bairros históricos da cidade. A solução, de acordo com a AHP, passa por fazer uma monitorização para que haja equilíbrio entre a habitação efetiva e o alojamento turístico que se faz a coberto de licenças de habitação. Isto para que não se confundam “unidades hoteleiras com alojamento local. Cada tipo de alojamento tem as suas especificidades e têm impactos diferentes nas cidades”. in ionline.pt