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17 March 2026
Feira de Emprego do Turismo do Centro reforçou ligação entre empresas e talento
Quarta edição decorreu hoje em Coimbra, com mais de 1000 candidatos e 40 empresas. Turismo Centro de Portugal anuncia nova Feira de Emprego no interior da região ainda este ano, com o objetivo de reforçar a coesão territorial. O Convento São Francisco, em Coimbra, recebeu hoje a quarta edição da Feira de Emprego do Turismo do Centro, uma iniciativa da Bolsa de Empregabilidade – Fórum Turismo, coorganizada pela Turismo Centro de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra, do Turismo de Portugal e do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, entre outras entidades. O evento voltou a reunir os principais protagonistas do setor do turismo, promovendo o contacto direto entre empresas empregadoras e candidatos que procuram oportunidades profissionais nesta área. Ao longo do dia, cerca de 1100 candidatos tiveram oportunidade de conhecer as ofertas de mais de 40 empresas disponíveis para contratar. Entre os participantes destacam-se 600 estudantes de instituições de ensino superior e profissional nas áreas do turismo, bem como cerca de 500 profissionais de outros setores, incluindo desempregados referenciados pelo IEFP. Além das oportunidades de recrutamento, o programa incluiu momentos formativos e de networking, reforçando a ligação entre o mundo da formação e o mercado de trabalho. Sessão de abertura destacou importância das pessoas e do talento no turismo A sessão de abertura contou com as intervenções de Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rui Ventura, Presidente da Turismo Centro de Portugal, Miguel Antunes, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Paula Antunes, Subdelegada Regional do IEFP da Região Centro e António Marto, Presidente da Associação Fórum Turismo e organizador do evento. Na sua intervenção, Rui Ventura sublinhou a centralidade das pessoas no turismo: “O turismo é feito por pessoas, para pessoas. E isso é o nosso centro e é o nosso foco. Aquilo que estamos a fazer no Centro de Portugal é precisamente trabalhar com as pessoas. O território tem de sentir o que o turismo lhe dá. As pessoas que estão nas aldeias, vilas e cidades da região têm de sentir que o turismo é uma mais-valia para elas próprias”, considerou. “A Turismo Centro de Portugal está sempre ao lado de iniciativas como esta, em que os empresários podem mostrar a sua oferta e incentivar os alunos a perceberem o potencial que esta atividade tem na região. Aos alunos digo que sintam o território, venham trabalhar para o território, que é o grande objetivo que se pretende para esta feira”, acrescentou. Pedro Machado destacou a relevância da iniciativa na valorização das profissões do turismo, “uma indústria de pessoas para pessoas”. “Esta feira significa valorização da profissão. O que se passa aqui é a capacidade de gerar sinergias e de os empregadores terem acesso a mão de obra cada vez mais qualificada vinda das nossas escolas, para que, no final da linha, a experiência turística seja cada vez mais enriquecedora para quem a recebe e para quem contribui para que ela possa acontecer”, frisou. “O turismo é um forte aliado para contrariar a perda demográfica que o país e a Europa enfrentam. Com mais empregadores e mais emprego, capazes de fixar pessoas e atrair jovens, o turismo é um instrumento poderoso de coesão territorial. E esta feira significa isso tudo”, disse ainda Pedro Machado. António Marto salientou os 10 anos de evolução da Bolsa de Empregabilidade, destacando a crescente valorização do talento por parte das empresas: “São 10 anos a potenciar o talento e a acompanhar o crescimento do turismo. Em 2016, quando começámos esta iniciativa, as empresas não estavam tão disponíveis para participar numa feira de emprego; hoje, olham para uma feira de emprego com a mesma importância com que olham para uma feira de promoção”. Miguel Antunes reforçou o compromisso da Câmara Municipal de Coimbra e da região com o turismo enquanto setor estratégico: “A autarquia e a região metropolitana de Coimbra consideram o turismo como uma das principais atividades económicas. É com este foco que nos comprometemos a olhar para esta atividade como um dos grandes setores estratégicos para o futuro da região”. Já Paula Antunes destacou o papel do IEFP na qualificação e empregabilidade, sublinhando que “no turismo, as pessoas são o meio e são o fim”: “A Feira de Emprego do Turismo é o evento mais importante na promoção da oferta e da procura de emprego nesta área. A ação conjunta da Bolsa de Empregabilidade e do IEFP tem procurado aproximar empresas e candidatos num mercado de trabalho em constante evolução. Acreditamos que a sustentabilidade e a competitividade das empresas do turismo dependem, em grande medida, das qualificações e das competências dos seus recursos humanos”. Nova feira de emprego no interior reforça aposta na coesão territorial Durante a sessão, Rui Ventura anunciou uma novidade para a região: a realização de uma nova Feira de Emprego do Turismo no interior do Centro de Portugal, ainda em 2026. O presidente da Turismo Centro de Portugal destacou que esta decisão responde ao objetivo de reforçar a coesão territorial, levando iniciativas tão importantes como esta a territórios de menor densidade. “O Centro de Portugal são 100 municípios e um território muito diverso. Não podemos falar de coesão territorial sem a praticar. Este é um passo importante nesse sentido”, afirmou. por Turismo do Centro
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16 March 2026
HEART by AHP apresenta projeto internacional para apoiar recrutamento na hotelaria
O programa HEART by AHP, iniciativa de responsabilidade social e sustentabilidade da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), apresentou aos seus associados o Projeto MOVER – Migração, Oportunidades e Valorização do Emprego em Portugal, uma iniciativa internacional que pretende apoiar as empresas do setor no acesso a talento internacional e na gestão de processos de recrutamento. Segundo o comunicado divulgado pela associação, o projeto tem como objetivo promover processos de mobilidade laboral “éticos, estruturados, transparentes e responsáveis”, bem como apoiar as empresas na implementação de mecanismos mais organizados de recrutamento de trabalhadores estrangeiros. No âmbito da iniciativa será também disponibilizada formação gratuita sobre recrutamento ético, certificada pela Hotel Academy by AHP. O projeto foi lançado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência das Nações Unidas especializada em mobilidade humana, e está atualmente a ser operacionalizado em Portugal, Angola e Cabo Verde. De acordo com a informação divulgada, a iniciativa conta com equipas locais que acompanham empresas e trabalhadores ao longo de todo o processo de mobilidade laboral. Entre os apoios previstos para as empresas estão o acompanhamento na identificação de necessidades de recrutamento, o apoio na procura e pré-seleção de candidatos e o suporte nos processos administrativos associados à mobilidade internacional. Isto inclui, por exemplo, a tramitação de vistos e o enquadramento nos mecanismos legais existentes para a contratação de trabalhadores estrangeiros. O projeto inclui também medidas destinadas a preparar os trabalhadores antes da chegada a Portugal. Entre essas ações estão sessões de orientação pré-partida, nas quais os candidatos recebem informação sobre a cultura laboral portuguesa, os seus direitos e deveres no trabalho, o funcionamento do sistema de saúde e outros aspetos práticos da vida no país. Os participantes podem ainda beneficiar de formação em língua portuguesa e apoio na preparação dos processos de mobilidade. Com a integração neste projeto, o programa HEART by AHP procura reforçar o apoio às empresas do setor na gestão de talento e no recrutamento internacional. “A participação neste projeto permite reforçar o apoio às empresas da hotelaria na identificação de soluções que contribuam para responder às necessidades de recrutamento do setor, promovendo simultaneamente processos de mobilidade laboral mais estruturados e responsáveis”, afirma Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal. O Projeto MOVER é desenvolvido no âmbito do Programa FAMI 2030 e conta com a participação da Associação da Hotelaria de Portugal, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e da Associação Empresarial de Portugal, além da coordenação da Organização Internacional para as Migrações. in TNews
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13 March 2026
Empresários alertam para quebra no turismo e exigem “medidas estruturais” para o sector
A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) e as associações representativas da hotelaria e do alojamento local nos Açores manifestaram preocupação com a quebra dos indicadores turísticos e apelaram à adoção de medidas estruturais para enfrentar a sazonalidade que continua a marcar o setor regional. Em conferência de imprensa, que reuniu o presidente da CCIPD, o presidente da Associação de Alojamento Local dos Açores (ALA) e a representante regional da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), os empresários alertaram para a tendência de queda prolongada no turismo açoriano. Segundo dados do Serviço Regional de Estatística (SREA), o arquipélago registou em Janeiro uma redução de 9,9% nas dormidas em alojamentos turísticos face ao mesmo período do ano anterior – o quinto mês consecutivo em descida. O presidente da CCIPD, Gualter Couto, defendeu que “o inverno turístico não pode ser preparado de forma reactiva” e insistiu na necessidade de “um combate eficaz à sazonalidade”, com políticas baseadas em dados, segmentação de mercados e um modelo de gestão mais orientado para resultados. O economista rejeitou que o turismo açoriano tenha atingido um “planalto”, comentando que “os Açores ainda nem chegaram a meio da montanha” e criticou a falta de visão estratégica do executivo regional. O dirigente destacou ainda que a redução prevista de 9% na oferta de lugares em voos internacionais e a saída da Ryanair terão impactos significativos no sector. “Se andamos a entrar num mercado e dois ou três anos depois estamos a sair, não é uma gestão profissional”, afirmou. Também Andreia Pavão, representante da AHP nos Açores, alertou para as consequências da retração turística, afirmando que “a quebra de dormidas já não é antecipada, é uma realidade”. Sublinhou ainda que a perda de acessibilidades directas “é muito preocupante” e que a tendência negativa terá reflexos “em toda a cadeia de valor”. Por sua vez, João Pinheiro, presidente da ALA, lembrou que os Açores são “a região do país com maior amplitude sazonal”, o que cria “dificuldades enormes de tesouraria” para as pequenas e médias empresas do sector. “Sete em cada dez alojamentos locais não tiveram um único hóspede em Janeiro. É um revés enorme para o turismo”, afirmou, apelando a acções concretas por parte do Governo Regional. Os empresários defenderam que o combate à sazonalidade, a captação de novos mercados e o fortalecimento das acessibilidades aéreas devem ser prioridades, sob pena de a crise no turismo açoriano agravar-se nos próximos meses. in Diário do Açores
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11 March 2026
Conflito no Médio Oriente redireciona turismo para sul da Europa, mas Portugal ainda fica de fora
Apesar de o setor considerar ser "prematuro" falar em desvio de turistas para o país, o Vila Galé confirma que "já têm alguns pedidos para Portugal e Brasil" do Médio Oriente e Sudeste Asiático. A escalada do conflito no Médio Oriente começa a ter impacto nas reservas, com os turistas a procurarem destinos alternativos na Europa. Espanha, Itália e Grécia estão entre os mais procurados, enquanto Portugal ainda não se afirma como destino de substituição. O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) realça que ainda é prematuro falar numa mudança estrutural da procura turística. “Será cedo para falarmos num desvio massivo. Estamos perante ajustamentos pontuais, não uma mudança estrutural consolidada”, afirma Pedro Costa Ferreira, em declarações ao ECO. O diretor-geral de vendas da Agência Abreu, Pedro Quintela, corrobora a posição de Pedro Costa Ferreira e afirma que “é prematuro falar de desvio de passageiros dos seus destinos” e que “nada indica” um desvio de procura dos destinos do Médio Oriente para as ilhas espanholas ou Portugal. O perfil de cliente impactado é, tendencialmente, um viajante que procura experiências de longo curso, pelo que as alternativas consideradas são, sobretudo, outros destinos de longo curso, mais alinhados com as expectativas deste tipo de viagem”, remata o diretor-geral de vendas da agência de viagens. Também o presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) considera que “nesta fase ainda não sente o desvio de turistas para Portugal”, embora Bernardo Trindade reconheça que, “historicamente, Portugal sempre beneficiou quando surgem tensões ou conflitos em determinadas geografias”. Também o presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) confirma ao ECO que “Portugal, por enquanto, não se tem afirmado como um grande destino de substituição”, ao contrário de Espanha onde já “há indícios contrários, nomeadamente no que diz respeito às Ilhas e costa Sul”. “As grandes operadoras já admitem que parte da procura está a ser redirecionada para destinos europeus considerados mais seguros, e para além da Espanha, outros mercados como a Grécia e Itália também”, adianta Miguel Quintas, presidente da ANAV. Com 52 hotéis, dos quais 34 em território nacional, o administrador do Grupo Vila Galé confirma que “já têm alguns pedidos para Portugal e Brasil de operações que estavam previstas para o Médio Oriente e Sudeste Asiático“. Acreditamos que, apesar de a razão ser trágica, Portugal e Brasil podem beneficiar efetivamente desta situação”, diz ao ECO Gonçalo Rebelo de Almeida, sublinhado ainda que é “prematuro indicar se o efeito é a médio prazo”, justificando que “vai depender da solução política encontrada para o fim de conflito e a duração do mesmo”. “No entanto, se a situação se vier a resolver no Médio Oriente nas próximas semanas, os fluxos turísticos para a região poderão ser retomados. Se o hub aeroportuário do Dubai ou do Qatar voltar à normalidade, os fluxos podem manter-se”, acrescenta o administrador do grupo que emprega 4.500 pessoas. Com mais de 40 mil voos cancelados de e para o Médio Oriente desde 28 de fevereiro, o presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens confirma que “já existe forte perturbação no mercado, sobretudo nos destinos e ligações mais dependentes dos hubs do Golfo, com destaque para Dubai”. No caso da Turquia, o líder da ANAV recusa falar de uma vaga generalizada de cancelamentos, mas sim de “maior cautela, pedidos de esclarecimento e alguma procrastinação na decisão de compra“. No que respeita às reservas da Tunísia, Miguel Quintas assegura que “prosseguem sem alterações significativas, demonstrando até algum crescimento face ao ano passado”. Por outro lado, o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo adianta que “caso a incerteza se mantenha, alguns destinos percecionados como seguros e com operação aérea estável poderão beneficiar de forma incremental”, apesar de considerar que essa procura tende a ser temporária. “Procura adicional provocada por circunstâncias adversas noutros destinos não é procura normal e tende a sair assim que os constrangimentos forem resolvidos”, sublinha. A viver no Dubai, Maria Inês Amaral, fundadora do Aurora Group e da Associação Portuguesa de Turismo para o Médio Oriente, considera que Portugal tem vindo a ganhar notoriedade como destino seguro, uma característica muito apreciada pelos viajantes provenientes dos Emirados Árabes Unidos. “Portugal, pelos rankings que tem de Empresários gerem crise no Golfo com teletrabalho e cautela segurança a nível mundial, sempre foi e está cada vez mais a ser um destino procurado para férias, em grande parte pela segurança, Ler Mais mas obviamente também pela hospitalidade dos portugueses e pelas paisagens”, diz a empresária, em declarações ao ECO. O líder da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo reforça que “Portugal deve atrair procura de acordo com as suas valências turísticas, e não por externalidades temporárias na concorrência”, enfatizando que “circunstâncias como as que vivemos não beneficiam ninguém”. Conflito no Golfo leva a aumento de reservas de Páscoa em destinos europeus O conflito no Irão está a influenciar as decisões de férias da Páscoa, segundo Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagens. O responsável identifica três fatores que moldam a decisão dos consumidores: “perceção de segurança, instabilidade operacional e subida dos custos, em especial no transporte aéreo”. “Para a Páscoa, o impacto é mais imediato, porque estamos a falar de reservas de muito curto prazo e de muitas viagens de famílias, as quais que privilegiam previsibilidade. Para o Verão, ainda é cedo para dizer que haverá uma alteração estrutural do mercado, mas é evidente que o consumidor está mais atento ao risco geopolítico e, consequentemente, mais inclinado a escolher destinos percebidos como estáveis”, explica Miguel Quintas, líder da ANAV. O presidente da ANAV acrescenta que “é razoável afirmar que se está a registar um aumento das reservas de Páscoa para destinos europeus à custa da fuga ao Médio Oriente, embora sem confirmar ainda uma mudança de fundo para maio, junho e julho”. Impactos no espaço aéreo e no turismo religioso O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Bernardo Trindade, admite que o país começa a sentir alguns efeitos do conflito, sobretudo nas ligações aéreas. “Aquilo que resulta de escalas no Dubai está neste momento a ser impactado. Ainda não consigo, nesta fase, estimar o montante”, afirmou. Algumas regiões portuguesas já sentem consequências do encerramento do espaço aéreo nas áreas afetadas. Entre elas está Fátima, que recebe turistas de mercados mais distantes motivados pelo turismo religioso. “Regiões como Fátima têm alguma prevalência destes mercados longínquos que vêm, no fundo, com grande motivação de turismo religioso”, explica Bernardo Trindade. Crise no Golfo encarece passagens e ameaça contas da TAP Ler Mais O ano passado, o Santuário de Fátima recebeu 6,5 milhões de peregrinos, o que representa um aumento de 241.913 fiéis face ao ano anterior, com a instituição a destacar o aumento do número de grupos de fiéis registados, particularmente oriundos da Indonésia, segundo uma nota enviada à agência Lusa. in ECO, por Fátima Castro