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Notícias

27 April 2016

Mais 12 mil turistas vieram a Lisboa, mas gastaram menos

Andam pela Baixa, vão ao Castelo e aos Jerónimos, passeiam a pé e de elétrico e fazem questão de provar os pastéis de Belém. No ano passado, 512 mil turistas de cruzeiros desembarcaram na capital e cada um deles deixou em média 130 euros na cidade-menos do que em2014, ano que o Turismo de Lisboa diz ter sido "exce- Cional".     Cruzeiros. Turistas gastam menos 25 milhões mas maioria quer voltar     Lisboa. Em 2015, houve mais 12 mil estrangeiros a desembarcar na capital, mas cada um deixou em terra, em média, menos 53 euros do que em 2014. Turismo de Lisboa desvaloriza quebra. "O turista que consome é dos cruzeiros e o que anda solto, sem ser em excursão. Os que vêm em excursão não compram." Há vários anos que Carlos vende aguarelas de monumentos e paisagens lisboetas em Belém, ora em frente aos incontornáveis Pastéis de Belém ora no túnel que liga a Praça do Império ao Padrão dos Descobrimentos, e sabe bem quais são os turistas que, tradicionalmente, mais gastam na capital. No ano passado, o balanço poderia ter sido melhor. Em 2015, cada um dos mais de 512 mil passageiros de cruzeiro que desembarcaram em Lisboa deixou em terra, em média, menos 53,21 euros do que no ano anterior, quando o montante atingira os 183,49 euros. A diferença representou uma quebra, de um ano para o outro, de 92 para 67 milhões de euros no dinheiro injetado diretamente na economia local, apesar de o número de visitantes que chegaram à cidade de barco ter subido - então, tinham sido cerca de 500 mil. A Associação Turismo de Lisboa (ATL) ressalva, porém, que os resultados "estão em linha com a média dos três anos anteriores", com 2014 a representar um ano "excecionalmente" muito bom. "Face a inquéritos anteriores e nas várias análises feitas, os resultados de 2014 são excecionalmente muito bons, pelo que a interpretação dos resultados de 2015 deve ter em consideração este ponto e o histórico dos anos anteriores", argumenta, numa resposta enviada por e-mail ao DN, a ATL, sem, no entanto, avançar uma explicação quer para a excecionalidade de 2014 quer para a redução registada no ano passado e apurada no âmbito de um inquérito anual elaborado por si em parceria com a Administração do Porto de Lisboa (APL) sobre o turismo de paquetes. De acordo com o documento publicado no site do Observatório do Turismo de Lisboa, cada passageiro gastou no ano passado, em média, 130,28 euros na sua passagem pela capital, que, em média, dura dez horas e 12 minutos - mais 40 minutos do que em 2014. A descida verificou-se em todas as componentes da despesa, seja o alojamento (de 178,13 para 165,79 euros), as compras (de 105,30 para 85,85 euros) ou a alimentação (de 45,81 para 33,21 euros. Em 2012 e 2013, a quantia gasta por pessoa fora, ainda assim, mais baixa- respetivamente 118,39 e 97,40 euros.     Belém ganha popularidade     Os números não surpreendem o sócio da empresa que, além de ter dois stands em Belém, tem mais um no Castelo de São Jorge. "O poder de compra dos turistas tem caído", garante Carlos, sem perder de vista os muitos estrangeiros que vão atravessando o túnel que liga a Praça do Império ao Padrão dos Descobrimentos. Apenas os europeus, os norte-americanos e os australianos merecem a sua atenção. "Os asiáticos não compram, só tiram fotografias", justifica. Atrás de si, afixadas na parede, predominam as aguarelas do centro histórico de Lisboa percorrido pelo emblemático elétrico 28, do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém. A escolha não será um acaso.     Tal como nos anos anteriores, os eixos Baixa-Chiado, Bairro Alto- Cais do Sodré e Alfama-Castelo- Mouraria são os três locais da cidade mais visitados pelos turistas que desembarcam na cidade, embora, em 2015, tenham tido precisamente em Belém um concorrente de peso - de 2014 para 2015, a percentagem de estrangeiros que não quiseram deixar de o conhecer aumentou de 68,8% para 81,4%. "Vimos na internet que este era um dos locais a visitar", explica, com o Padrão dos Descobrimentos ali ao lado, Melissa, uma irlandesa de 21 anos a passar férias em Lisboa na companhia de uma amiga da mesma idade. Não viajaram de paquete, estão alojadas no centro histórico e chegaram à capital portuguesa há já uma semana, mas nem por isso deixam de cumprir o roteiro de quem tem mais poder de compra. O elétrico levou-as até Belém, o comboio à praia de Carcavelos, no concelho de Cascais - o mais procurado, o estudo da ATL e da APL, logo a seguir a Lisboa. O terceiro é Sintra. Em 2014, tinham sido visitados, respetivamente, por 14,7% e 6,3% dos turistas em cruzeiro - 28,l% e 13,7% em 2015.     Novos produtos turísticos     "O reforço da diversidade da oferta turística da região de Lisboa, o aprofundamento do relacionamento entre a cidade e a região e a valorização dos ativos turísticos fazem parte da estratégia de promoção turística de Lisboa", recorda ao DN a ATL, salientando que, para que a capital "atinja um novo patamar de excelência turística, é importante desenvolver a visão integrada do turismo na região e desenvolver novos produtos turísticos que aumentem a riqueza e abrangência da oferta turística".     A estratégia é, de resto, apontada como solução para garantir que quem visita a capital pela primeira vez fica com vontade de regressar, outro dos indicadores em queda de 2014 para 2015: enquanto há dois anos mais de 90% dos inquiridos consideraram o seu regresso a Lisboa como provável ou muito provável fora ou em contexto de cruzeiro, em2015 este não foi, respetivamente, além de 75,3%e48,l%. "Os resultados de 2014 foram excecionalmente bons e(...) em 2015 existiu uma grande percentagem de turistas a responder que ainda 'não sabe' (43,5%)", desvaloriza a ATL. Melissa e a amiga não param de tirar fotografias e já se decidiram: vão de certeza voltar a uma cidade que, asseguram, "tem tudo": praia, diversão noturna, história e sol.     RETRATO     Nacionalidade     Cerca de metade dos passageiros entrevistados em 2015 eram naturais do Reino Unido, mais do que no ano anterior (27,4%). Em segundo e terceiro lugares, surgiram os alemães (15,1%) e os italianos (13,8%). Em 2014, representavam, respetivamente, 21,6% e 21% do total.     Ao contrário do que é habitual, os idosos foram o grupo menos representado - de 2014 para 2015, desceu de 21,2% para 2,7%. Os homens tinham sobretudo entre 35 e 44 e as mulheres entre 45 e 54 anos.     Habilitações     Tal como em 2014, metade dos visitantes que desembarcaram em Lisboa possuem pelo menos um grau universitário. Apenas 1,5% ficaram pelo ensino básico. Os reformados perderam peso: desceram de 25,5% para 9,5% num ano.     Companhia     Mais de 90% dos passageiros viajaram, em 2015, acompanhados. Destes, 57,3% fizeram-no com amigos - no ano anterior, o marido/mulher/companheiro(a) surgiam em primeiro lugar. Mais de metade recolheram, de resto, informação sobre o cruzeiro junto de familiares e amigos.     Deslocações em Lisboa     Mais de 37% dos inquiridos visitaram a cidade pelos seus próprios meios. Tal como é habitual, a maioria deslocou-se em autocarros turísticos (54,8%), com os passeios a pé a surgirem em segundo lugar, com 54,1%. Foi a maior subida: em 2014, só 35,2% o tinham feito. No extremo oposto está o metropolitano, cuja utilização voltou a cair, desta vez dos 10% para os 4%.     Mais de 70% dos inquiridos nunca tinham visitado Lisboa.     À semelhança de 2014, em 2015 o pódio foi ocupado pelos eixos Baixa-Chiado, Bairro Alto-Cais do Sodré e Alfama-Castelo-Mouraria. Logo de seguida, surge Belém, que cresceu de 68,8% para 81,4%. Fora do concelho, Cascais e Sintra foram os locais mais visitados. Em média, os turistas estiveram dez horas e 12 minutos em Lisboa, tendo 2,5% dos inquiridos pernoitado na cidade.     Consumo     A alimentação, as compras e as deslocações na cidade foram as despesas efetuadas por uma maior proporção dos visitantes. Em média, cada passageiro deixou 130,28 euros em terra.       Por Inês Banha, in Diário de Notícias

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20 April 2016

Reabilitação tecnológica fará das casas atuais a habitação do futuro

As cidades do futuro serão as cidades de hoje com os seus prédios antigos reabilitados em condições de maior conforto tecnológico, com interconectividade de equipamentos e mais eficiência energética. Esta foi uma das conclusões da conferência “Energia Inteligente conectada à habitação do século XXI”, terceira do ciclo de seis que DN, JN e TSF organizam com a Schneider Electric. As estimativas são esclarecedoras: segundo estudos oficiais, as necessidades de investimento na reabilitação do parque habitacional português rondam os 38 mil milhões de euros, 9,3 mil milhões respeitando apenas a Lisboa. Se tivermos em conta que o peso da reabilitação urbana na construção anda em torno dos 10% em Portugal, muito abaixo dos 40% da média europeia, é fácil perceber que governos, autarquias e empresas têm as baterias apontadas para esta área. Mas os fundos públicos à disposição não vão além dos três mil milhões de euros. “Apesar da forte retração do setor da construção desde o início da crise, o setor do imobiliário tem protagonizado um dinamismo nos últimos dois anos que tem puxado pela economia e pela reabilitação urbana.” Mas, como ressalva Hugo Ferreira, presidente da Associação Portuguesa dos Promotores e Investidores Imobiliários, “não tenhamos ilusões, isto deve-se aos investidores estrangeiros”, que estão a comprar, quer para segunda habitação quer para arrendamento de curta duração. Também por influência desta nova ótica, a do arrendamento para turistas, a preocupação com a eficiência energética e os custos de manutenção estão a ganhar uma importância crescente, concordam os intervenientes na conferência.   Não por acaso. Tal como referiu Carlos Duarte, da Schneider Electric, “os edifícios são os maiores consumidores de energia, gastando 53% de toda a energia produzida e, se nada for feito, estima-se que em 2050 essa proporção aumente de forma brutal em 50%”. A título de exemplo basta referir que, nas nossas casas, os equipamentos de eletrónica e computadores já absorvem 15% dos consumos, prevendo-se que em 2030 a crescente digitalização faça triplicar esse nível de consumo. Razões de sobra para a Schneider Electric estar empenhada em desenvolver soluções tecnológicas que aumentem a eficiência energética dos edifícios, investindo nessa área uma importante fatia dos cerca de mil milhões de euros canalizados anualmente para Investigação & Desenvolvimento. A hotelaria é, por exemplo, um dos setores não só em maior crescimento, mas também que mais têm a beneficiar do investimento em sistemas que promovam a eficiência energética, “não só porque alguns estabelecimentos já são antigos, como pelo facto de sofrerem grandes oscilações de ocupação em função da sazonalidade da procura e de não terem os seus sistemas de climatização e iluminação adaptados a essa realidade”, considerou a presidente da Associação de Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira. “O conforto tecnológico é um conceito que é muito atrativo para o turista, e essa experiência começa logo no aeroporto, táxi, hotéis, etc.”, considera Fernando Ferreira, da Schneider Electric. O Evolution Lisboa Hotel foi um dos casos apontados como exemplo de hotel interativo, que investiu de raiz em sistemas de eficiência energética, em parceria com a Schneider, e que ao fim do primeiro ano de exploração reduziu em 35 mil euros a fatura energética face ao orçamentado, contou o seu diretor técnico, João Carlos Gomes. “Em regra, o retorno do investimento em eficiência energética acontece entre três a sete anos para uso comercial e em cinco a dez  anos, para fins habitacionais”, observa Carlos Duarte. Reabilitação urbana, hotelaria e eficiência energética são realidades cada vez mais interligadas, tendo Cristina Siza Vieira sublinhado que “a hotelaria tem sido um grande promotor da reabilitação urbana nos centros históricos das cidades”. E aponta várias razões para tal: “Os edifícios antigos têm mais cachet e existem incentivos fiscais para essa reabilitação.” Por outro lado, lembra que a abertura de um hotel tem um efeito pivô, valorizando a área, fomentando o comércio e criando emprego. Referindo-se ao crescimento recorde que se tem assistido na afluência de turistas a Portugal e correspondente abertura de novas unidades hoteleiras, Cristina Siza Vieira indicou que passámos de cerca de sete mil camas em Lisboa em fevereiro de 2011 para 25 729 em abril. O facto de 60% destas camas estarem integradas em hotéis e já 40% pertencerem ao chamado “alojamento local”– que abrange hostels e particulares – “obriga a que tenhamos uma visão estratégica” sob pena de chegarmos a situação de rutura. Porque “os turistas não nos visitam para ver turistas”. Um alerta é também deixado por Nuno Malheiro, da Focus Group, que considera “um erro” encher a Baixa de Lisboa de hotéis e edifícios apenas com tipologia T0 e T1, para aluguer de curta duração, “porque esta procura não vai ser eterna” e não é com estes apartamentos que se atraem as famílias para o centro das cidades desertificadas. Mas o que é certo é que a procura continua elevada e as taxas de ocupação em níveis recorde. Carla Aguiar (texto)  

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19 April 2016

Património árabe do Algarve vai ser valorizado

A Carta de Compromisso – Projecto Umayyad que junta a autarquia de Alcoutim, o turismo e a cultura, vai ser assinada no próximo dia 22, sexta-feira, numa sessão marcada para as 10h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Alcoutim. O projecto prende-se com a concretização de um conjunto de acções de valorização e dinamização da Rota Omíada, itinerário que irá percorrer o legado da dinastia árabe omíada na cultura e no património de sete países ligados ao mediterrâneo, incluindo Portugal (Algarve). Recorde-se que a presença da dinastia omíada fez-se sentir no Algarve por mais de três séculos (711 a 1031) e entre os bens inventariados na região encontram-se jogos islâmicos de tabuleiro, expostos no castelo de Alcoutim, e o castelo velho do município. A Rota Omíada é liderada pela fundação El Legado Andalusí e financiada pelo programa European Neighborhood and Partnership Instrument (ENPI), no âmbito dos projectos de cooperação transfronteiriça na área do Mediterrâneo. A sessão contará com intervenções do presidente da autarquia, Osvaldo Gonçalves, do presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, e da directora regional de Cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves.   in Turisver online

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09 April 2016

"Sem estrelas nos hotéis, é a confusão total"

Os hotéis nacionais preparam-se para voltar a ser classificados por estrelas. O Governo está a analisar as propostas da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) que representam uma viragem face à lei de dispensa de estrelas aprovada em finais do ano passado e visam tornar o sistema outra vez obrigatório. Segundo a AHP, a Secretaria de Estado do Turismo vai avançar, no segundo semestre, com a revisão da lei- -base dos hotéis, tecnicamente designada de Regime Geral dos Empreendimentos Turísticos (RJET), a par da lei do alojamento local, dois diplomas aprovados no final do Governo de Passos Coelho.     Alterar a lei dos hotéis é uma prioridade assumida por Raul Martins, proprietário dos hotéis Altis, que na semana passada foi eleito presidente da AHP para o mandato até 2018, substituindo no cargo a Luís Veiga. "Com esta lei em que não se exigem estrelas, qualquer empresário pode pôr à porta a placa 'hotel', e acabamos por dar este nome a coisas que não são verdadeiramente hotéis", salienta Raul Martins. "Os hotéis têm que ter uma definição à partida, não podem ser hostels, alojamento local ou turismo de habitação. Mas ao pôr tudo sob o mesmo chapéu é nisso que estamos a cair, todos podem usar a designação de hotel, é a confusão total."     Raul Martins frisa que a AHP não está contra o facto de haver hotéis que optem por não usar estrelas, mas o sistema de classificação deve ser "obrigatório", até para efeitos de licenciamento. "Admitimos que haja hotéis que não usem estrelas, como hotéis de caça, de golfe, etc., mas têm de ser classificados enquanto tal e cumprir determinadas exigências e requisitos, o que não acontece na regulamentação atual, em que todos podem usar essa designação. E não se pode é subverter o que é um hotel."     O alojamento local é outro tema quente para a AHP. "A lei que foi feita no anterior Governo com excesso de liberalismo já está a provocar situações de conflito na sociedade e permitiu que houvesse instalações sem mínimos de segurança", adverte o presidente da associação. Com o alojamento local todos os dias a crescer e o tema da 'turistificação' de Lisboa a subir de tom, a AHP considera fundamental introduzir aqui "paz social" e regras mais claras em alojamentos que "são uma porta aberta à economia informal, porque há uns que estão registados e outros não".     Alojamento local só com autorização do condomínio No diploma que vai ser revisto pelo Governo, a AHP quer que sejam introduzidas diversas alterações, como o facto dos condomínios terem de autorizar que as habitações sejam utilizadas para alojamento local e a necessidade de vistorias a estas instalações.     "O uso que é dado a um alojamento local não é o mesmo de uma habitação normal. Estamos a falar de jovens a chegar às três da manhã e a fazer ruído porque estão contentes, e não faz sentido não haver aqui autorização do condomínio", sustenta Raul Martins. "E uma habitação, para ter alojamento local, tem de criar condições para isso. Não pode haver situações de cinco quartos só com uma casa de banho, há mínimos a cumprir."     Segundo o porta-voz dos hoteleiros, "pretendemos também que haja licenciamento próprio para alojamento local, não basta uma licença de habitação". A AHP propõe ainda que neste campo haja distinção entre alojamento coletivo e com serviço, como hostels ou blocos de apartamentos, "que não podem ter o mesmo tipo de exigências que uma casa isolada num condomínio".     "Há que olhar a cidade como o tecido urbano que é, ponderar os índices urbanísticos em Lisboa e perceber que alojamento local triplica o número de pessoas por habitação, cria carga, faz com que infraestruturas de esgotos ou canalizações se tornem insuficientes", faz notar Raul Martins. "A câmara de Lisboa não tem olhado para a situação desta forma, igualiza habitação a alojamento local, e isso é um erro à partida". Lembra ainda "o que se passa em Barcelona e Madrid, onde o alojamento local cresceu tanto que o investimento em novos hotéis parou. Em Lisboa estamos a caminhar para isso, se o alojamento local não for regulamentado".     Apoiar os hotéis ao nível das condições de financiamento aos fundos do Portugal 2020 e em temas de fiscalidade, com "o IVA turístico a ter valor para o sector", a par da melhoria das relações com a Booking, Airbnb ou TrypAdvisor, são outros dossiês que estão no radar direto da AHP.     "Em oferta de hotéis, ainda há capacidade para crescer em Lisboa. Mas para isso o fluxo turístico tem de aumentar e muito por força do transporte aéreo, esse é outro dos pontos do meu programa", enfatiza Raul Martins, advertindo que "o aeroporto de Lisboa a curto prazo não vai ser suficiente, é necessário abrir rapidamente o terminal do Montijo para as low cost poderem chegar com mais facilidade e menos custos. É algo que os hotéis já andam a falar há dez anos".     NA MIRA DOS HOTÉIS     25,4 mil é o número de unidades de alojamento local registadas em Portugal até abril, das quais 12,7 mil no Algarve e 5,5 mil no distrito de Lisboa.   €105 diários foi a receita média por quarto nos hotéis nacionais em 2015 (o que inclui todas as despesas dos hóspedes, além de alojamento), ainda abaixo dos €111 em 2007.    in Expresso, por Conceição Antunes

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