Notícias
26 April 2013
Como vender melhor o meu hotel?
A AHP, em colaboração com o Turismo de Portugal e a Turismo do Porto e Norte de Portugal, vai estar presente no Workshop "Como vender melhor o meu hotel - Canais de promoção, comercialização e venda", que se realiza no dia 30 de abril, em Guimarães. A comercialização das unidades hoteleiras constitui um dos fatores mais relevantes para o seu sucesso: quando iniciar a promoção/comercialização do meu hotel, o papel do marketing e a abordagem aos mercados serão assuntos a debater. A importância do negócio online e a aposta nas reservas diretas vão ser temas abordados pela empresa GuestCentric, com quem, cada hotel, poderá partilhar a sua experiência. As inscrições são gratuitas (envio da ficha de inscrição para touring@portoenorte.pt).30 de abril | 9h30-12h45 | Hotel GuimarãesPara consultar o Programa e a Ficha de Inscrição clique AQUI. Após Faro, Aveiro e Covilhã, é agora a vez de realizar este Workshop em Guimarães.Durante o mês de maio realizar-se-ão workshops nas Regiões do Alentejo, Madeira e Açores cujas datas serão brevemente divulgadas.
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26 April 2013
ASAE e Instituto do Consumidor na tutela do Turismo (in SOL)
Ex-inspector-geral espera que, com a mudança de tutela, organismo não passe a ser meramente educativo ou formativo. O ex-inspector-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), António Nunes, considera indiferente a tutela ministerial escolhida para este organismo, desde que se mantenha o carácter «fiscalizador» e «repressivo» da sua actuação. A ASAE, que estava sob tutela do secretário de Estado-adjunto do ministro da Economia (Almeida Henriques, que saiu do Governo na última remodelação) passou para o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes (CDS), apesar de ser cobiçada pelo Ministério da Administração Interna, que tem a perspectiva de reunir todos os órgãos de polícia criminal. Ao SOL, António Nunes - que foi um dirigente polémico, tendo abandonado a ASAE por vontade própria, em Janeiro - considera que «o problema não é de organização, mas de atitude». «Não percebo quando se diz que deve ser educativa ou formativa, em vez de ser repressiva», explica, questionando: «Quando estamos perante um crime, o que devemos fazer? Na sua perspectiva, a ASAE deve ser entendida como um instrumento que defende as empresas, garantindo a todas as mesmas oportunidades no mercado - e não como um organismo de sensibilização e aconselhamentos aos empresários. Para isso, diz, existem as associações do sector, como a ARESP (Associação da Restauração e Similares de Portugal), ou mesmo a direcção-geral das Actividades Económicas. António Nunes estranha apenas que o actual Governo não tenha claramente um responsável pela defesa do consumidor, ao contrário do anterior Executivo socialista, que colocou esta pasta na Presidência do Conselho de Ministros, separando-a claramente da tutela da Economia. Deco alerta para 'conflito de Interesses' Adolfo Mesquita Nunes vai ficar com a ASAE, mas também com o Instituto do Consumidor. Desde o início deste Governo que ambos os organismos têm estado juntos, primeiro com o secretário de Estado da Inovação, depois com o secretário de Estado-adjunto e agora no Turismo. Para o secretário-geral da Deco, Jorge Morgado, está em causa, «claramente, um conflito de interesses» porque esta Secretaria de Estado serve para apoiar o desenvolvimento do turismo. Ora, uma polícia de inspecção da segurança alimentar que actua junto de restaurantes e hotéis «pode ser» contraditório com esse desenvolvimento. Na verdade, o CDS (que agora a tutela) sempre foi um crítico da ASAE. Paulo Portas chegou a pedira demissão de António Nunes, acusando-o de «abusos» e Mesquita Nunes acusou a ASAE de um «absurdo e exagerado fascismo alimentar». in SOL, 26/04, por Helena Pereira
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19 April 2013
"A reposição dos subsídios
A decisão do Tribunal Constitucional (TC) de devolver um subsídio à função pública e de anular os cortes nos subsídios dos desempregados e de doença e nas pensões dos reformados vai permitir a restituição a estes agregados de €1326 milhões. O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, terá que apontar os cortes noutras direções porque esta despesa voltou ao Estado. Uma devolução de milhões às famílias que coloca as seguintes questões: qual o impacto na recuperação da economia? Pode o consumo aumentar? A Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (Deco) é clara: não antevê gastos acrescidos nos orçamentos das famílias. "A nossa experiência diz-nos que os subsídios são normalmente utilizados para pagar prestações de crédito", diz a Deco. O mesmo considera Cristina Siza Vieira, diretora da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP): "Há quem já usasse o subsídio de férias para atender outras despesas." Se for um dos beneficiários desta decisão e tinha planeado manter o orçamento para férias terá mais folga financeira, mas quem já tinha cortado nestes gastos deve manter o aperto. "O eco que temos do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) diz-nos que quem tem dívidas vai aproveitar para reforçar o pagamento ou então amealhar." O economista João Duque é perentório: "Não acredito que a devolução do subsídio de férias aos funcionários públicos estimule o consumo puro e duro. Pode ser até que as pessoas gastem um pouco mais (férias, por exemplo), mas optarão sobretudo pela poupança, ou pela amortização de dívidas." João Duque diz mesmo que "a banca será sempre a mais beneficiada. E por todas as vias, em particular pela amortização de dívidas e captação de depósitos". No caso do fluxo ser virtuoso, a banca até poderá estar mais folgada para financiar as pequenas e médias empresas. Atualmente 1200 famílias recorrem ao GAS para reestruturação dos orçamentos e até março deram entrada 7871 pedidos de informação devido a dificuldades financeiras. A Deco revela que apesar de haver menos processos de ajuda abertos (363 em março de 2013, contra 500 em março de 2012) "a situação é mais grave". Isto porque "muitos dos casos que nos chegam já estão numa fase de endividamento que não conseguimos reestruturar". Por seu turno, o economista Paulo Pinho diz que "haverá uns quantos (privados, funcionários públicos e pensionistas) que têm agora mais ganhos por causa desta decisão. Há uma redistribuição do rendimento, mas o aperto vai continuar e no final do dia o efeito líquido sobre o défice público pode não se alterar". Na mesma linha, fonte da banca afirma que os €1326 milhões que vão ser devolvidos às famílias têm impacto, mas "são insuficientes para estimular a economia". Já o banqueiro Faria de Oliveira, que também é presidente da Associação Portuguesa de Bancos e do conselho de administração da CGD, diz que não devem ser feitas generalizações, mas admite que "mesmo com algum desafogo os portugueses continuarão a ser cautelosos. Cada caso é um caso". Hotelaria pessimista, comércio com expectativa A representante da AHP, Cristina Siza Vieira, afirma que com tanta austeridade "não acreditamos que haverá muita gente que, por causa da reposição do subsídio, pense fazer férias. As pessoas têm medo de gastar". Já João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), acredita que os subsídios e cortes devolvidos "serão canalizada para o consumo e para a poupança. Neste último caso, por más razões, uma vez que as pessoas receiam o futuro". A responsável da hotelaria admite que "esta folgazinha pode permitir alguma compensação". Acrescenta ainda que "em 2012 se verificou uma quebra importante do mercado nacional na hotelaria, cerca de 10%, um valor elevado que infelizmente não pensamos recuperar". De acordo com a associação, os padrões de consumo dos turistas portugueses estão-se a alterar. Os inquéritos feitos pela hotelaria têm revelado quebras nas taxas de ocupação e muitos hoteleiros do Algarve, região turística por excelência, falam na subida da procura de apartamentos: os portugueses estão a optar por ficar em hotéis com tudo incluído, ou em apartamentos, mas sempre por períodos mais curtos, para não abdicarem das suas férias. João Vieira Lopes é mais otimista e considera mesmo que as empresas ligadas ao turismo vão beneficiar deste novo enquadramento. No que toca ao consumo "as pessoas vão gastar parte daquele dinheiro, mas sempre em bens essenciais". Os sectores com mais procura serão o alimentar e o têxtil. O responsável pela CCP adverte, no entanto, que este impacto positivo será de curto prazo. Isto porque as medidas de austeridade esperadas para substituir estes cortes irão dar lugar a outras cujo impacto será recessivo, como a redução de pessoal na administração pública. Noutra perspetiva o economista Paulo Pinho afirma que o efeito sobre o consumo "já foi neutralizado pelas medidas tomadas pelo ministro Vítor Gaspar, com o congelamento de despesas em todos os ministérios". Diz mesmo que o Estado "vai gastar mais por um lado mas à economia não vai chegar mais um cêntimo. O que muda são os beneficiários". E explica: "Há muitas empresas privadas que prestam serviços no Estado que irão sofrer significativas perdas de vendas, isto traduzir-se-á em desemprego e quebras de rendimentos no sector privado."
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16 April 2013
SET quer ouvir Sector sobre modelo de Promoção Externa
O secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, quer o sector a discutir o novo modelo de promoção externa. O responsável explicou, esta quinta-feira, durante o discurso da tomada de posse dos órgãos sociais da AHP, o método de discussão que será usado para encontrar um modelo de promoção externa. Adolfo Mesquita Nunes vai enviar um guião de reflexão sobre o modelo vigente e as propostas para um modelo futuro à CTP, em primeira instância, e depois às Entidades Regionais, Agências de Promoção, associações representativas do sector e ao Turismo de Portugal. Com esta acção, o secretário de Estado pretende “lançar o debate sobre o modelo de promoção vigente e obter opiniões sobre o que deve ser o modelo de futuro”. Adolfo Mesquita Nunes quer respostas concretas a questões como qual deve ser o papel de Turismo de Portugal, das ERT’s e das Agências Regionais na promoção. O objectivo, diz, é “perceber qual é a distribuição de papéis de cada actor; onde devem entrar, se na definição do modelo ou na execução; com que modelo de financiamento e quais os critérios que devem avaliar este modelo”. O secretário de Estado pretende obter respostas por escrito no prazo de três semanas após o envio, reiterando a vontade ter um modelo pronto no final do primeiro semestre. “Depois de obtidas as respostas irei reunir com cada um para discutir o que foi dito. Vou, ainda, pedir ao Turismo de Portugal que coloque o guião de reflexão no site para quem quiser participar na discussão”. Fonte: Publituris