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16 March 2018

50 ideias para o Turismo | É necessário aumentar a estada média

Em vésperas do fecho do ano mais bem sucedido da história do Turismo português, saímos com forças redobradas para atacar um dos mais antigos cavalos de batalha da hotelaria nacional – a estada média. O aumento da oferta hoteleira e a proliferação de formas alternativas de alojamento em nada têm toldado a performance da operação, que registou os valores mais altos de sempre1 ao nível de preço (89€), ocupação (71%) e, consequentemente, RevPAR (63€). O ciclo é, sem dúvida, ascendente e seria seguro dizer que a procura não dará sinais de abrandar nos anos vindouros – não fossem os constrangimentos ao nível da capacidade aeroportuária de Lisboa. A verdade é que o crescimento exponencial do Turismo, verdadeiro motor da recuperação económica no pós-crise, não poderá continuar até à construção do terminal do Montijo. Então, o que fazer? Nos últimos anos temos ouvido falar muito em qualificar a oferta, e temo-lo feito com inegável sucesso. No entanto, é chegada a hora de qualificar a procura, descentralizando o fluxo turístico e alongando a sua permanência no território nacional. Passo a explicar: de acordo com o INE, a estada média na hotelaria nacional, de 2,82,8 noites2, continua aquém da de concorrentes como a vizinha Espanha, que ultrapassa as 3,3 – uma questão que impede a optimização da ocupação e da rentabilidade. A AHP há muito que defende uma estratégia de promoção integrada, assente na diversidade do destino Portugal como um todo – em que as especificidades de cada região são argumentos que servem a heterogeneidade ao invés da atomização. Nesse sentido, e em articulação com os organismos competentes, a hotelaria pode desempenhar um papel chave, constituindo uma rede integrada de hospitalidade, que convide à mobilidade do crescente número de hóspedes, multiplicando dormidas e proveitos. Os efeitos multiplicadores são muitíssimos: Se, por um lado, conseguimos esbater a concentração da procura nos destinos mais maduros e de estada longa, como Algarve e Madeira, por outro conseguimos transformar Lisboa ou Porto – cidades com muitos hóspedes mas poucas dormidas – em “âncoras” que canalizem a procura para destinos complementares e tradicionalmente menos explorados, aumentando a estada não na região mas no país. É sabido, também, que uma estada mais longa é sinónimo de maiores gastos no destino, não só em alojamento mas em todas as atividades complementares, como sejam o comércio, restauração e transportes – investimento que as regiões menos turísticas do país de muito carecem. Somos, de resto, o país ideal para aplicar este modelo: - A espantosa diversidade que a nossa reduzida dimensão comporta, aliada à completíssima rede rodoviária que nos serve, permite facilmente capitalizar sobre o esforço de captação de turistas, que a promoção dos últimos anos tão bem cumpriu, aumentando o retorno sobre o custo de aquisição. - A nossa oferta hoteleira é cada vez mais dinâmica e competitiva, com uma relação preço/qualidade dificilmente igualada noutros destinos europeus, e com unidades de altíssima qualidade que muito bem nos representam. - Temos hoje ferramentas e know-how cada vez mais sofisticados, que permitem comunicar com os nossos hóspedes de forma eficaz, e iniciativas como o Stop-Over da TAP bem o demonstram. Em suma, por cada noite adicional na estadia, garante-se um dia a mais de investimento no país, que terá tanto mais peso quanto menos maduro for o destino. A AHP tem as ferramentas, a disponibilidade e a vontade necessárias para ajudar a uma promoção para prolongar as estadias, em colaboração com o Turismo de Portugal. Esta será com certeza uma forma sustentável de mitigar os constrangimentos impostos pela limitação das infraestruturas aeroportuárias, promovendo ainda a diluição da procura, com todos os benefícios que lhe estão associados. Somos o Melhor Destino do Mundo e temos o Melhor Organismo Internacional de Promoção: este é o momento de agir. Fica a Ideia. Raul Martins, presidente do Grupo Altis e da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) 1 AHP Hotel Monitor, dados provisórios de 2017 2 Acumulado a novembro de 2017 Nota de editor: No âmbito da celebração do seu 50º aniversário, o Publituris convida, todas as semanas, uma figura do sector a lançar uma “Ideia para o Turismo”. in Publituris

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13 March 2018

Artigo de opinião | Formação on-the-job: A arte de fixar talentos

O Turismo é, em muitos aspetos, um setor singular. Se muito se fala na era da digitalização, a verdade é que, por mais que a tecnologia evolua, a pedra de toque da hotelaria é sempre a hospitalidade e são as pessoas que nos fazem sentir bem-vindos. Por isso dizemos que, em Turismo, o ativo mais importante é o humano, e é aí que se fará o grande investimento do século XXI. Não há dúvidas de que o Turismo está num ciclo ascendente e tem sido o verdadeiro percursor da recuperação económica. No entanto, o aumento exponencial de interesse pelo nosso país trouxe uma procura acrescida por profissionais à qual tem sido difícil dar resposta. Em primeiro lugar, por questões puramente demográficas, transversais a toda a economia e, em segundo, pelo facto de a hotelaria convencional exigir hoje um grau de especialização que ainda não tem eco no mercado laboral. Estamos, por isso, num período de charneira, em que os profissionais ao serviço escasseiam e começam a estar no epicentro da equação como quem, em paralelo com outros fatores, “makes or breaks” um negócio. Por isso, a busca por talentos, a sua conservação, motivação e valorização são as linhas que tecem a gestão de recursos humanos em hotelaria. Várias vezes tem sido apontada a necessidade das nossas escolas estarem mais alinhadas com o mercado de trabalho, alterando os curricula e ajustando-os a outras disciplinas do saber, havendo uma certa tensão entre os que consideram que a formação deve ser dada ao nível das escolas e os que consideram que é nos próprios hotéis que se formam os profissionais (mas que muitas vezes temem – e como se vê bem… – que uma vez formados saiam em busca de projetos “mais interessantes”). A verdade é que este é um desafio permanente, e que é entre esses dois mundos que na área do turismo e lazer (e de resto noutras) se qualificam os bons profissionais. É para potenciar estas sinergias entre a teoria e a prática que a Associação da Hotelaria de Portugal criou o AHP Hotel Academy, um programa que oferece aos colaboradores de hotéis associados formação nas mais diversas áreas da hotelaria: Línguas, Comportamento (as chamadas “soft skills”) e Operação Hoteleira. Porque a valorização profissional é um projeto in continuum que exige o empenho permanente de profissionais e empresários para que a Hotelaria portuguesa ofereça um serviço de excelência.   Cristina Siza Vieira Presidente da Direção Executiva da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal

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05 March 2018

Olimar premeia hotéis portugueses com Golden Wave

A Olimar Reisen vai atribuir a distinção Golden Wave a 12 hotéis do seu portefólio, 10 deles em Portugal, nas categorias de “Praia e Família”, “Natureza e Paisagem”, “Hotéis de Cidade” e “Golfe e Bem-Estar”, com a estreia do prémio para melhor cadeia hoteleira do ano a ser atribuída à Heritage Hotels Os prémios Golden Wave, que serão entregues esta quinta-feira durante a ITB Berlin, honram os melhores hotéis parceiros da Olimar, atribuindo um selo de qualidade que identifica unidades com um serviço acima da média. As distinções são atribuídas por especialistas em viagens e turismo, mas auxiliadas pela satisfação do cliente e feedback dado pelos hóspedes de cada unidade nos últimos dois anos. Dos premiados dos Golden Wave Awards 10 hotéis tomam lugar em Portugal, um na Sardenha e outro em Maiorca. Pela primeira vez será distinguida a melhor cadeia hoteleira do ano, com a honra a caber à Heritage Hotels. Em 2018, os melhores resorts de praia e família são o Hotel Porto Bay Falésia em Albufeira, o Hotel Porto Santo e o Resort & Spa Le Dune in Badesi Mare, na Sardenha. Na categoria “Natureza e Paisagem” destacam-se o Carmo’s Boutique Hotel em Ponte de Lima, o Casas do Côro em Marialva e o Cooking and Nature Emotional Hotel em Alvados. Como hotéis de cidade serão premiados o Memmo Príncipe Real e o Valverde Lisboa, ambos em Lisboa, e o Castanheiro Boutique Hotel, no Funchal. Nos prémios “Golfe e Bem-Estar” surgem o Pine Cliffs em Albufeira, o Vidago Palace Hotel em Vidago e o Sheraton Mallorca Arabella Golf Hotel, na ilha de Maiorca. in Turisver

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28 February 2018

Preço dos hotéis subiu 10% em 2017

AHP destaca boa perfomance do setor depois das quebras acentuadas dos anos da crise. Consultora internacional diz que Portugal é o segundo país onde os preços mais sobem. No ano passado, os turistas deixaram, emmédia,41 milhões de euros por dia na economia portuguesa.     Dos gastos, fizeram parte as compras de luxo e as experiências gastronómicas de estrela Michelin, mas também os hotéis onde as diárias têm subido para acompanhar o maior número de hóspedes, mas os preços médios ainda estão longe de acompanhar os que são cobrados nos grandes destinos turísticos da Europa: nos últimos dez anos valorizaram 33%; só em2017, o aumento foi de 10%, mostram dados recolhidos pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) junto dos seus associados. A consultora internacional STR, no entanto, aponta para uma subida mais acentuada-13,2%, a segunda mais elevada do Velho Continente.     "Temos crescido em preços ao mesmo ritmo do setor e é um crescimento completamente equilibrado", afirma Cristina SizaVieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).     O ano de referência para o setor é o de 2007, o último de estabilidade antes do estalar da crise financeira.     Nesse ano, uma noite num hotel português custava, em média, 66 euros. Com a crise, vieram as perdas e "quedas acentuadas" em todos os indicadores de rentabilidade. Os primeiros sinais da recuperação nacional, em 2014, animaram os preços e, no final de 2016 dormir num hotel português já custava, em média, 80 euros. No final do ano passado, o valor fixou-se em 88 euros. São mais 33% do que em 2007, numa leitura a preços correntes do ARR, average rate room. Se o indicador adotado for o RevPar, que atenta na receita por quarto disponível, o aumento dos últimos dez anos ascende a42% (preços correntes) para os 63 euros. A subida também se acentuou no último ano.     A estimular o aumento dos preços está o aumento da procura turística por mercados que tradicionalmente pagam melhor, como o norte-americano, chinês ou brasileiro, e mostram preferência por hotéis de quatro e cinco estrelas. Mas há um "pico na categoria de duas estrelas", aquele que concorre melhor em preço com os alojamentos locais.     E não é só o turismo vindo de fora que anima os balanços. "Não nos podemos esquecer de que a economia cresceu 2,7% no ano passado, e a maior procura do turismo interno também ajuda", lembra Cristina Siza Vieira, que destaca o contributo do boom turístico de Lisboa, Porto, a solidez da Madeira e o peso do Algarve, sempre esgotado no verão.     "Estamos a crescer sustentadamente em preços, como tem acontecido no resto da Europa", destaca a responsável, para quem os trunfos nacionais são dificilmente comparáveis aos demais europeus.     A STR, consultora internacional que se centra essencialmente em hotéis de quatro e cinco estrelas, fez as contas ao andamento europeu e diz que, em Portugal, a taxa média diária se fixou em 110,36euros, mais 13,2% do que um ano antes. É o segundo maior aumento da Europa, logo atrás da Islândia, onde os preços subiram 17,2%. Em valor real, Portugal fica a meio, com valores mais elevados do que os praticados no Reino Unido (105,27 euros). Os vizinhos mais próximos todos o ultrapassam: em Espanha cobram-se 114,04 euros por noite e operadores como a Tui e a Thomas Cook já "desviam" passageiros para destinos mais baratos; na Grécia cobram-se mais de 119 euros por noite e, em França, a queda de 10% do último ano fixou os preços em 118 euros.     Os hoteleiros admitem que há um longo caminho a percorrer e dizem que o preço não será um entrave ao crescimento do setor. No entanto, os recursos humanos cada vez mais escassos poderão travar a evolução positiva: 'Aparte de serviço é a única que nos pode vir fazer crescer em valor e em preço."     "Só o serviço pode fazer crescer o valor"     O que está a justificar o aumento dos preços na hotelaria?     Felizmente, todos os destinos tiveram crescimentos, uns menos, outros muito mais. Há uma procura muito acentuada no Porto e em Lisboa; a Madeira, em termos de ocupação, é sempre a campeã e o Algarve, na época alta.. Isto é um efeito conjunto.     Sabemos que a ocupação nas quatro e cinco estrelas cresce muito e, depois, verificamos também um crescimento imenso nos preços das unidades de duas estrelas.     É pouco comum. O que está a justificar este movimento?     Tem havido um fenómeno interessante, e eu acho que tem que ver com a abertura das low- -costa outros mercados e, em alguns casos, alguma concorrência aos alojamentos locais, porque as duas estrelas conseguem competir ao nível do preço, embora seja também um efeito de arrasto. Sobe o preço nas cinco estrelas e todos sobem.     Com esta melhoria das tarifas, Portugal já se aproximou um pouco mais da Europa?     A OMT só tem fechados dados de 2016 e, nesse ano, Portugal já tinha crescido um bocadinho e estava a nível de receita na 25.ª posição, o que é já interessante para a nossa dimensão; era 18.° em chegada de turistas; e em termos de despesas internacionais tínhamos subido uma posição para 46.° destino. Mas é evidente que não estamos nos dez primeiros, nem nos 15 primeiros. Nem em entradas, nem em receitas, nem em despesas.     Quais são os grandes desafios a partir de agora?  Temos tido um crescimento da oferta e de facto estamos com uma escassez imensa de recursos humanos para a hotelaria.     Essa vai ser a pedra-de-toque dos próximos anos. Inclusive para subir preços temos de subir em valor, e o valor é uma antevisão do serviço. Há pessoas que nos procuram, os norte-americanos, e vêm paraa cultura, para a gastronomia, para os vinhos, não vêm para as compras. A parte de serviço é a única que nos pode vir fazer crescer em valor e em preço. In Diário de Notícias, por Ana Margarida Pinheiro

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