Notícias
23 July 2018
Hotelaria: taxa de ocupação estagna em maio mas hoteleiros estão otimistas para este verão
A taxa de ocupação quarto a nível nacional, em maio último, atingiu os 79%. Por destinos turísticos, destacam-se Lisboa (89%), Porto (88%), Madeira (84%) com o registo de ocupação mais elevado. O mês de maio de 2018 registou um crescimento a dois dígitos no preço médio por quarto ocupado (ARR) de 11% e no preço médio por quarto disponível (RevPAR) de 10%, com a taxa de ocupação a registar um decréscimo de 0,6 p.p., segundo o AHP Tourism Monitors, ferramenta exclusiva de recolha de dados da Hotelaria nacional trabalhados mensalmente pela AHP – Associação da Hotelaria de Portugal. Apesar destes números apontarem para uma estagnação, 2018 “é um ano de consolidação na hotelaria”, afirma Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, acrescentando que os últimos três anos foram de “crescimento acelerado” e agora se assiste “a uma estabilização da taxa de ocupação e a um crescimento sustentado do preço médio por quarto ocupado e do RevPAR”. Quanto ao atual período do verão, “as expectativas são muito positivas”, afirma ainda. Ainda assim, em seu entender, este cenário de estabilização, traz alguma preocupação, sobretudo “no caso dos destinos que estão em queda na taxa de ocupação desde o início do ano, uns porque tiveram um 2017 muito forte, como é o caso de Leiria/Fátima/Templários com a vinda do Papa; outros, como a Madeira e o Algarve, porque se têm ressentido com a quebra de mercados como o inglês e o alemão, com as rotas que não foram repostas após a falência de companhias aéreas que ali operavam e a concorrência de outros destinos”. A responsável sublinha ainda a situação dos Açores que, por um lado, teve uma grande procura no seguimento da abertura do espaço aéreo a companhias low-cost e agora estão a ressentir-se da falência de algumas companhias aéreas e, por outro, porque houve um aumento significativo da oferta de Alojamento Local na região. Preços sobem em maio Ainda sobre a taxa de ocupação quarto a nível nacional, em maio último, atingiu os 79%, e por destinos turísticos, destacam-se Lisboa (89%), Porto (88%), Madeira (84%) com o registo das taxas de ocupação mais elevadas. As categorias quatro e três estrelas registaram uma quebra ligeira de 1,8 p.p. e de 0,3 p.p.. O ARR fixou-se nos 97 euros, mais 11% do que em igual período do ano passado. Lisboa foi o destino que registou uma melhor performance (136 euros), seguido do Grande Porto (101 euros) e de Estoril/Sintra (95 euros). De destacar o crescimento de 19% e 14% nas três e quatro estrelas, respetivamente. O RevPAR foi de 76 euros, com um aumento de 10%, com a Costa Azul (41%), Alentejo (33%) e Lisboa (17%) a registarem o maior crescimento em termos de variação. A estada média registou uma quebra de 2%, fixando-se nos 1,90 dias. Essa quebra apenas não se verificou nas três estrelas, onde cresceu 3%. in Jornal Económico, por Sónia Bexiga Créditos fotografia: Stephane Mahe/Reuters
Ler mais
13 July 2018
Portugueses, espanhóis e franceses serão principais clientes dos hotéis no verão
O inquérito realizado pela AHP sobre as "Perspetivas Verão 2018" -- no qual foram analisadas as reservas já efetuadas na hotelaria nacional para o período de julho a setembro -- revela que os turistas portugueses terão uma quota de 18%, e os de Espanha e os de França 15% cada. A AHP destaca também "a melhor ''performance'' do mercado francês e brasileiro, com 45% e 44% dos hoteleiros, respetivamente, a indicarem que a evolução destes mercados será melhor ou muito melhor que no verão do ano anterior". Isto, num quadro geral em que os hoteleiros em Portugal estimam que a taxa de ocupação e a estada média no verão irão ser idênticas às do ano passado - em que se fechou o verão com 86% de ocupação -, perspetivando, no entanto, um melhor preço médio por quarto ocupado e disponível. Analisando por regiões, os hoteleiros no Alentejo preveem uma estabilidade de todos os mercados. Na região do Algarve, os inquiridos estimam que os turistas do Reino Unido, este ano, caia para 32%, no entanto, a mantêm-se como principal mercado com uma quota de 22%. Na região Centro, os principais mercados serão Portugal (22%), Espanha (18%) e França (14%). No Norte, os hoteleiros apontam como primeiro mercado Portugal (20%), seguido de Espanha (18%) e França (16%). Nos Açores, os principais mercados serão, à semelhança do ano anterior, Portugal e Alemanha (22%), destacando-se também o melhor comportamento dos Estados Unidos, Itália e Alemanha e a quebra do mercado inglês para 33% dos inquiridos. Para a região de Lisboa, o estudo da AHP assinala o crescimento "em termos de performance dos mercados americano, francês e brasileiro e os mercados com maior quota serão França (17%) Espanha (15%) e Portugal (14%)". Os hoteleiros da Madeira indicam como principal mercado o Reino Unido (19%), seguido de Alemanha e Portugal, no entanto 59% e 53% dos inquiridos revelam que os mercados ingleses e alemães vão ter "uma pior ''performance''". Sobre o Reino Unido, a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, admite que têm estado a acompanhar este mercado "com particular atenção por várias razões". Desde logo: "O facto de ser um mercado que em termos de dimensão é o nosso primeiro mercado emissor, com uma quota de 22,3%, mais ainda no Algarve e na Madeira, onde representa 40,3% e 28,4%, respetivamente, da quota de mercado, o impacto ainda a estimar do Brexit, particularmente na vertente de desvalorização da libra, mas não só", acrescenta. A recuperação de destinos concorrentes de sol e praia e a falência de algumas companhias aéreas revestem também, em sua opinião, preocupação. "Aliás, neste inquérito, os hoteleiros já perspetivam que haja uma quebra significativa deste mercado, na Madeira e Algarve. Também na Madeira, a quebra de 3,8% das dormidas do mercado alemão desde o início do ano (mercado que representa atualmente uma quota de 30,9%) provocada pela falência da Monarch, da Air Berlin e da Niki justifica preocupação", conclui Cristina Siza Vieira no comunicado. A AHP realizou este inquérito a nível nacional, entre os dias 29 de maio a 21 de junho, com base nas reservas e pré-reservas efetuadas junto dos hotéis associados. A amostra é de 40%. Das respostas obtidas, 84% pertencem a hotéis, 7% a hotéis apartamentos, 1% a pousadas, 3% a aldeamentos turísticos, 1% a apartamentos turísticos, 2% a turismo no espaço rural e 3% a alojamento local. in DN.pt, via LUSA
Ler mais
12 July 2018
"Penso que há euforia a mais no Turismo açoriano e devemos refrear o entusiasmo"
Os dados mais recentes do turismo estão a criar alguma preocupação sobretudo porque as estatísticas mais recentes demonstram que os fluxos turísticos para a Região deixaram de crescer a dois dígitos e, em Junho último, registou-se mesmo uma diminuição de passageiros estrangeiros a viajarem para a Região em relação ao mês homólogo do ano passado. Segundo os dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística, em Junho deste ano desembarcaram nos aeroportos dos Açores 164.509 passageiros, um aumento de 1,2% face ao mesmo mês de 2017. Os passageiros com origem no estrangeiro foram 23.865, e os com origem noutras regiões do território nacional foram 71.279, implicando uma diminuição homóloga de 10,1% de passageiros estrangeiros e um aumento homólogo de 0,9%, dos turistas com origem no território nacional. O facto é que, apesar da nova rota aberta, recentemente, pela Delta Airlines, com origem em nova Iorque, o desembarque de passageiros com origem no estrangeiro baixou 10,1% e o número de dormidas na hotelaria tradicional poderá ter mesmo se mantido estável. "Vão acontecer oscilações no Turismo açoriano" Estes dados estatísticos não assustam o empresário Fernando Neves, Delegado da Associação de Hotelaria de Portugal, ao afirmar que "não há motivo para grande preocupação", embora "devemos estar atentos". Fernando Neves dá uma primeira explicação para a evolução do turismo em Junho deste ano. Afirma que, por altura da realização do Mundial ou do Europeu de Futebol "é sempre tradicional haja muitas pessoas que não vão viajar e optam por ficar por casa a ver os jogos de futebol na televisão. Isto é normal acontecer", acentua. Outras das explicações que o empresário dá é a de que "não podemos querer sempre aumentar os fluxos turísticos a dois dígitos continuamente. Efectivamente, crescemos a dois dígitos nos dois primeiros anos e agora será difícil", afirma. "De qualquer maneira", prossegue, "é preciso pensarmos que vão acontecer oscilações e devemos estar atentos e, se calhar, tomarmos algumas acções que são importantes. E as acções passam pelo mercado alvo que estamos a procurar e por tomar medidas de valorização e qualificação da nossa oferta. É preciso ter muito cuidado. Estamos num momento decisivo e é importante que qualifiquemos e termos alguma preocupação em manter a nossa identidade e a nossa diferenciação", afirmou Fernando Neves. Quando questionado sobre se o discurso político não estará a ser demasiado optimista no turismo e se não se está a construir muitas unidades hoteleiras ao mesmo tempo, o Delegado da Associação de Hotelaria de Portugal mantém uma postura tranquila. Desde logo, discorda de que se esteja a construir hotéis a mais. "As unidades hoteleiras cresceram relativamente pouco nos últimos anos, abaixo de 6%. O que apareceu foi muito Alojamento Local de forma indiscriminada. Cresceu tanto que há 3 ou 4 anos o alojamento local era praticamente inexistente e, neste momento, há mais camas no alojamento local do que há de hotelaria. Penso que o nível de hotéis não cresceu muito. O aumento do número de camas, nos hotéis, nos últimos quatro anos não é de mais de 10%", afirmou. Alojamento local cresceu 600% Agora, prosseguiu, ocorreu uma "explosão" no crescimento do alojamento local, "muitas vezes com qualidade duvidosa. Há uns anos não se ouvia falar de Alojamento Local e, neste momento, há mais Alojamento Local do que há camas. Por isso, cresceu em cerca de 600% a 700% em quatro anos". Quando o jornalista questiona sobre se existirá concorrência desleal do Alojamento Local em relação às unidades hoteleiras, o empresário Fernando Neves, é cuidadoso nas palavras. "Haverá concorrência desleal porque as condições não são mesmas. Se abrir um hotel as exigências são muito grandes, a nível de condições, de investimento, de condições de mercado, condições a respeitar que, em comparação ao alojamento tradicional, é muito complicado e moroso. O alojamento local abre-se com um licenciamento da Câmara Municipal e para abrir um hotel são preciso três anos", afirma. Aceita, contudo, que, neste momento, já há um maior equilíbrio entre hotéis e alojamentos locais em termos de taxas. Clarifica que o alojamento local "acaba por pagar mais ou menos a mesma coisa. Mas acaba por ser sempre uma concorrência". O empresário entende, a propósito, que o alojamento local de qualidade, "é importante. E há alguns exemplos dessa qualidade nos Açores e, nomeadamente, em Ponta Delgada. E alojamento local foi importante para dar resposta ao crescimento rápido que houve nos últimos anos", afirmou. "A euforia nuncaé boa" O jornalista questionou se é normal a estabilização no crescimento dos fluxos turísticos para os Açores e a resposta do Delegado da Associação de Hoteleiros de Portugal é esclarecedora: "Penso que é normal. O turismo é mesmo assim, há períodos de crescimento, períodos de estabilidade e períodos de baixa e isso vai acontecer. Vamos ter um ou dois anos em que vamos ter menos crescimento, mas isso é previsível. É um facto. Nem todos os negócios crescem infinitamente, há períodos. Isso vai acontecer também aqui com o turismo. É natural que devamos refrear muito o entusiasmo que temos assistido. A euforia nunca é boa para o açoriano e penso que há euforia a mais no turismo dos Açores", acentuou. "Se conseguirmos manter-nos sempre em crescimento", prosseguiu, "será um caso único a nível mundial. Há ciclos económicos, isso é básico e todos sabemos isso. Estamos a crescer e temos crescido por razões muito conjunturais. E a conjuntura tem a ver com as condições de instabilidade em muitos outros destinos turísticos, tem a ver com o aparecimento das low cost e a abertura do espaço aéreo, fruto também de algum trabalho que foi feito ao nível de promoção", palavras de Fernando Neves. "Manter a identidade e diferenciação do nosso Turismo" Na opinião do empresário, "tudo isto é conjuntural e temos de transformar esse conjuntural em estrutural e como é que se consegue? Mantendo a identidade e diferenciação do nosso turismo, da nossa oferta turística, qualificando a nossa oferta turística, com qualidade de serviço, qualidade de estruturas, qualidade ambiental que é preciso preservar. Sabemos que o cliente aprecia a nossa oferta turística para poder apreciar, de forma calma, sem ruído, a nossa paisagem, a nossa beleza natural e todos sabemos que muitas vezes isso já não é possível. Basta chegar às Sete Cidades ou à Lagoa do Fogo, lembrar-me que há sete ou oito anos que chegávamos a certos pontos e podíamos estar ali a apreciar a paisagem sem ninguém a perturbar. Hoje em dia é muito difícil e é preciso ter cuidado com isso. É fundamental que preservemos o bom que há nos Açores", completou. O jornalista quis saber se é significativo o número de turistas que repetem o destino Açores e a resposta de Fernando Neves volta a ser cuidada. "É natural que haja pessoas que voltam. Há pessoas que, numa primeira fase, vêm conhecer São Miguel e, numa segunda fase, vão conhecer outras ilhas. Já há muita gente a conhecer os Açores na sua totalidade e voltam para conhecer outros pontos". "Penso que temos ainda de conversar sobre como fidelizar clientes e fazer com que os clientes nos voltem a visitar porque a repetição é importante para a sustentabilidade económica de um destino", sublinhou. In Correio dos Açores, por João Paz e Carla Dias
Ler mais
03 July 2018
Hotéis NAU distinguidos com selos We Share e We Care
Enquadrado no Projeto de Sustentabilidade Ambiental We Care, todas as unidades do Grupo NAU, Hotels & Resorts procederam à entrega de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos dentro do Programa Electrão by AHP; utilizaram tecnologias e serviços “amigos do ambiente”; adotaram programas de eficiência energética para reduzir as necessidades energéticas e tomaram medidas para a preservação, redução e reutilização da água nas operações e para o incentivo à conservação da água. Para Mário Azevedo Ferreira, CEO do grupo NAU Hotels & Resorts, a atribuição dos selos We Share e We Care: “É o reconhecimento do enorme esforço de implementação de práticas de sustentabilidade na gestão quotidiana e na mentalidade dos colaboradores, muito abertos a este tipo de medidas. Todas as unidades hoteleiras, respetivos diretores e colaboradores, de braço dado com a Administração e serviços centrais de estrutura, trabalharam para a implementação de práticas em que acreditam e vêm agora reconhecido esse esforço coletivo.” O Programa Hospes, da AHP, ambiciona contribuir e motivar o setor para um Turismo cada vez mais responsável e sustentável, um compromisso assumido por todos os grupos e hotéis distinguidos com os selos We Share e We Care, incluindo o Grupo NAU Hotels & Resorts. in Ambitur.pt