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Notícias

03 February 2016

Regenerar os centros históricos: Um projeto cinco em um

Foi notícia mais um processo de despedimento coletivo numa grande empresa do setor da construção, a empresa Soares da Costa. Este processo de despedimento junta-se a tantos outros que têm ocorrido, em empresas de todas as dimensões, num setor que está em forte quebra, em todos os indicadores, desde 2011.     Esta quebra traduziu-se no aumento do desemprego e da emigração, na redução da receita de impostos e no aumento do pagamento de prestações sociais, na frustração de muitos trabalhadores e empresários que viram chegar ao fim as empresas que construíram e ajudaram a construir.     O que se está a passar em Angola, com uma crise financeira e económica que afeta muitas empresas portuguesas do setor da construção e que vai obrigar ao regresso de muitos dos nossos concidadãos, que perderam naquele país uma oportunidade de emprego que tinham ajudado a criar, agrava os problemas do setor. Logo, tendo já muito sido discutidos os motivos desta quebra bem como a relevância da construção para a nossa economia, importa criar soluções para o setor.     A implementação de um projeto mobilizador para o país de reabilitar e regenerar os centros históricos das suas vilas e cidades deve ser uma delas.     É um cinco em um: dinamiza a economia, cria emprego, melhora a imagem das vilas e cidades, aumenta a nossa autoestima e potencia Portugal em termos de turismo.     Pese embora a construção do Portugal 2020 tenha algumas limitações operacionais e de dotação para uma intervenção desta tipologia, já que os chamados "envelopes financeiros" para esta área têm um valor de cerca de 600 milhões de euros de fundos reembolsáveis para a regeneração urbana, há que conjugá-lo com outras valências que o Portugal 2020 permite: a aposta na eficiência energética e no apoio aos empresários para modernizarem o comércio local.     No fundo, o Portugal 2020 poderá viabilizar, e deve ter como um dos seus objetivos, a modernização das cidades. E a reabilitação urbana, pela capacidade automática de criação de emprego no setor da construção, pode ser geradora de diversas oportunidades e mais-valias que as cidades e o país tanto precisam.     Com isso, o país regenerará os seus centros históricos, criará emprego, gerará receitas, reduzirá custos sociais e assumirá este objetivo como um dos seus motores de desenvolvimento e de crescimento.     Não há necessidade de irmos à procura da roda. Basta reconhecer o que de bom já foi feito, valorizar os resultados que foram apresentados e aproveitar as oportunidades que o Portugal 2020 oferece.     Depois, é só executar.     in Diário de Notícias

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03 February 2016

Grupo Minor compra 14 hotéis Tivoli Hotels & Resorts por 294 milhões

O grupo tailandês Minor International acaba de fechar a compra de um portfólio de 14 hoteis que faziam parte do universo Tivoli Hotels & Resorts, numa operação avaliada em 294 milhões de euros. A notícia acaba de ser avançada pelo Wall Street Journal, que refere que a operação será anunciada publicamente esta terça-feira, e que vem confirmar a atual apetência dos investidores orientais pelo mercado hoteleiro na Europa. Esta operação abarca 12 hotéis localizados em Portugal e outros dois em território brasileiro. “Portugal está a sair da crise financeira e o Euro está relativamente fraco”, comentou Dilip Rajakarier, chief executive do Minor Hotel Group, que é parte integrante da cotada tailandesa Minor International. “Vemos imensos turistas chineses na Europa e Portugal é um dos seus melhores destinos turísticos”, disse ainda. Citado pelo Wall Street Journal, Dilip Rajakarier diz que o objetivo do grupo é usar Portugal como plataforma de lançamento na Europa, onde já está ativamente à procura de operações de investimento oportunísticas. Recorde-se que nos últimos anos, o grupo Minor investiu mais de 500 milhões de dólares na aquisição de hotéis, incluindo em mercados como a Austrália, Malásia, África e o Brasil.   in Vida Imobiliária

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01 February 2016

Governo cria equipa especializada para captação de congressos e eventos corporativos

Captar congressos e eventos corporativos para Portugal de “forma agressiva” a nível internacional vai ser o objectivo da equipa especializada que a Secretaria de Estado do Turismo vai fomentar. Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, no âmbito da abertura do IV Congresso da APECATE, que aconteceu este fim-de-semana, no Montebelo Vista Alegre, em Ílhavo, afirmou que os números do Turismo, onde se destacam também os das empresas de animação turística, “são óptimos”, contudo, ressalvou, “temos muito a fazer e não podemos baixar os braços”. É com esta intenção de apresentar soluções para aquelas que foram identificadas como “fragilidades sérias” de Portugal no sector turístico que o actual Governo pretende lançar várias medidas, algumas das quais já anunciadas anteriormente. Uma das que se destacam, no que à área de eventos e congressos diz respeito, é a criação de uma equipa especializada para a captação de congressos e eventos corporativos que vai trabalhar “de forma agressiva internacionalmente em adequação com os convention bureau”. Ao Publituris, a responsável explicou que “no fundo, queremos é ter uma espécie de ponta de lança agressivo, que ajude a posicionar Portugal e a captar congressos, mas trabalhando lá fora de uma forma combativa, para haver uma primeira imagem de força de Portugal para trazer congressos. Neste momento, o Turismo de Portugal já está a trabalhar na solução e estamos em paralelo a construir uma plataforma de divulgação da nossa oferta instalada relativamente a sítios com capacidade para receber congressos. Ou seja, vamos disponibilizar online que tipo de equipamentos e onde se encontram, associado a isto a disponibilização de um calendário online dos eventos e congressos que vão ser realizados, para que possam planear a sua actividade em função deste calendário”. Ana Mendes Godinho sublinhou que uma das fragilidades de Portugal é a falta de percepção dos mercados internacionais e a dificuldade que se tem na capacidade de “transmitir para fora a oferta cultural e de animação” que o País tem. “Temos que dar visibilidade ao que temos (…) e captar negócios”, destacou. “Estamos também, em resultado de um trabalho articulado com as associações do sector, a dar um novo gás ao fundo de captação de congressos que da avaliação que fazemos teve uma pouca adesão. Percebemos que precisa de um novo fôlego para ter aqui alguma capacidade de ser mais utilizado e de responder a problemas de sazonalidade”, exaltou. Ao Publituris, a responsável explicou que ” o que estamos a fazer é redimensioná-lo e tentar definir critérios que permitam criar mecanismos mais apelativos”, ou seja, que incentive “a desconcentração temporal e geográfica dos eventos e dos congressos”. “Que este instrumento sirva para conseguir captar eventos para zonas onde eles normalmente não acontecem e que sirva no combate à sazonalidade”, conclui. A Confederação do Turismo Português, perante a presença da secretária de Estado do Turismo apelou à diminuição do IVA no golfe e nos espectáculos, mas também um “aprofundamento da legislação laboral mais adequado”; e ainda uma maior flexibilidade para a criação de riqueza e de empresas. Em resposta, a secretária de Estado do Turismo destacou que o Governo está “a trabalhar ao nível da fiscalidade. Como sabem vai ser reposto o IVA na restauração (previsto para Julho deste ano) e, em 2017, vamos desde já começar a trabalhar num pacote de fiscalidade para o Turismo”. Francisco Calheiros, presidente da CTP, realçou ainda que a transversalidade do Turismo traz-lhe também problemas que não são directamente do sector, indicando  que “a maioria dos problemas do Turismo surgem de fora do sector”. No que diz respeito a esta situação, Ana Mendes Godinho adiantou, como exemplo, que já foram encetadas as conversações com o ministro da Cultura, João Soares, e a directora-geral do Património, Paula Silva, de forma a se “desenvolver um programa de utilização do Património para colocá-lo a ser usado de forma fácil pelas pessoas”. A responsável acrescentou que actualmente está a ser realizado o levantamento do património que pode ser colocado “de forma fácil ao uso das pessoas e dos turistas”. A secretária de Estado do Turismo acrescentou ainda o desenvolvimento que está a ser efectuado ao nível do acesso ao financiamento por parte das empresas, cuja nova versão dos protocolos bancários foi entregue à CTP ainda no dia 29. Ao nível da formação, concretamente no que à área da animação turística diz respeito, Ana Mendes Godinho indicou que é necessário no sector “garantir uma ligação entre a oferta formativa e a necessidade da procura”, além de se ter que perceber que “o Turismo é muito mais do que as profissões que estamos habituados”.

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25 January 2016

Turismo. Portugal reconquista Espanha na FITUR com sabores e experiências únicas

Cheiros apelativos e sabores irresistíveis. O café expresso e os pastelinhos de nata atraíam muitas dezenas de pessoas logo pela manhã ao espaço de gastronomia do “stand” do Turismo de Portugal na FITUR – Feira Internacional de Turismo de Madrid, que decorreu desde terça-feira até este domingo na capital espanhola. As experiências gastronómicas dos diversos pontos do país e as provas de vinhos sucediam-se ao longo do dia, servidos por alunos e professores das Escolas de Hotelaria e Turismo de Lisboa e do Algarve. Entre doces e salgados, carnes e peixes, queijos, enchidos, pão, bolos, compotas, conservas, vinhos, licores ou espumantes, muito houve para degustar. Nesta 36ª edição da FITUR, as regiões turísticas do Norte e Centro de Portugal resolveram unir esforços e partilhar um “stand”. Ao longo de cinco dias, três “chefs” mostraram como é possível aliar os produtos e sabores tradicionais às técnicas contemporâneas. Torta de miga de peixe do Tejo com espuma de azeite, folhadinho de escabeche de perdiz, arroz doce de forno com leite de cabra e tortinha de requeijão de abóbora foram algumas das produções do jovem “chef” Mário Ramos apresentadas em conjunto com os alunos da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova que pertence ao Instituto Politécnico de Castelo Branco. Mário Ramos confessou à Renascença que muitos dos alunos que ali estavam em Madrid tinham mais 20 anos do que ele. “Estão na escola para complementar a experiência inicial com uma componente gastronómica que está agora na moda”, revela. O “chef”, que é também proprietário do restaurante Helana em Idanha-a-Nova, frisa a importância de participar nestas feiras de turismo e na FITUR em particular: “Estamos na Raia e os espanhóis têm uma cultura gastronómica mais avançada, procuram uma infinidade de experiências, enquanto o público português ainda é mais recatado, continua agarrado às suas bandeiras gastronómicas tradicionais”. Ainda assim, o tradicional leitão da Bairrada, acabadinho de assar, gerou as maiores filas no “stand”. As provas de vinhos foram outro dos pontos altos da conquista de Espanha por Portugal. De Norte a Sul, a diversidade é imensa e a qualidade superior. Uns mais conhecidos e já com nome no mercado, outros à procura de protagonismo. Era esse o objectivo de Mário Gonzaga, responsável de enoturismo no Monte da Ravasqueira, em Arraiolos que, à Renascença , admitiu ter conseguido bons contactos nesta sua primeira presença na FITUR. “Os espanhóis que recebemos ainda são poucos e esta é uma boa forma de levarmos mais a conhecer a propriedade para lazer, visitas ou usufruir da restauração”. Golfinhos, aves e o sol, que “vende muito” Espanha é já o terceiro mercado (depois de Portugal, na época alta, e Reino Unido) do Zoomarine, no Algarve, que em 2015 recebeu mais de meio milhão de visitantes. Hugo Brites, responsável de marketing do Zoomarine, revela que o mercado espanhol está em crescimento. “Vem muita gente, naturalmente, da Andaluzia, mas há cada vez mais famílias a vir de propósito de Madrid ou Barcelona para fazer o programa único na Europa de interacção com os golfinhos. Pessoas com poder de compra mais elevado, o que é bom para o Zoomarine, para Albufeira e para o Algarve”. Mas também há quem prefira muito menos agitação. São assim os turistas que procuram a Casa dos Castelejos, em Castro Verde, a caminho de Mértola. Com uma grande biodiversidade, os estrangeiros, sobretudo da Bélgica, Holanda e Norte da Europa, vêm de propósito para a actividade de “birdwatching”, sobretudo na Primavera. Mas a proprietária, Cremilde Brito Pais, frisa que há muito mais para fazer do que ver aves: caminhadas, passeios de bicicleta, de jipe ou Moto 4, balonismo, visitas a adegas e gastronomia da região ou actividades no rio Guadiana, como passeios ou canoagem. Também podem, pura e simplesmente, descansar e gozar o sol. “O sol vende muito. Os estrangeiros do Norte da Europa gostam muito da longa duração dos nossos dias, das muitas horas de sol que eles não têm”, diz. A empresária veio pela terceira vez à FITUR, integrada no grupo da Agência de Promoção Turística do Alentejo, mas admite que não foi para angariar clientes espanhóis. “É para contactos com operadores porque aqui em Madrid aparecem expositores de todo o mundo”, afirma. Esse é também o objetivo de Manuel e Filipe Paiva, dois irmãos e jovens empresários que se lançaram recentemente numa empresa de gestão de alojamento local na Península de Tróia. “É uma zona de muita procura e com pouca oferta, mas os proprietários, sozinhos, praticamente, só conseguem vender o mês de Agosto”, argumentam. A Sol Tróia acompanha proprietários e hóspedes em todas as fases, desde o processo de cumprimento das regras legais do alojamento local, à manutenção, limpeza das moradias e apartamentos e sobretudo “marketing”, na abordagem ao mercado internacional. O negócio começou com o aluguer da própria casa a que se seguiram as de alguns amigos e vizinhos. Têm cerca de 30 alojamentos e a presença na FITUR, a segunda, é “para arranjar contactos com operadores, parceiros e ver o que os outros andam a fazer, claro”, diz Filipe Paiva. “Ninguém vende alojamento, o que nós vendemos são férias e visitas à região e ao nosso país. Porque ninguém vem só para dormir, vêm para desfrutar. Por isso é importante cooperarmos com outros parceiros à volta para os passeios de bicicleta ou a cavalo, os ‘wine tours’, para ver os golfinhos. Há quem ainda venha só pelo sol e mar, mas são cada vez menos”, diz Manuel. Hoteleiros e agentes de viagens satisfeitos Espanha é o “melhor mercado” para Portugal, “em número de turistas, mas ainda não em valor”, afirma Luís Veiga, presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). “E isso pode mudar, agora que Espanha está a sair da crise. O consumo privado está a aumentar e há apetência pelas viagens e idas a Portugal com mais frequência.” “Estamos a apostar na maior qualidade, na requalificação e modernização dos hotéis, tornando o país mais competitivo neste sector, mais vocacionado para nichos de mercado que dão muita importância àquilo que é diferente e único. E que também nos permite vender mais caro”, reforça o hoteleiro e dirigente associativo. Também o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) destaca a importância da presença na FITUR. “Esta é a primeira grande feira de turismo, tem lugar numa altura em que as agências estão a activar as próximas férias e há muitos associados que vendem Portugal no mercado espanhol, um importante emissor”, diz Pedro Costa Ferreira. Graças ao digital, as agências chegam hoje às feiras só para finalizar e assinar contratos. “Mas continuam a ser grandes pontos de encontro para revisitar amizades ou conhecer os novos protagonistas do sector.”   in Rádio Renascença Online, por Ana Carrilho

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