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Notícias

25 January 2016

Será mesmo mais barato reservar um hotel pela Booking?

Não, não é. A NiT testou os 21 novos hotéis com mais de três estrelas do País. A conclusão é evidente. Afinal, o que é que compensa mais: reservar uma noite ligando diretamente para o hotel, através do site ou pela Booking? A NiT fez o teste nos 21 novos hotéis com mais de três estrelas do País para responder de forma inequívoca a esta pergunta. Apesar de a Booking se assumir como a plataforma mais barata, com "grandes promoções”, isso não é verdade. Na lista analisada pela NiT, só num hotel é que ficou mais barato fazer a reserva pela Booking — foi o caso do The 7 Hotel, em Lisboa, que tinha um desconto de 10€ em marcações pela agência intermediária. Como é que a Booking funciona? Os preços são sempre introduzidos pelos hotéis e as promoções e ofertas imperdíveis são uma estratégia da Booking para atrair mais clientes. Por vezes, basta o hotel baixar de forma ligeira o preço por noite para a Booking, através do seu algoritmo, gerar automaticamente uma promoção “imperdível”. Quanto aos preços introduzidos na Booking, já houve uma altura em que, de facto, não havia sítio mais barato onde reservar um quarto. Mas agora não é assim. Até ao dia 1 de julho deste ano, a Booking não permitia que os hotéis praticassem preços mais baixos do que os que estavam no site de reservas. Era uma forma fácil de garantir que tinham sempre o preço mais baixo. Só que as regras mudaram a partir daquela data. Depois de várias queixas por práticas anti-concorrência na Europa, o que originou uma investigação das autoridades em França, Itália e Suécia — e apoiada pela Comissão Europeia —, a Booking foi obrigada a recuar nesta estratégia. Os hotéis passaram a poder praticar os preços que quisessem — e a estabelecer um valor por noite numa agência online e outro noutra. A decisão é exclusiva da administração do hotel. Até ao dia 1 de julho deste ano, a Booking não permitia que os hotéis praticassem preços mais baixos do que os que estavam no site de reservas “A decisão da Booking.com em implementar novas disposições de paridade em Portugal segue um acordo global com as autoridades nacionais de concorrência sueca, francesa e italiana, assim como o feedback obtido pela Comissão Europeia e outras Autoridades da Concorrência”, diz à NiT Emily Walker, Global PR Coordinator da Booking. “Neste sentido, os hotéis portugueses, e os consumidores que fazem reservas em hotéis portugueses, vão ter os mesmos benefícios do que os seus países homólogos (…) estamos convencidos de que estes compromissos vão contribuir para uma maior transparência de mercado e para uma concorrência saudável entre os portais de reservas online”, acrescenta. Só há uma exceção: os sites dos hotéis. Neste caso, os preços têm de ser iguais ou superiores à Booking. “Eles [os hotéis] precisam de oferecer os mesmos preços e condições de reservas na Booking que oferecem nos seus próprios canais online, como por exemplo os sites dos hotéis”. Não foi, porém, isso que a NiT verificou durante a investigação. Em seis casos, é mais caro reservar na Booking do que no site do hotel. “Garantir que nós temos os mesmos preços do que os sites deles”, continua a Booking, “assegura-nos de que os nossos clientes continuam a ter os melhores preços através do serviço que eles gostam”. Reservar pela Booking só compensou em 4,8% dos casos Ainda assim, a Booking garante que os clientes que façam reservas através desta agência e depois encontram preços mais baratos noutros sítios, sejam recompensados — a Booking assume sempre a diferença. “Sim, nós garantimos o melhor preço para qualquer tipo de propriedade, quer seja um pequeno alojamento local independente ou um hotel de luxo de cinco estrelas. Nós assumimos a diferença de qualquer preço mais baixo que os clientes possam encontrar noutro canal”, reforça Emily Walker. Ponto seguinte: é mais barato fazer uma reserva através do site do hotel ou por telefone? Antes de mais, importa fazer um alerta: em muitos casos, por telefone, os hotéis deram-nos o preço de tarifas reembolsáveis. Por que é que isto é relevante? Porque estas tarifas são sempre mais caras. Na nossa investigação, escolhemos sempre as tarifas mais baratas — desde que incluíssem pequeno-almoço. Pelo telefone, os hotéis nem sempre nos explicaram que havia essas duas possibilidades — o que induz os clientes a optarem pela tarifa mais cara. Aqui fica a primeira dica da NiT: pergunte sempre quais são as tarifas não reembolsáveis quando ligar diretamente para um hotel. Vamos então fazer as contas. Assumindo os preços que os hotéis consideram como “certos” (os valores que nos foram indicados depois de confrontarmos os hotéis com as diferenças de preços), esta é a conclusão final. Em 61,9% dos casos, o preço da reserva por telefone é igual ao valor que está no site do hotel. Em 19% dos hotéis, ficou mais barato fazer a reserva por telefone. Em 14,3%, pelo site. E em apenas 4,8%, pela Booking. Saiba mais aqui.   In New In Town

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21 January 2016

Estada média dos turistas em Portugal regista aumento homólogo "surpresa" em novembro

A estada média dos turistas na hotelaria em Portugal registou em novembro de 2015 o primeiro aumento homólogo desde abril desse ano, subindo 2,26% para 1,81 noites, revelam hoje dados do AHP Tourism Monitor. De acordo com o Tourism Monitor da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em novembro "cresceram mais uma vez os principais indicadores da hotelaria", sendo que a "surpresa" foi o aumento da estada média de turistas, correspondente ao número de dias que o hóspede permanece no hotel, calculado em função da relação do número de dormidas e do número de hóspedes. Afirmando que "o ritmo de crescimento evidenciado até novembro" permite antecipar que 2015 terá encerrado "com melhores resultados na performance hoteleira do que 2014", a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, considera "muito interessante" o crescimento da estada média em 2,26%. É que, recorda, "mesmo no verão a estada média dos hóspedes nos hotéis diminuiu perante 2014", pelo que não deixa de ser uma "surpresa" que em novembro, "um mês tradicionalmente menos bom para a hotelaria", se tenha registado um "comportamento inverso". Cristina Siza Vieira nota, no entanto, que "esta manifestação não foi suficiente para inverter a tendência", mantendo-se a duração da estada como "o único indicador em queda no acumulado de janeiro a novembro". "Temos de continuar a trabalhar para aumentar o tempo de estada dos turistas nos hotéis portugueses que, em termos de média nacional, não chega às duas noites", afirma a responsável. De acordo com os dados do AHP Tourism Monitor, em novembro a taxa de ocupação por quarto subiu 1,74 pontos percentuais (p.p.) face ao período homólogo do ano anterior, atingindo os 52,15%, tendo todas as categorias hoteleiras registado aumentos, à exceção das de três estrelas, com uma variação negativa de 1,98 p.p. Os destinos turísticos com a taxa de ocupação por quarto mais elevada foram a Madeira (80,16%), Lisboa (64,22%) e Grande Porto (55,99%), tendo o preço médio por quarto ocupado subido 6,23%, para 61,94 euros, e o RevPar (preço médio por quarto disponível) aumentado 9,9%, para 32,30 euros. Segundo a AHP, os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Lisboa (49,54 euros), Madeira (47,78 euros) e Grande Porto (33,61 euros) e a receita média por turista no hotel foi de 98 euros (mais 7,69% do que no mesmo mês de 2014). Considerando o acumulado de janeiro a novembro de 2015, a taxa de ocupação quarto foi de 67,24%, mais 2,68 p.p. do que no período homólogo, e o preço médio por quarto ocupado foi de 75,52 euros, o que representa uma subida de 9,85%. Já o RevPar foi de 50,78 euros no acumulado, mais 14,42% do que no ano anterior, e a receita média por turista no hotel por mês atingiu o montante de 106 euros, mais 6%. Lusa

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21 January 2016

Turistas estrangeiros deixam em Portugal mais de 10,5 milhões de euros até novembro

Até novembro de 2015, os turistas internacionais deixaram em Portugal mais 10,10% ( 10,597 milhões de euros) do que em igual período de 2014. De acordo com os dados revelados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), nos primeiros onze meses deste ano, os turistas portugueses gastaram mais 8,98% no exterior, num total de 3,329 milhões de euros. Assim, entre janeiro e novembro de 2015, o saldo da balança turística fixou-se nos 7,268 milhões de euros, mais 10,63 % do que em igual período do ano passado. No que diz respeito apenas ao mês de novembro, as receitas geradas pelo turismo internacional excederam os 682,71 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,05% face ao mesmo mês de 2014. O gasto dos turistas nacionais lá fora também subiu 8,74% para mais de 294 milhões de euros. Em novembro, o saldo da balança turística situou-se nos 389 milhões de euros, mais 7,54% em termos homólogos.  

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19 January 2016

Governo quer criar um Fundo Nacional para a Reabilitação Urbana

O novo Executivo confirmou a criação do ‘Fundo Nacional de Reabilitação Urbana’, porque «a reabilitação é uma prioridade para este Governo», afirmou o Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes. O apoio à reabilitação urbana, nomeadamente, a criação do anunciado ‘Fundo Nacional de Reabilitação Urbana’ foi uma das bandeiras do Programa do Governo, e que José Mendes, Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, confirmou, recentemente, em declarações à Lusa. «Em termos de política de construção, a tónica vai ser, incontornavelmente, mais colocada na reabilitação do que na construção nova. Isso vai-se refletir ao nível do financiamento, ao nível dos incentivos financeiros e dos benefícios fiscais», afirmou o Secretário Adjunto. A criação deste instrumento financeiro visa «facilitar um pouco mais no financiamento e nos incentivos» os agentes responsáveis pelo património e, desta forma, promover o movimento de reabilitação urbana nacional e, simultaneamente, «dinamizar o mercado de arrendamento». No que diz respeito ao financiamento, José Mendes afirmou que «há linhas de financiamento dedicadas a esse efeito», através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, que utiliza verbas dos programas operacionais do Portugal 2020 e que capta verbas do Banco Europeu de Investimento. O Fundo poderá ainda vir a utilizar verbas do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (até 10%). O governante acredita que «a reabilitação é uma oportunidade única para a revitalização social e económica das nossas cidades e vilas, mas também para o setor da construção que tem vivido grandes dificuldades nos últimos anos». Do programa apresentado pelo Governo consta, igualmente, a revisão do regime do arrendamento, matéria que o Secretário de Estado não quis adiantar porque «ainda é cedo» para a concretizar, mas reconhecendo que «há de haver um conjunto de alterações legislativas». Governo prepara benefícios fiscais para quem reabilite com o objetivo de arrendar O Executivo liderado por António Costa «vai dar incentivos fiscais a quem recuperar imóveis para arrendar a preços acessíveis à classe média», avançou o Económico que cita fonte oficial do Ministério do Ambiente com a tutela da reabilitação urbana. O objetivo do Governo é apoiar a reabilitação urbana e, simultaneamente, dinamizar o mercado de arrendamento. Quer num domínio quer noutro, pretende ser mais «generoso» face ao quadro legal vigente. «A relação da reabilitação urbana com o arrendamento é um vetor essencial de toda a estratégia que está a ser pensada» pelo Executivo, «prevendo-se soluções que satisfaçam as necessidades daqueles que, nos últimos anos, perderam o acesso a um alojamento condigno devido à redução dos seus rendimentos», escreve o Económico. Essas soluções passam por «uma revisão, no sentido de alterar o regime de incentivos e benefícios fiscais, no âmbito da reabilitação urbana». Em matéria de benefícios fiscais «a tendência será dar prioridade à reabilitação em desfavor da construção nova. Em especial quando estiver presente o objetivo de arrendamento posterior por valores de rendas que permitam o acesso da classe média», esclarece a mesma fonte. A Associação Nacional de Proprietários (ANP) reagiu com entusiamo à intenção do Governo. António Frias Marques, presidente da ANP, fala num «apoio total a essa medida», salientando a degradação dos centros das cidades. Fala inclusive num apoio «justo» aquele que o Estado está a preparar, referindo que se trata de uma medida que foi adotada em todas as cidades europeias no pós-guerra.

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