Notícias
18 February 2016
Raul Martins irá candidatar-se à presidência da AHP
O presidente da Altis Hotels vai encabeçar a lista dos órgãos sociais para as eleições da associação da hotelaria de Portugal do próximo triénio 2016-2018. O anúncio foi feito pelo próprio durante o almoço mensal da associação e após o anúncio de Luís Veiga que não se recandidataria. Raúl Martins explicou que foi convidado há seis anos para presidente da associação, mas na altura não tinha disponibilidade. passados seis anos o responsável do grupo Altis mostra-se disponível e justifica a decisão: “está na altura de retribuir tudo o que a hotelaria me deu nestes últimos 40 anos”. Raúl Martins atribui “grande responsabilidade” a este desafio, uma vez que reconhece que Luís Veiga colocou a associação num nível onde nunca esteve, pelos acordos que fez é pelos associados que trouxe. O responsável enumerou algumas das prioridades da lista que será liderada por si. São eles: consolidar a presença da AHP nas sete regiões turísticas, com a realização de reuniões do Conselho Geral em cada uma delas; a qualificação do alojamento local e os problemas urbanos decorrentes da aplicação do novo diploma; a classificação dos alojamentos locais, a Competitividade da oferta hoteleira, o financiamento à remodelação dos hotéis, a manutenção do IVA no alojamento, o aumento dos fluxos turísticos e o reconhecimento da importância do turismo na economia portuguesa. A lista dos órgãos sociais para o próximo triénio ainda não está fechado, mas para já esta garantida a manutenção da direcção executiva, liderada por Cristina Siza Vieira. in Publituris on-line
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17 February 2016
Dezembro: 5 estrelas foram as que mais subiram em taxa de ocupação
De acordo com o AHP Tourism Monitor, em dezembro de 2015 a taxa de ocupação quarto subiu 1,68 p.p. em comparação com o período homólogo do ano anterior, atingindo os 42,12%. Registou-se um aumento deste indicador em quase todas as categorias, com destaque para as unidades de cinco estrelas que no total das várias regiões do País registaram um aumento de 4,37 p.p. face ao ano passado. Em dezembro, registou-se um crescimento significativo da taxa de ocupação nas unidades hoteleiras de cinco estrelas com especial aumento nas unidades situadas no Estoril (mais 8,49 p.p.), Madeira (8,64 p.p.) e, embora mais modestamente, Lisboa (mais 3,11 p.p.). Esta categoria tem tido especial relevância em Lisboa uma vez que tem sido responsável pela manutenção deste indicador nesta região porque as restantes categorias têm vindo a registar um decréscimo de TO desde julho”. O balanço do ano de 2015 (dados acumulados de Janeiro a Dezembro) serão apresentados na BTL – Feira Internacional de Turismo mas podemos desde já adiantar que o ano de 2015 foi bastante positivo para a operação hoteleira nacional, com subida nos principais indicadores, destacando-se o RevPar com um aumento de 13,54% em comparação com o ano de 2014. Os destinos turísticos com a taxa de ocupação quarto mais elevada foram Madeira (59,02%), Lisboa (52,94%) e Grande Porto (46,01%). O preço médio por quarto ocupado subiu 7,48% (fixou-se em 67,13 euros) e o RevPar – preço médio por quarto disponível – aumentou 11,96% (fixou-se em 28,28 euros). Os destinos turísticos com o RevPar mais elevado foram Madeira (42,22 euros), Lisboa (42,07 euros) e Grande Porto (30,12 euros). A receita média por turista no hotel foi de 99 euros (mais 6,89% do que em dezembro de 2014) e a estadia média de 1,69 dias, valor idêntico ao verificado no período homólogo.
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10 February 2016
Lista das PME Excelência perde 336 empresas
PME Excelência são menos mas facturam mais mil milhões A lista das PME Excelência de 2015, é divulgada hoje à tarde no Europarque, em Santa Maria da Feira, e vai distinguir 1.507 empresas. São menos 336 empresas face ao ano anterior, o que se deverá a critérios de selecção mais apertados neste selo de qualidade de PME, apurou o Diário Económico. Apesar de serem menos empresas, todos os critérios financeiros das PME Excelência deste ano aumentaram consideravelmente. O volume de negócios das PME Excelência passou de 6,9 para 7,8 mil milhões de euros e os resultados líquidos de 471 para 674,4 milhões de euros. O EBITDA também cresceu de 867 milhões, para 1,1 mil milhões de euros. Destaque para o facto do activo destas empresas ter aumentado 11,7% (de 5,6 para 6,2 mil milhões de euros) e de se registar um nível de exportações superior entre 2013 e 2014. De facto, se em 2013 as PME Excelência vendiam ao exterior cerca de 1,7 mil milhões de euros, em 2014 a lista (mais curta) das seleccionadas passou a exportar mais de dois mil milhões de euros. Também o nível de capitais próprios das PME Excelência subiu, passando de 2,9 para 3,5 mil milhões de euros. Os níveis de autonomia financeira passaram de 52,8% para 56,4%. As PME Excelência, que em 2015 empregavam mais de 57 mil pessoas, são escolhidas entre as PME Líder, e têm de se destacar em diversos critérios para poderem ser seleccionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, havendo um 'ranking' geral e um 'ranking' para o sector do turismo. Todas as empresas têm de estar classificadas entre os três primeiros níveis de 'rating' (1,2 ou 3) do Sistema de Garantia Mútua, baseado nas contas de 2014 e ter uma autonomia financeira (capitais próprios/activo total líquido) maior ou igual a 35%. A apresentação pode ser acompanhada no site www.pmeexcelencia.com. Depois de um debate sobre o crescimento e competitividade empresarial e os desafios de futuro na gestão da excelência, a cerimónia será encerrada pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. in Diário Económico
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08 February 2016
Mercado interno é responsável pela "relevante" dinamização económica no Carnaval
O mercado interno é o principal responsável pela “relevante” dinamização económica no período do Carnaval, consideraram hoje associações de hotelaria e restauração, sustentando que ainda há muito trabalho a fazer para que este se torne num produto turístico internacional. A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) referiram que a época tem impacto na economia devido à tolerância de ponto dada por muitos municípios. Também o Governo voltou a aplicar a medida, ao contrário do que aconteceu nos últimos quatro anos. “Desde a mais pequena aldeia que mantém tradições ancestrais e culturais relevantíssimas, desde os caretos até aos desfiles abrasileirados de algumas outras cidades […], há um movimento interno a nível nacional que é relevante”, frisou o diretor-geral da AHRESP, José Manuel Esteves, referindo que os portugueses são os principais clientes da hotelaria e da restauração. O responsável afirmou à Lusa que “há claramente uma tendência ano a ano de crescimento e a expectativa é de que este ano não seja inferior ao ano passado”. “No turismo de Carnaval, não temos um produto relevantíssimo em termos internacionais, antes pelo contrário. Não vale a pena sequer tentarmos comparar com Veneza ou com Rio de Janeiro”, afirmou, referindo que “a movimentação é da procura interna” e que há mais dinâmica na restauração e no pequeno comércio do que na hotelaria. Já a presidente da AHP disse que o Carnaval funciona como “balão de oxigénio” para a hotelaria, permitindo recuperar dos meses de janeiro e fevereiro, “habitualmente maus”. Para Cristina Siza Vieira, a festa “tem relevo e tem impacto”, sobretudo no mercado interno: “O Carnaval do ano passado teve 60% de hóspedes e 42% das dormidas nacionais, o que significa 40% de hóspedes e 58% de dormidas de estrangeiros”, informou, explicando que em comparação a 2014 houve “um abrandamento quer no preço médio, quer na taxa de ocupação”. A expectativa para este ano, em termos nacionais, é que se mantenha no mesmo padrão de 2015, com a Madeira a receber uma “estimativa muito boa” e Lisboa “ligeiramente abaixo do que no ano passado”. O Carnaval de Torres Vedras é o que apresenta maior investimento este ano, a rondar os 600 mil euros, o maior dos últimos seis anos. Os principais hotéis estão esgotados na cidade e, no resto do concelho, com taxas de ocupação entre os 50% e os 75%. Estima-se que os quatro dias do Carnaval geram receitas de 10 milhões de euros na economia local, que aumenta as suas vendas em 30%. Mais a sul, o Entrudo de Loulé, que completa este ano 110 anos, apresenta um investimento superior a 300 mil euros, valor que tem subido nos dois últimos anos. No Funchal, o orçamento aplicado este ano no Carnaval foi de 293 mil euros. Segundo o secretário regional de Economia, Turismo e Cultura, receita turística direta é superior a 1,8 milhões de euros. "Estamos, neste período, com uma taxa de ocupação hoteleira de 71%, o que significa cerca de 22 mil pessoas; o gasto médio de um turista na Madeira anda à volta dos 80 euros. É multiplicarmos esses valores e logo se acha o impacto que esta quadra tem na economia da região", observou Eduardo Jesus. O Carnaval de Estarreja assumiu um investimento este ano de 185 mil euros, 90 mil euros dos quais suportados pela Câmara. Já em Ovar, os 66 anos de história do Entrudo vareiro representam um retorno de cerca de um milhão para a economia local, incluindo restauração, hotelaria, indústrias de têxteis e materiais para adereços. Em Loures o orçamento do Entrudo é de 180 mil euros este ano, a cargo da Associação do Carnaval de Loures e da câmara. Esperam-se mais de 90 mil foliões. No Carnaval Luso-Brasileiro da Mealhada, a maior festa do concelho, o impacto é difícil de avaliar devido à ausência de números oficiais, sabendo-se apenas que estes são também dias de festa para a indústria do leitão, que movimenta anualmente 87 milhões de euros na região mais alargada da Bairrada. A festa deste ano tem um investimento de 100 mil euros, inferior em 30% a 2015, por força da redução do subsídio atribuído pelo município, mas os organizadores acreditam que a festa manterá o impacto habitual, atraindo 10 mil pessoas. in Região Sul Online