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15 June 2016
Turismo de Portugal e Portugal Ventures lançam Programa “+Património +Turismo”: candidaturas a partir de 16 de junho
O Turismo de Portugal apoia a Portugal Ventures no lançamento do programa “+Património +Turismo” que pretende estimular o aparecimento de startups e de novos negócios, nomeadamente de base local ou regional, associados ao turismo e à valorização do património cultural e natural do país. As candidaturas decorrem de 16 de junho a 31 de julho e os participantes devem submeter os seus projetos no portal da Portugal Ventures. Com um valor global previsto de 10 milhões de euros, o Programa “+Património +Turismo” vai analisar e avaliar as propostas dos candidatos e atribuir-lhes um financiamento até um montante máximo de 500 mil euros. Podendo, ou não, ser de base tecnológica, os projetos apresentados no Programa “+Património +Turismo” têm de ter na base a constituição de uma nova empresa, ou de uma empresa constituída há menos de 3 anos. Os projetos devem ter como objetivo essencial a fruição turística do património cultural e natural do país, valorizando aspetos como a história, a arte, a arquitetura, o património religioso, o enoturismo e gastronomia, o desporto associado à natureza ou o geoturismo. Outro objetivo é apoiar o desenvolvimento de produtos e serviços turísticos inovadores, à escala global, nacional ou regional. O Programa “+Património +Turismo”, enquadrado na Estratégia Nacional para o Empreendedorismo StartUP Portugal pretende estimular o aparecimento de startups e de novos negócios, nomeadamente de base local ou regional, associados ao turismo e à valorização do património cultural e natural do país. Mais informação em: Portugal Ventures.
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14 June 2016
Turistas chineses em Portugal cresceram 44% em 2016
Mesmo sem voos diretos, os chineses já estão a disparar no país. E são os turistas que fazem gastos mais elevados Lisboa é o destino que atrai 73,4% dos chineses que vêm a Portugal O crescimento é astronómico: o turismo chinês em Portugal multiplicou-se por seis nos últimos anos, passando de 47,1 mil dormidas em 2009 para 271,3 mil em 2015. No ano passado os hóspedes chineses nos hotéis nacionais atingiram 154,4 mil, num aumento de 36,4%. E em 2016, até abril, a subida destes turistas já vai em 44% (mais de 37 mil hóspedes, geradores de 63 mil dormidas), dados que só incluem os hotéis classificados, não contabilizando os que ficam em casa própria (comprada ao abrigo de vistos gold) ou de amigos. “Estamos a rebentar a escala”, constata Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, enfatizando “a forte apetência de chineses que está a haver pelo nosso destino, não só do ponto de vista de turismo mas também de investimento”. O que levou o Turismo de Portugal a repensar a estratégia de crescimento para o mercado da China, “com ou sem os voos da TAP”, pois “estamos a falar de um país que é emissor de 120 milhões de turistas ao ano e que tem um potencial fantástico para qualquer país, sobretudo para Portugal”. Mas as rotas diretas da TAP entre Portugal e China, “em que trabalhamos afincadamente para que se concretizem”, terão aqui um efeito multiplicador pelas “condições que o país passa a oferecer até para captação de investimento, pelo hub com a América e com África”, como salienta Luís Araújo. Segundo o responsável, “o grande desafio é que os turistas chineses fiquem mais tempo em Portugal, atualmente ficam menos de dois dias”, e também passa por pensar nas formas de “chegar a um mercado tão grande e como é que o nosso turismo se adapta para receber esses turistas”. Em Portugal já vigora o sistema de certificação Welcome Chinese criado pelo Governo chinês e coordenado a nível nacional pela consultora Edeluc, com requisitos para hotéis, restaurantes, lojas ou museus atenderem convenientemente estes turistas (nos hotéis, as regras passam por ter pequeno-almoço chinês, tal como canais de TV e jornais, ou ainda chaleiras próprias para o chá). O centro de compras Freeport, onde os clientes chineses estão a subir em flecha, já tem esta certificação. O presidente do Turismo de Portugal adianta que a nova estratégia para este mercado vai passar por “trazer jornalistas chineses a conhecer o país, produzir conteúdos em mandarim, reforçar a presença nas redes sociais chinesas” e também irá envolver a rede de escolas de turismo. “Estamos a tentar fazer protocolos de formação nas nossas escolas para receber chineses que queiram estudar turismo em Portugal”, adianta. Outra frente passa por “atrair a segunda geração de chineses que vivem em Portugal para o sector do turismo, pois será um trunfo extraordinário para hotéis, restaurantes e lojas ter pessoas a atender em chinês”. A delegação do Turismo de Portugal em Xangai também está de portas abertas a “servir de apoio a qualquer empresa nacional que se queira internacionalizar”, garante Luís Araújo, avançando que serão repetidas ações como o road show (apresentação a investidores) que o Turismo de Portugal fez há um mês passando por cinco cidades chinesas (Pequim, Xangai, Chengdu, Guangzhou e Hong Kong), onde participaram 13 empresas turísticas nacionais, de hotelaria ou do sector das viagens. “E estas 13 empresas fizeram contactos com 250 empresas chinesas”, frisa. Os chineses que vêm a Portugal destacam-se ainda pelas despesas em compras. “São dos turistas mais gastadores que temos”, nota o responsável. Segundo a China Tourism Academy, o gasto médio de cada turista chinês em Portugal em 2014 foi de €935.
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02 June 2016
É necessário em Portugal "um banco público forte"
O presidente da Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas, José António Barros, defendeu hoje a necessidade de "um banco público forte", sublinhando a importância de "resolver a situação da CGD" e o "problema do Novo Banco". António Barros, que falava à margem de um almoço organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), em Lisboa, começou por considerar que "a banca é fundamental" para as empresas. PUB "Da mesma forma que as empresas são fundamentais para a banca, também não há empresas sem um sistema financeiro forte, daí que tenhamos que ter um banco público forte, e ainda não temos", declarou o responsável, referindo que falava em nome individual e não como líder da Estrutura de Missão para a Capitalização das Empresas. "É, por isso, importante resolver a situação da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e é fundamental resolver [também] o mais rapidamente possível o problema do Novo Banco", em processo de venda, acrescentou. Para António Barros, além de Portugal dever ter "um sistema financeiro forte", é fundamental que tenha igualmente "um grande banco público, que possa executar uma política pública de apoio à economia". O responsável disse que o problema da banca em Portugal "deveria ter sido resolvido desde o início" do ajustamento económico e financeiro, considerando ter sido "um erro grave" o programa de ajuda externa português "não ter tratado" o sistema bancário. No entanto, António Barros admitiu: "Se resolvermos parte dos créditos das empresas - os grandes credores das empresas na sua maioria são os bancos -, estamos a ajudar as empresas e os bancos". Para António de Barros, há investidores em todo o mundo que compram ativos de má qualidade das empresas e fazem-no a desconto. "Temos que ir aos balanços das empresas e tirar créditos a desconto, baixar o passivo e melhorar a sua autonomia financeira. Como o ativo da empresa passa a ser mais forte que o seu passivo, já pode ir à banca", explicou. Além da capitalização das empresas, "uma necessidade imperiosa", sobretudo para aquelas de pequena e média dimensão (PME), António Barros considerou que é preciso reestruturar aquelas que mostrem que têm viabilidade financeira, sem as deixar falir. Sobre a CGD, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse na terça-feira, em Paris, que "ainda não está decidido o montante" da injeção de capital no banco público. in noticiasaominuto.com
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27 May 2016
Lisboa turística: cidade ou cenário?
"As estimativas mais recentes para a população residente em Lisboa dão conta de um novo agravamento na perda de população na cidade de Lisboa", comenta António Prôa sobre a população residente na capital. As aparências não iludem. Depois de uma ténue diminuição do ritmo de perda de população verificada nos últimos Censos, as estimativas mais recentes para a população residente em Lisboa dão conta de um novo agravamento na perda de população na cidade de Lisboa. Ao mesmo tempo, o mercado de arrendamento que, deu um tímido sinal de retoma logo após a reforma do arrendamento com aumento de oferta e diminuição dos preços, volta a denotar escassez de oferta e inflação dos preços. A perda de residentes parece notar-se especialmente na zona central da cidade – na Baixa e bairros históricos. Ora é precisamente nestas zonas da cidade que se verifica o mais significativo aumento de hotéis, “hostels” e outros “alojamentos locais”, todos dirigidos aos turistas. Também o fenómeno da reabilitação urbana, que beneficiou de alterações legislativas e de incentivos do próprio município, parece ter sido dominado pela oferta de alojamentos turísticos. Com efeito, parte significativa da reabilitação de edifícios ou frações que se observa, especialmente na zona central da cidade, destina-se à instalação de hotéis ou recuperação de apartamentos destinados à oferta turística. Lisboa tem sido alvo de uma procura turística internacional crescente. Ao percorrer a Baixa e os bairros históricos, constata-se o fervor turístico, desde logo pelo número de turistas, bem como pela oferta de restauração, lojas de “souvenirs” ou com os “tuk-tuk” que invadiram as ruas. Existe uma relação directa óbvia entre a perda de população no centro da cidade, a ocupação de áreas outrora habitacionais por alojamentos turísticos e o aumento da afluência turística de Lisboa. Não aceitar este facto é não querer ou ser capaz de lidar com esta questão. Lisboa quer ou não ser um destino turístico? Os lisboetas beneficiam com a afluência turística à cidade? Que turismo deve ser incentivado? Deve ou não a cidade condicionar a procura turística através da oferta? Continua por fazer, de modo participado pelos cidadãos, uma reflexão sobre o impacto do turismo no desenvolvimento da cidade. Com exceção da Associação de Turismo de Lisboa – que tem, há muitos anos, uma estratégia para o turismo da cidade, todos os outros agentes da cidade foram surpreendidos pelo fenómeno turístico. Lisboa não deve assistir de forma passiva ao desenvolvimento turístico na cidade. O turismo não deve ser encarado como uma inevitabilidade ou algo que se desenvolve sem condições. O turismo pode ser fator de desenvolvimento sustentado de Lisboa. No entanto, tal deve ser antecedido pela definição de uma estratégia necessariamente participada e assumida por todos. A atividade turística deve ser regulada e condicionada ao interesse da cidade. E a cidade é, em primeiro lugar, a sua população residente. Não é sustentável o turismo em Lisboa se procurar turistas mas expulsar os seus residentes. Não será sustentável o turismo em Lisboa se os lisboetas se tornarem hostis aos turistas. Por António Prôa, Vereador na Câmara Municipal de Lisboa