Notícias
16 March 2015
Monocle escolhe Portugal para 1ª conferência internacional
A conferência sobre "Qualidade de vida", que contará com cerca de 20 oradores, decorre entre 17 e 19 de abril, no Four Season Hotel Ritz, em Lisboa. "Durante muito tempo ponderámos criar a nossa própria conferência e, após uma breve conversa com o Turismo de Portugal, no ano passado, sentimos ser este o timing ideal. A Monocle já marca presença em diversas conferências pelo mundo, e sentimos que esta é a nossa oportunidade para elevar o standard e colocar o nosso selo no mercado.", explica Tyler Brûlé, fundador e chefe de redação da Monocle. Entre os oradores da conferência estarão a portuguesa Catarina Portas e o presidente da Câmara do Porto Rui Moreira. A conferência será emitida em direto na rádio Monocle24. Além da conferência e, além dos dias do evento, a Monocle terá uma loja pop-up aberta entre 17 e 26 de abril, no espaço Entre Tanto, no Príncipe Real. Os bilhetes para a conferência custam 1500 euros. Os subscritores beneficiam de 10% de desconto.in Dinheiro Vivo
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10 March 2015
Reservas hoteleiras sobem 20% nos Açores à boleia das low cost
As reservas de hotéis para os próximos três meses, feitas directamente por turistas, aumentaram na ordem dos 20% nos Açores, numa altura em que a liberalização das ligações aéreas com o Continente está prestes a entrar em vigor, a 29 de Março. Humberto Pavão, delegado da AHP - Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores, adianta que o ritmo de reservas, sobretudo na ilha de São Miguel, “regista uma procura fora do normal” de visitantes que não recorrem a operadores turísticos ou agências de viagens. A maioria das viagens “estão a ser solicitadas dentro dos 45 a 60 dias antes da chegada”, diz Humberto Pavão, acrescentando que nos circuitos habituais as vendas “continuam normalmente”. A pouco mais de três semanas de entrar em vigor a liberalização das ligações aéreas, a expectativa é grande. A chegada anunciada da easyJet e da Ryanair trouxe “nova notoriedade” ao destino, diz Marta Sousa Pires, administradora executiva do Grupo Bensaude e directora comercial da Bensaude Hotels Collection. E isso está a “originar um aumento de interesse para reservas de individuais, e inclusivamente para 'short breaks' [estadias curta duração] já durante a Primavera na ilha de S. Miguel”, adianta. A entrada destas companhias aéreas “permite a expansão da comunicação do destino e a sua divulgação em mercados que até então eram de difícil penetração”, continua. O interesse começou em Janeiro e o ano tem sido “bastante positivo” para o grupo, com sete unidades nos Açores. “Apesar de não querermos elevar demasiado as nossas expectativas e sermos realistas, a verdade é que há muitos residentes em Portugal continental, por exemplo, que encaram os meses que se avizinham como uma oportunidade única de conhecer os Açores pela primeira vez, e estamos absolutamente confiantes que quem vem uma vez vai querer regressar”, sublinha Marta Sousa Pires. Mais cauteloso, João Nunes, comercial do VIP Executive Açores Hotel, em Ponta Delgada, acredita que os impactos só se vão notar no final de 2015. “Por enquanto, não temos sentido um aumento de reservas relacionadas com as 'low cost'. Este é um cliente do último minuto e, por isso, só mais tarde se vai notar. As reservas são feitas através de operadores e a maior parte da programação vai continuar a vir através da SATA”, adianta. João Nunes acredita que só nos últimos três meses do ano será possível assistir a uma mudança, sobretudo, nos preços. “Acredito que nessa altura poderemos subir preços”, avança. “Só estamos à espera há 15 anos, alguma coisa boa deve dar”, ironiza. Naquele que foi um ano recorde para a hotelaria nacional, com crescimento global de 11% nas dormidas, o arquipélago registou uma tímida subida de 0,9% face a 2013 e absorveu apenas 2,3% das 46,1 milhões de dormidas conseguidas em 2014 pelo conjunto das regiões portuguesas. José Manuel Bolieiro, presidente da autarquia de Ponta Delgada, recorda que o “principal constrangimento de um destino turístico como os Açores, com baixa notoriedade e um reduzido histórico de turismo, sempre foi a sua dificuldade competitiva. Muito cara e de reduzida frequência”. E é por este motivo que Carlos Santos, presidente do Observatório do Turismo dos Açores e professor catedrático da Universidade dos Açores, aponta a nova política de transportes aéreos como o segundo marco mais importante para o sector, depois de, em 2000, o turismo ter obtido “o reconhecimento político de motor de desenvolvimento da economia regional”. A partir de Abril haverá, por isso, uma “mudança estrutural” e “uma segunda janela de oportunidades, que deverá ser devidamente aproveitada pois dificilmente surgirá outra”. Cabe agora à região “conseguir uma diferenciação positiva em relação ao melhor destino concorrente em termos de rácio qualidade/preço da sua oferta”, sublinha. Na Câmara Municipal de Ponta Delgada, em S. Miguel, aumentam os pedidos de informação sobre licenciamento para alojamento local, num sinal de que os empresários também querem aproveitar a oportunidade. Contudo, José Manuel Bolieiro diz que ainda é “cedo para apontar percentagens de crescimento em função da entrada das low cost” e garante que a sua cidade tem estruturas hoteleiras suficientes para dar conta do aumento de procura, até porque há unidades encerradas. Certo é que, quem visitar os Açores nos próximos tempos deverá contar com uma descida das tarifas praticadas, até agora muito penalizadas pelo custo do bilhete de avião. Mário Machado, director de operações da TopAtlântico, realça que a “redução de uma componente de preço tão pesada como a do transporte aéreo levará a preços mais competitivos e a um, mais que provável, aumento do número de visitantes”. Ao mesmo tempo, Jorge Alves, director-geral do operador turístico Turangra, recorda que, “em teoria”, a redução de preços leva a um aumento da procura. É, assim, “expectável um aumento de fluxo turístico para os Açores”, afirma. Preservar a natureza As ilhas terão de se preparar para a chegada de mais visitantes e manter o equilíbrio entre o crescimento e a preservação do património natural. O presidente da direcção da Associação de Turismo dos Açores, Francisco Fernandes Gil, garante que “todas as entidades, públicas e privadas, estão determinadas na afirmação dos Açores nesta matéria, sabendo que crescimento não é sinónimo de degradação”. Mais turistas significa mais pessoas com a “missão de preservar a natureza e o mar dos Açores para as futuras gerações”, sustenta. O aumento das ligações aéreas traz, ainda, uma mudança “qualitativa”. Carlos Santos, presidente do Observatório do Turismo dos Açores, acredita que virão “turistas com perfis muito diversos e com expectativas e necessidades diversificadas”, que reservam a viagem online e sem recorrer a agências. No terreno, defende, a oferta também terá de se renovar, “quer criando novas tipologias de alojamento, quer através da criação de novas actividades de animação e serviços”. Evaristo Melo, dono da BigBlue Adventures, que organiza passeios e actividades marítimas, garante que está tudo a postos para receber os visitantes. O arquipélago está preparado e os açorianos “estão sempre à frente do que é pedido”. “O que temos está muito acima da nossa procura. Espero que haja mais turistas e uma possibilidade de trabalharmos todos de igual para igual”.in Publico, por Ana Rute Silva
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09 March 2015
PortoBay chega à Avenida da Liberdade
O PortoBay Liberdade já chegou a Lisboa, sendo esta a mais recente unidade do grupo PortoBay. Esta é a 11ª unidade do grupo, e abriu agora na Rua Rosa Araújo, junto à Avenida da Liberdade. Segundo António Trindade, presidente e CEO do grupo, «o PortoBay Liberdade surge pela necessidade de crescimento do grupo. Quando se fala em expansão, falamos em complementaridade de oferta. Por isso, faz todo o sentido que PortoBay tenha na capital do seu país – Portugal - uma unidade hoteleira». A nova unidade tem 98 quartos, e assume-se como um “hotel intemporal com características de resort urbano”, nomeadamente piscina interior e ginásio com luz natural, spa com salas de tratamento duplas, sauna, banho turco e varandas na maioria dos quartos. Todo o espaço é dedicado à área do lazer e tempos livres. A assinatura do projeto de reabilitação deste palacete do início do século XX é de Frederico Valsassina. O hotel está ainda equipado com o restaurante Bistrô4, esplanada, terraço com bar, lounge exterior e jacuzzi e Deck 7, no último andar do hotel. O responsável explica ainda que «uma cidade como Lisboa deixou de ter hotéis destinados exclusivamente a executivos, despertando para nova filosofia, mais vocacionada para os tempos livres». Por isso, «conseguimos criar no PortoBay Liberdade atrativos adicionais, até há pouco tempo vistos como desnecessários na oferta hoteleira típica de cidade». O grupo PortoBay já tem 8 unidades em Portugal (6 das quais na Madeira, 1 no Algarve e 1 em Lisboa) e 3 unidades no Brasil, no Rio de Janeiro, Búzios e São Paulo.
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27 February 2015
Hotelaria teme aumento dos custos da energia nas contas deste ano
A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) divulgou ontem os indicadores de 2014, nos quais admite um reforço da taxa de ocupação, do RevPar (rendimento por quarto disponível) e preço médio, mas alerta que ainda não estão próximos do último melhor ano do sector, 2007. A presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, que falava à margem de uma apresentação na BTL, contesta que os números de 2014, sejam recorde, tal como têm sido apresentados pelo Governo. Os dados do INE e do Banco de Portugal revelam um crescimento de 12,4% nas receitas e 11% nas dormidas. Cristina Siza Vieira admitiu que "houve regiões que cresceram a dois dígitos". Mas realçou que "há hotéis que não são rentáveis, cuja rendibilidade está aquém de 2007". Cristina Siza Vieira salientou que a taxa de ocupação atingiu os 62,74% face aos 66,52% de há sete anos. O RevPar em 2007 ascendeu a 44,14 euros, enquanto em 2014 ficou pelos 43,24 euros. Perante o aumento dos custos financeiros, da redução, por exemplo, da margem que se conseguia na área de 'Food & Beverages' devido ao aumento da taxa de IVA na restauração, a presidente executiva da AHP diz que "há empresas com fragilidade do ponto de vista financeiro". No que se refere às perspectivas para 2015, a mesma fonte antecipa um aumento dos constrangimentos, por exemplo, através da "subida dos custos de energia". Cristina Siza Vieira alerta que "as tarifas de acesso à rede aumentam 25%, sendo que este indicador tem um peso de 20% na factura". A mesma fonte destacou as assimetrias regionais no que diz respeito à evolução do sector. Em 2014 Lisboa continuou a figurar como o principal destino ao receber 74,72% dos turistas, seguida da Madeira (73,87%) e o Grande Porto (65,26%). Mas por exemplo, Viseu, em termos de taxa de ocupação não foi além dos 30,67%.in Diário Económico