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26 March 2026
Prémio Carreira 2026 do Guia Boa Cama Boa Mesa distingue Alexandre Marto Pereira
Personalidade discreta no universo do turismo nacional, Alexandre Marto Pereira, hoteleiro, gestor financeiro e dirigente associativo, é o vencedor do Prémio Carreira 2026 do Guia Boa Cama Boa Mesa. A distinção vai ser entregue no dia 21 de abril Reunido em Lisboa, o Júri Prémio Carreira 2026 do Guia Boa Cama Boa Mesa, constituído por Mónica Balsemão (presidente), Adolfo Mesquita Nunes, Cristina Siza Vieira, Dionísio Pestana, João Tomás e Isabel Costa, Luís Araújo e Paulo Brilhante, decidiu distinguir Alexandre Marto Pereira, hoteleiro, gestor financeiro e dirigente associativo. No entender do Júri, o Prémio Carreira 2026 é atribuído a Alexandre Marto Pereira, CEO da United Hotels of Portugal, pelo inestimável contributo para o desenvolvimento da hotelaria portuguesa. Longe dos holofotes tem desenvolvido uma carreira merecedora do elogio e reconhecimento de todo o sector, que amplamente justificam a distinção com o Prémio Carreira 2026 do Guia Boa Cama Boa Mesa. “Presta-se, desta forma, homenagem a uma personalidade com uma vida profissional dedicada a este sector e com amplo reconhecimento pela comunidade, destacando-se o contributo decisivo para o desenvolvimento e afirmação da hotelaria nacional, bem como do destino Fátima, em Portugal e além-fronteiras”, pode ler-se na justificação do Júri. A distinção vai ser entregue no dia 21 de abril na cerimónia anual de atribuição de prémios do Guia Boa Cama Boa Mesa, editado pelo Expresso. Personalidade discreta no universo do turismo nacional, Alexandre Marto Pereira nasceu em Fátima, em 1974. Licenciou-se em Gestão e trabalhou na área da banca de investimentos. Em 2004, regressou à cidade natal para colaborar na empresa familiar de hotelaria, então proprietária de um hotel de duas estrelas e de uma pensão criada pelo avô. Com os irmãos requalifica as unidades de alojamento e inicia o diálogo com outros hoteleiros locais, todos de dimensão familiar, para a criação de uma marca: a “Fátima Hotels Group”. Através dessa conjugação de interesses, desenvolve a promoção de hotéis independentes no destino. Mais do que a promoção do destino e dos hotéis, é iniciada uma fusão total das funções de marketing, revenue management e reservas de um conjunto de pequenas empresas hoteleiras. Esta cooperação, raramente vista na cultura individualista dos empresários portugueses, conduz a resultados positivos imediatos para as diversas unidades, que mantêm a independência e gestão própria. Na direção da ACISO - Associação Empresarial Ourém-Fátima - inicia um trabalho de reposicionamento do destino Fátima, com destaque para o sucesso obtido com os mercados asiáticos e, mais especificamente, o da Coreia do Sul. Neste contexto, o Santuário de Fátima passa a ser palco anual do maior evento mundial de encontro de operadores de Turismo Religioso. Estas ações conduzem ao reconhecimento unânime do Turismo Religioso como um produto turístico estratégico para Portugal, com Fátima como principal eixo. O trabalho associativo de Alexandre Marto Pereira desenvolveu-se ainda na direção da Agência Regional de Promoção Turística Centro de Portugal e enquanto membro da direção da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal. Em maio de 2021, inicia uma parceira com o grupo Alves Ribeiro que conduz à inauguração de um hotel em Lisboa, que se torna uma referência pela inovação: o Lumen Hotel & The Lisbon Light Show, a primeira unidade hoteleira em Portugal a oferecer uma experiência imersiva de luz. Esta expansão conduz ao desenvolvimento da marca United Hotels of Portugal, que pretende ser o motor da promoção e distribuição de alojamento de hotéis independentes em Portugal Em 2023, a marca passa a agregar o Josefa D’Óbidos Hotel e, já em 2026, o Grande Hotel de Luso. Com outros projetos em desenvolvimento, no próximo ano será inaugurado o Lumen Porto Hotel & The Magical Garden. O Prémio Carreira do Guia Boa Cama Boa Mesa, atribuído desde 2026, tem como propósito prestar homenagem e elogiar, de uma forma pública, uma personalidade que se destaque nas diversas vertentes associadas à Boa Cama e à Boa Mesa. Por decisão do Júri, o Prémio Carreira Guia Boa Cama Boa Mesa, criado em 2016, é atribuído, alternadamente, às áreas de “Boa Mesa” e “Boa Cama”. in Expresso
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26 March 2026
Depois de Carnaval estável, turismo em Portugal perde gás nesta Páscoa: "Há um claro abrandamento"
Apesar de manter resultados positivos, o turismo português enfrenta um abrandamento. O aumento de hóspedes, dormidas e receitas deverá ser inferior ao de 2025. A Páscoa evidencia este ritmo mais cauteloso, enquanto a guerra no Médio Oriente e a subida de custos pressionam o setor. “É um sol de pouca dura”, afirma Cristina Siza Vieira. Depois de um Carnaval estável, as perspetivas para a Páscoa ao nível hoteleiro mostram um arranque mais fraco, com reservas abaixo do ano passado e um enquadramento internacional cada vez mais incerto. A hotelaria portuguesa arrancou 2026 com um sinal claro de que o setor resiste, mas perdeu velocidade. O diagnóstico é feito pela Associação da Hotelaria de Portugal, com base num inquérito que contou com cerca de 400 espaços. No período do Carnaval, entre 13 e 17 de fevereiro, a taxa de ocupação média nacional fixou-se nos 65%, em linha com 2025, enquanto o preço médio por quarto (ARR) desceu ligeiramente para 112 euros. Um desempenho que, à primeira vista, traduziu estabilidade no setor: “Conseguimos suster a taxa de ocupação com uma descida de 1 euro no preço médio”, afirmou Cristina Siza Vieira. Ainda assim, os dados mostram um setor muito dependente de equilíbrios regionais e fatores externos, nomeadamente o impacto do mau tempo, que penalizou várias regiões. A análise regional evidencia um país turístico que se comportou de formas distintas. A Madeira destacou-se claramente como o destino com melhor desempenho, atingindo 79% de ocupação e o preço médio mais elevado (151 euros). A Grande Lisboa também registou uma evolução positiva na procura, com a taxa de ocupação a subir para 75%, embora acompanhada por uma descida no preço médio. Já o Centro revelou fortes assimetrias: o interior, com destaque para a Serra da Estrela, apresentou um desempenho robusto, enquanto o litoral ficou bastante abaixo da média. No Alentejo houve uma ligeira recuperação, e o Algarve manteve-se relativamente estável. Em sentido contrário, o Norte e, sobretudo, o Oeste e Vale do Tejo foram os mais afetados pelo mau tempo, com quebras na ocupação e no preço médio. “A região Oeste e Vale do Tejo foi claramente muito prejudicada com a maior quebra neste período do Carnaval”, sublinhou. Apesar da estabilidade dos principais indicadores, os resultados globais acabaram por ser mais positivos do que o esperado, graças ao aumento do consumo dentro das unidades hoteleiras. “A nossa convicção é que foram os proveitos totais com mais gastos em restaurantes, spas e serviços”, explicou Cristina Siza Vieira, apontando para um efeito indireto do mau tempo, que levou os hóspedes a consumir mais dentro dos hotéis. Páscoa sugere abrandamento Já as perspetivas para a Páscoa mostram um cenário "mais exigente". Para o período das férias escolares, entre o final de março e meados de abril, as reservas situavam-se nos 55% no momento do inquérito, com um preço médio de 132 euros, valores abaixo dos registados no ano anterior, ainda que não diretamente comparáveis devido a diferenças no calendário e no momento da recolha dos dados. “A Páscoa está ainda muito impactada pelo mau tempo e pela contingência da guerra”, alertou a responsável da AHP. Para o fim de semana pascal, os níveis de reserva sobem ligeiramente para 57%, com o preço médio a atingir os 147 euros, mas continuam dependentes de reservas de última hora, refletindo um comportamento mais cauteloso por parte da procura. Mas também neste período as diferenças regionais deverão ser evidentes. A Madeira mantém-se como o destino com melhor desempenho, com níveis de reserva significativamente acima da média nacional, seguida pela Grande Lisboa e pelo Algarve. Em contraciclo, regiões como o Oeste e Vale do Tejo e os Açores continuam a evidenciar maiores fragilidades. Guerra já está a impactar o setor O retrato da procura internacional também está a mudar. O mercado interno continua a assumir um papel central, sendo apontado por mais de 70% dos inquiridos como um dos principais motores da procura, seguido de Espanha e do Reino Unido. Mas face aos acontecimentos recentes, há diferenças notáveis do mercado mesmo entre o Carnaval e a Páscoa. Os mercados da China e da Coreia do Sul que ganharam expressão no Carnaval, por exemplo, desapareceram completamente das perspetivas para a Páscoa, em grande parte devido à interrupção de ligações aéreas. Ao mesmo tempo, o mercado norte-americano está a perder peso. “Há um claro abrandamento do mercado americano, não só para a Páscoa, mas também com impacto esperado no verão”, destacou Cristina Siza Vieira. A instabilidade geopolítica, em particular no Médio Oriente, começa aliás a refletir-se de forma direta no setor. De acordo com o inquérito, 24% dos hoteleiros já identificam um abrandamento nas reservas ou um aumento de cancelamentos, enquanto 16% reportam um aumento da procura associado ao desvio de fluxos turísticos de outros destinos. Booking continua a liderar nas reservas Ao nível da distribuição, os canais de reserva mantêm um padrão semelhante aos anos passados. A Booking continua a dominar, sendo referida por quase todos os inquiridos, seguida dos websites próprios das unidades. A Expedia destaca-se como a plataforma com maior crescimento, reforçando a sua presença junto dos hoteleiros. No início do ano, antes do agravamento do contexto internacional, os hoteleiros atribuíam um nível de confiança de 7,4 em 10 ao desempenho do turismo em 2026. Mas estes dados são, certamente, diferentes neste momento em que o contexto internacional mudou, desde os conflitos ao preço dos combustíveis que faz com que as operações sejam cada vez mais caras e, por isso, repensadas, alerta a AHP. “O turismo em Portugal poderá continuar a crescer, quer em hóspedes e dormidas, quer em receitas, mas com claro abrandamento relativamente ao ritmo que vinha sendo registado até aqui e com aumentos significativos dos custos”, concluiu Cristina Siza Vieira. in Conta Lá, por João Nogueira
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18 March 2026
SDR Portugal atualiza recomendação sobre apresentação do valor de depósito
A SDR Portugal atualizou recentemente o documento “Recomendação sobre a apresentação do valor de depósito em suportes de indicação de preços”. A nova versão já se encontra disponível online e integra um conjunto de ajustamentos e clarificações relevantes no âmbito da implementação do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), com impacto direto na forma como os valores de depósito devem ser comunicados ao consumidor. Os interessados podem consultar o documento atualizado aqui. Recorde-se que a Associação da Hotelaria de Portugal promoveu, em parceria com a SDR Portugal, um webinar dedicado ao tema, onde foram abordadas as principais alterações e implicações práticas para o setor. Para esclarecimentos adicionais, os associados podem contactar o Gabinete do Associado através do email: gab.associado@hoteis-portugal.pt.
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17 March 2026
Feira de Emprego do Turismo do Centro reforçou ligação entre empresas e talento
Quarta edição decorreu hoje em Coimbra, com mais de 1000 candidatos e 40 empresas. Turismo Centro de Portugal anuncia nova Feira de Emprego no interior da região ainda este ano, com o objetivo de reforçar a coesão territorial. O Convento São Francisco, em Coimbra, recebeu hoje a quarta edição da Feira de Emprego do Turismo do Centro, uma iniciativa da Bolsa de Empregabilidade – Fórum Turismo, coorganizada pela Turismo Centro de Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra, do Turismo de Portugal e do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, entre outras entidades. O evento voltou a reunir os principais protagonistas do setor do turismo, promovendo o contacto direto entre empresas empregadoras e candidatos que procuram oportunidades profissionais nesta área. Ao longo do dia, cerca de 1100 candidatos tiveram oportunidade de conhecer as ofertas de mais de 40 empresas disponíveis para contratar. Entre os participantes destacam-se 600 estudantes de instituições de ensino superior e profissional nas áreas do turismo, bem como cerca de 500 profissionais de outros setores, incluindo desempregados referenciados pelo IEFP. Além das oportunidades de recrutamento, o programa incluiu momentos formativos e de networking, reforçando a ligação entre o mundo da formação e o mercado de trabalho. Sessão de abertura destacou importância das pessoas e do talento no turismo A sessão de abertura contou com as intervenções de Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rui Ventura, Presidente da Turismo Centro de Portugal, Miguel Antunes, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Paula Antunes, Subdelegada Regional do IEFP da Região Centro e António Marto, Presidente da Associação Fórum Turismo e organizador do evento. Na sua intervenção, Rui Ventura sublinhou a centralidade das pessoas no turismo: “O turismo é feito por pessoas, para pessoas. E isso é o nosso centro e é o nosso foco. Aquilo que estamos a fazer no Centro de Portugal é precisamente trabalhar com as pessoas. O território tem de sentir o que o turismo lhe dá. As pessoas que estão nas aldeias, vilas e cidades da região têm de sentir que o turismo é uma mais-valia para elas próprias”, considerou. “A Turismo Centro de Portugal está sempre ao lado de iniciativas como esta, em que os empresários podem mostrar a sua oferta e incentivar os alunos a perceberem o potencial que esta atividade tem na região. Aos alunos digo que sintam o território, venham trabalhar para o território, que é o grande objetivo que se pretende para esta feira”, acrescentou. Pedro Machado destacou a relevância da iniciativa na valorização das profissões do turismo, “uma indústria de pessoas para pessoas”. “Esta feira significa valorização da profissão. O que se passa aqui é a capacidade de gerar sinergias e de os empregadores terem acesso a mão de obra cada vez mais qualificada vinda das nossas escolas, para que, no final da linha, a experiência turística seja cada vez mais enriquecedora para quem a recebe e para quem contribui para que ela possa acontecer”, frisou. “O turismo é um forte aliado para contrariar a perda demográfica que o país e a Europa enfrentam. Com mais empregadores e mais emprego, capazes de fixar pessoas e atrair jovens, o turismo é um instrumento poderoso de coesão territorial. E esta feira significa isso tudo”, disse ainda Pedro Machado. António Marto salientou os 10 anos de evolução da Bolsa de Empregabilidade, destacando a crescente valorização do talento por parte das empresas: “São 10 anos a potenciar o talento e a acompanhar o crescimento do turismo. Em 2016, quando começámos esta iniciativa, as empresas não estavam tão disponíveis para participar numa feira de emprego; hoje, olham para uma feira de emprego com a mesma importância com que olham para uma feira de promoção”. Miguel Antunes reforçou o compromisso da Câmara Municipal de Coimbra e da região com o turismo enquanto setor estratégico: “A autarquia e a região metropolitana de Coimbra consideram o turismo como uma das principais atividades económicas. É com este foco que nos comprometemos a olhar para esta atividade como um dos grandes setores estratégicos para o futuro da região”. Já Paula Antunes destacou o papel do IEFP na qualificação e empregabilidade, sublinhando que “no turismo, as pessoas são o meio e são o fim”: “A Feira de Emprego do Turismo é o evento mais importante na promoção da oferta e da procura de emprego nesta área. A ação conjunta da Bolsa de Empregabilidade e do IEFP tem procurado aproximar empresas e candidatos num mercado de trabalho em constante evolução. Acreditamos que a sustentabilidade e a competitividade das empresas do turismo dependem, em grande medida, das qualificações e das competências dos seus recursos humanos”. Nova feira de emprego no interior reforça aposta na coesão territorial Durante a sessão, Rui Ventura anunciou uma novidade para a região: a realização de uma nova Feira de Emprego do Turismo no interior do Centro de Portugal, ainda em 2026. O presidente da Turismo Centro de Portugal destacou que esta decisão responde ao objetivo de reforçar a coesão territorial, levando iniciativas tão importantes como esta a territórios de menor densidade. “O Centro de Portugal são 100 municípios e um território muito diverso. Não podemos falar de coesão territorial sem a praticar. Este é um passo importante nesse sentido”, afirmou. por Turismo do Centro