Mais de 20 hotéis e alojamentos locais disponíveis para acolher trabalhadores e desalojados
Pousadas ou alojamentos locais por todo o país para receberem pessoas afetadas pelas tempestades. Programa ‘Turismo acolhe’, lançado pelo Turismo de Portugal, regista mais de 20 adesões
Os hotéis, e também alojamentos locais, têm manifestado recetividade ao programa ‘Turismo Acolhe’, lançado pelo Turismo de Portugal com o objetivo de alojar pessoas afetadas pelas intempéries em várias regiões.
Na região Norte do país, “até ao momento ainda não houve registo dessa necessidade”, avançou Luis Pedro Martins, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), referindo que a hotelaria da região está recetiva a “disponibilizar camas para a população que tenha ficado sem abrigo, ou para os próprios trabalhadores”.
Até ao momento, já se registaram mais de 20 alojamentos disponíveis para este objetivo, número que tem tendência a crescer.
Como explica o Turismo de Portugal no site do 'Turismo acolhe, o programa surge no âmbito do estado de calamidade declarado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 15-b/2026, de 30 de janeiro, e “responde à necessidade urgente de soluções imediatas, seguras e dignas de alojamento nos 69 concelhos abrangidos”. Frisa ainda que a Resolução do Conselho de Ministros n.º 15-C/2026, de 1 de fevereiro vem alargar o seu âmbito territorial.
O programa “pressupõe a adesão voluntária de hotéis e alojamentos”, cuja colaboração “é essencial para garantir a disponibilização efetiva de alojamento em contexto de emergência”, conforme explicita o Turismo de Portugal.
Segundo Bernardo Trindade, presidente da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), ainda não foram apurados os prejuízos que os próprios hotéis sofreram, pois “a prioridade de momento é atalhar as dificuldades de pessoas e dos seus bens”.
“Temos consciência que ainda não acabou esta sucessão de eventos meteorológicos e os seus impactos”, realçou Bernardo Trindade, pouco tempo antes de a AHP se preparar para iniciar o seu congresso anual no Porto.
Cristina Siza Vieira, vice-presidente executiva da AHP, lembra que “muito antes disto” (o anúncio do Turismo de Portugal) “já a hotelaria estava a acolher os seus trabalhadores, que não tinham condições de estar nas suas casas, para, por exemplo dar banho às crianças”.
Equipas da Cruz Vermelha já estão alojadas em hotéis na região de Fátima, havendo grupos hoteleiros como Vila Galé, Pestana, Luna ou Tryp “que já tinham manifestado esta disponibilidade”, segundo os responsáveis da AHP.
in Expresso Online, por Conceição Antunes