O turismo pode continuar a crescer e deve valorizar-se
Depois de um ano de recordes no turismo, como foi 2022, o que podemos esperar do ano de 2023, pautado por questões complicadas como a inflação e a guerra? O turismo na Madeira ainda tem espaço para crescer e para consolidar a sua valorização, é essa a convicção dos entrevistados do DIÁRIO, que dão nota de bons indicadores a nível da procura para este ano que agora começa
O ano de 2021 marcou, a nível regional, nacional e até global, a retoma do turismo após a pandemia de covid-19, que fustigou este sector mais do que qualquer outro.
Mas se 2021 foi ano de retoma, 2022 foi ano de recuperação e, até, de superação. Um ano em que a população mundial mostrou o seu desejo de viajai; o que, na Região, se transformou em recorde atrás de recorde, das dormidas aos proveitos.
Desde Abril e até Outubro, as dormidas no total do alojamento turístico colectivo na Região ultrapassam os valores não somente de 2021, mas da época áurea do turismo pré-pandemia, em 2019. Foram batidos recordes, sendo de destacar os meses de Julho e Agosto, em que foi ultrapassado um milhão de dormidas turísticas na Região, números nunca antes registados na longa história do turismo do destino Madeira.
Mais do que isso, Agosto de 2022 ficará gravado na história como o melhor mês turístico até à data. O mais de milhão de dormidas gerou 65,9 milhões de euros de proveitos, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Em Julho, mês que superou, também, um milhão de dormidas em alojamentos turísticos, a Madeira liderou o crescimento deste indicador a nível nacional. Mas, não só de dormidas e de proveitos se fazem os indicadores do turismo, e a Região apresentou números muito positivos em várias frentes, das taxas de ocupação ao RevPAR (receita por quarto disponível), bem como nos proveitos por quarto utilizado, que chegou perto dos 100 euros por dia em Julho e ultrapassou esta barreira em Agosto (104,05€/dia).
De acordo com os mais recentes dados disponibilizados pela Direcção Regional de Estatística, o acumulado de dormidas dos primeiros 11 meses de 2022 quase duplicou quando comparando a 2021. No início de Novembro, o presidente do Governo Regional perspectivava para 2022 o melhor ano turístico de sempre, podendo ascender aos 9 milhões de dormidas ao longo do ano. Miguel Albuquerque acredita, aliás, que é este bom momento do sector turístico um dos garantes de que: "As perspectivas económicas para 2023 não sejam tão negativas como inicialmente era previsto, porque a Madeira tem boas condições para enfrentar a crise com alguma determinação e sem muitos efeitos na situação das famílias madeirenses."
O ano que agora acabou trouxe à Madeira o início da operação da Ryanair, a chegada da low cost easyJet ao Aeroporto do Porto Santo, a abertura de uma miríade de novas rotas para a Europa e o estabelecimento da ligação de ano inteiro aos Estados Unidos da América, concretamente a Nova Iorque, um mercado com muito ainda por explorar. Foi, também, o ano em que a Madeira foi eleita, pela primeira vez, Melhor Destino de Cruzeiros da Europa, e, pelo oitavo ano consecutivo, o Melhor Destino Insular do Mundo.
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in Diário de Notícias da Madeira, por Sofia Teixeira