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Portugueses esgotam Albufeira e Vilamoura na Páscoa

Hotéis estão mais cheios nesta Páscoa e muito por culpa dos portugueses.  
 No Algarve e no Porto, 80% das camas estão reservadas; em Lisboa espera-se "grande ocupação"  

Albufeira, Vilamoura e o Sotavento já têm lotação esgotada para a Páscoa Mas a ocupação dos hotéis algarvios, no global, deverá rondar "apenas" os 80%, um pouco acima dos números do ano passado, mesmo sem ajuda do sol e do calendário. A casa mais cheia fica a dever-se aos portugueses que, lembra ElidéricoViegas, reataram a tradição e voltaram a rumar a sul.  
 
No Porto e Lisboa são os estrangeiros que enchem os hotéis.  
 
"Não é o Algarve de agosto, mas temos alguns hotéis com 100% de ocupação", diz o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que aponta o dedo ao calendário que trouxe a Páscoa mais cedo e temperaturas que desencorajam os turistas.  
 
Para já, os hotéis Minor do Algarve estão com ocupações previstas de 60% a 70%, mas os próximos dias ainda são de forte agitação. "É durante estes últimos quatro dias que recebemos um volume considerável de reservas.  
 
Contamos fechar com ocupações de 80% a 90%", antecipa João Jesus, diretor de vendas do grupo, que comprou os hotéis Tivoli e, no Algarve, conta com seis unidades hoteleiras. As perspetivas para a Páscoa são mais animadoras do que no ano passado, por isso o grupo tailandês antecipou a reabertura do Tivoli Lagos, que estava encerrado para obras de remodelação desde novembro de 2017 e que abriu portas neste sábado.  
 
A falta do sol não tem de ser um travão às miniférias, diz Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve, que realça a crescente procura por novas atividades que ajudam a dinamizar a região. "O Algarve apostou fortemente numa maior diversidade como alternativa ao sol e à praia."  
 
Os novos produtos, realça por sua vez Dora Coelho, diretora executiva da Associação de Turismo do Algarve, fazem diferença na captação de novos públicos, "como os EUA, o Brasil, a Escandinávia ou a França", que estão a chegar com mais força e são fundamentais para "criar alternativas face ao nosso mercado principal, que continua a ser o Reino Unido".  
 
Na Páscoa, o Algarve espera atrair, além de portugueses, mais franceses, alemães e holandeses.  
 
Os espanhóis é que, diz Elidérico Viegas, continuam a marcar passo por causa das portagens da Via do Infante.  
 
A diversidade de nacionalidades sente-se por todo o país, destaca o Grupo Vila Galé, com21 hotéis em Portugal. "Portugueses, espanhóis, alemães e britânicos são os principais clientes, todos com crescimentos no número de noites reservadas em relação ao mesmo período de 2017."  
 
Para as miniférias da Páscoa, o grupo prevê que a taxa de ocupação supere os 80%, com mais camas ocupadas a Norte. "Ainda temos alguns quartos disponíveis, mas há já unidades praticamente esgotadas como o Vila Galé Collection Douro, Vila Galé Porto, Vila Galé Porto Ribeira, Vila Galé Évora ou Vila Galé Clube de Campo (Beja).  
 
As taxas confirmam a expectativa da entidade do Turismo do Porto e Norte de Portugal, que coloca a taxa de ocupação da Páscoa acima dos 80% nos 86 concelhos da região. Em 25 municípios, no entanto, as camas esgotaram. Falamos de Bragança, Arcos de Valdevez, Baião, Melgaço, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vimioso.  
 
Na área de Lisboa, a Associação de Turismo espera uma subida da ocupação de 2% a 3%. Vítor Costa, diretor-geral, lembra que "é um período de grande ocupação", sobretudo por turistas espanhóis.  
 
O Iberostar Lisboa, junto ao Marquês de Pombal, confirma: a taxa de ocupação ronda os 85% e os espanhóis representam 30% da ocupação estrangeira, diz Inmaculada Munoz, diretora do hotel.  
 
Raul Martins, administrador do Altis e presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, admite que a perspetiva é otimista para o geral do país e que no inquérito realizado pela associação 35% dos hote- " leiros esperam casa mais cheira, e 80% uma manutenção ou melhoria das receitas. "Apenas o Alentejo e os Açores não seguem a tendência de crescimento." No Grupo Altis, a boa expectativa mantém-se "com a melhoria da ocupação a destacar-se em Lisboa e na Madeira". Os turistas nacionais serão os principais clientes.  
 
Na Riviera portuguesa, o Sheraton Cascais tem o fim de semana lotado, repetindo os bons números do ano passado. Com uma diferença: "Neste ano, o preço médio está 15% acima. A Páscoa vem consolidar o bom arranque do ano no Sheraton Cascais Resort. O primeiro trimestre de 2018, mesmo excluindo o efeito Páscoa, está muito acima do homólogo e está em contraciclo ao registado na região. Ou seja, a taxa média de ocupação da região situa-se nos 25%, enquanto nós atingimos os 50%."  
 
A procura por alojamentos no Airbnb não difere. Lisboa, Porto e Algarve são os mais procurados.  
 
A plataforma espera 92 mil hóspedes em Portugal, o 11.° país com maior procura neste período. Mas também há portugueses, cerca de 18 mil, a usar o Airbnb para ir para fora. E para onde vão os portugueses? Paris, Londres e Ponta Delgada são as primeiras escolhas, seguidas de Barcelona, Amesterdão ou Funchal. Mais longe, "a seleção recai sobre a ilha do Sal ou Marraquexe.  
 
A TER EM CONTA  
 
Qual o melhor dia para viajar?  
 
> Sexta-Feira Santa é o melhor dia para viajar, mostra a Airhelp. A empresa que ajuda a reclamar uma compensação por atraso ou cancelamento de voos analisou a Páscoa de 2017 para concluir que 91% dos voos feitos naquele dia chegaram ao destino dentro do horário previsto. Por outro lado, a quarta-feira antes da Páscoa foi o dia mais propício a perturbações: 25% dos voos chegam ao destino com atraso. Para os que vão apanhar o avião, o pior horário para viajar é o princípio da tarde. 25% dos voos entre as 12.00 e as 15.59 aterram fora de horas.  

in Diário de Notícias, por Ana Margarida Pinheiro

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