Banco de fomento no radar de Caldeira Cabral
A Instituição Financeira de Desenvolvimento, IFD, está no radar do ministro Caldeira Cabral. O tema
voltou à ribalta esta semana. Caldeira Cabral, o ministro da Economia, questionado pelos jornalistas,
disse que a instituição IFD “não está a cumprir o seu objetivo” e por isso, acrescentou, “há que a pôr a funcionar”. O ministro frisou que o relevante é fazer chegar os fundos às empresas e fazer com que estes “se transformem em investimento e em empregos”. Acrescentou que o Governo está a mobilizar os fundos europeus que estavam parados, para que eles cheguem às empresas e para que estimulem as empresas a fazer novos investimentos”.
Recorde-se que o tema banco de fomento gerou uma guerra aberta entre as finanças e a economia no Governo anterior. A estas duas tutelas juntava-se a secretaria de Estado da Administração Local.
Nos meios financeiros, comenta-se que a UE duvidará da eficácia do IFD, com a DGComp a colocar
entraves desde a primeira comissão instaladora, com Paulo Azevedo.
Há ainda quem recorde a parte política com um António Costa que não era PM e que se mostrou contra o projeto, dado que o papel de financiador poderia ser cumprido pela Caixa BI. O BE, por seu lado, utilizou o IFD como arma de arremesso e irá fazer a cobrança ao PS. O desenho do IFD é o de um banco grossista, ou banco de primeiro andar. Os projetos terão de entrar por um banco comercial e avaliados e este trará o projeto ao banco de primeiro andar.
Este é mais um argumento para os detratores do IFD que dizem estar a consumir recursos que deveriam
ser alocados à banca comercial.
Por Vítor Norinha/OJE