Hotéis faturam mais de dois mil milhões de euros no melhor ano de sempre
Hotéis faturam mais de 2 mil milhões no melhor ano de sempre do Turismo. O contributo do setor para a economia está abater recordes. Até outubro, as receitas fixaram-se nos nove mil milhões.
É raro, mas não é impossível. No turismo, empresas e governo estão de acordo: seja em número de dormidas, em número de hóspedes ou em proveitos da hotelaria, o ano passado foi o melhor da história do turismo em Portugal.O destino Portugal continua a somar pontos e ainda com um mês por contabilizar, o ano passado já supera claramente 2013. Em novembro de 2014, segundo os dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a hotelaria registou 929,3 mil hóspedes e 2,35 milhões de dormidas, aumentos homólogos de 8,8% e 11,4%, respetivamente. No acumulado de janeiro a novembro de 2014, foram 15,1 milhões de hóspedes a passarem por Portugal, mais 11,7% do que em igual período de 2013, num total de 44 milhões de dormidas, um aumento homólogo de 10,8%. Resultado: entre janeiro e novembro, a hotelaria registou proveitos totais de 2,1 mil milhões de euros, mais 12,6% do que no período homólogo. São números que representam uma desaceleração em relação a outubro, quando os hóspedes e as dormidas cresceram 14% e 13,9%, o que poderá justificar-se por, em novembro, já não se terem verificado as "condições meteorológicas excecionais que ocorreram no mês precedente". Mas o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, não duvida de que "estes resultados demonstram que há muita gente a fazer muita coisa muito bem feita há muitos anos: empresas, trabalhadores, autarquias, o governo atual e o anterior. Um destino turístico não se cria em três anos". Os dados "confirmam que 2014 foi o melhor ano de sempre do turismo em Portugal", diz, numa nota enviada ao DN/DinheiroVivo. A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), que conta com cerca de 500 associados representativos de mais de 60% do peso da hotelaria na economia nacional, também nota os bons resultados. Apesar de o número de dormidas e hóspedes ter desacelerado, a taxa de ocupação subiu 6,14 pontos percentuais, salienta Cristina Siza Vieira, presidente executiva da associação. A desaceleração "em nada nos surpreende, visto o mês de novembro ser já considerado época baixa", diz.
A AHP prevê que, no conjunto de 2014, a taxa de ocupação média tenha sido de61%, mais de 15milhões de hóspedes - número que já foi alcançado até final de novembro - e mais de 45 milhões de dormidas, mais 2,5% do que em 2013.
O Algarve voltou a ser a região mais visitada, tendo recebido 16 milhões de turistas de janeiro a novembro. Seguiu-se-lhe Lisboa, com 10,8 milhões
Receitas já somam 9 mil milhões
O contributo do turismo para a economia nacional também está a bater recordes. Até ao final de outubro do ano passado, último mês para o qual o Banco de Portugal tem dados disponíveis, as receitas turísticas fixaram-se nos 8,99 mil milhões de euros, elevando o saldo da balança turística portuguesa para os 6,2 mil milhões.
No conjunto de 2013, as receitas turísticas ajustadas sazonalmente ficaram nos 7,77 mil milhões de euros. A AHP prevê que o ano passado tenha fechado com receitas em torno dos dez mil milhões de euros. Para este ano, tudo aponta para bons resultados. "Prevê-separa2015 uma melhoria da performance em todos os indicadores: receita total, receita de alojamento, receita na componente alimentar e de bebidas, taxa de ocupação por quarto, preço médio por quarto ocupado e RevPar", disse Cristina Siza Vieira. Aapostapara2015, adiantou ainda, será nos city-shortbreaks, turismo cultural e sol e mar.
31 milhões de estrangeiros
O mercado nacional representa cerca de 30% das dormidas, continuando os estrangeiros a representar a maior fatia. Ao todo, mais de 31 milhões de estrangeiros vieram a Portugal até final de novembro, mais 10,l%doquenos 11 meses de2013. O Reino Unido mantém-se como o principal mercado emissor, com 19,4% do total de dormidas, seguindo-se a Alemanha, que representou em novembro quase 18% do total de turistas estrangeiros.
por Rafaela Burd Relvas, in Diário de Notícias
Via Manchete