AHP CONVIDOU PONCE DE LEÃO PARA DEBATER CAPACIDADE AEROPORTUÁRIA DE LISBOA
Jorge Ponce de Leão, presidente da ANA Aeroportos de Portugal, foi o convidado do almoço de julho da AHP – Associação da Hotelaria de Portugal. A iniciativa, que reúne mensalmente dezenas de associados, decorreu hoje, dia 6 de julho, no Lisbon Marriott Hotel, e teve como tema “Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa – Uma Proposta de Solução”.
Na ocasião, Raul Martins, presidente da AHP, salientou que “no ano passado o Aeroporto de Lisboa ultrapassou os 20 milhões de passageiros e, mantendo-se o ritmo de crescimento, que desejamos, a breve prazo a atual infraestrutura aeroportuária torna-se insustentável”.
Segundo o mesmo responsável, “há mais de 10 anos que a AHP tem vindo a defender a opção do Montijo como a mais indicada para receber as companhias low-cost. Ficamos muito satisfeitos por perceber que a ANA está alinhada com as nossas preocupações. É importante a hotelaria manifestar o apoio à ANA e sinalizar junto do Governo a urgência na tomada de decisão. Como confirmámos aqui hoje, entre a decisão tomada e a sua execução e operacionalização há um tempo que corre a nosso desfavor. A estratégia de crescimento interessa a todos os stakeholders: Governo, Câmara Municipal de Lisboa e empresários”.
Jorge Ponce de Leão, por seu turno, defendeu que a oferta de capacidade aeroportuária disponível, ainda que possa acomodar o crescimento previsto para os próximos anos, não dispõe da qualidade necessária para manter a competitividade indispensável quer para a proteção e desenvolvimento do “Hub” de Lisboa, quer para sustentar o crescimento das operações de baixo custo. Uma solução global foi já desenvolvida, tendo dado origem a um novo Plano Diretor para o Aeroporto Humberto Delgado e à instalação de um Terminal civil na Base Aérea do Montijo. A solução apresentada encontra-se em fase de validação pelo Governo e ANAC, pressupondo a dotação da NAV de meios tecnológicos sofisticados e um compromisso por parte da Força Aérea no redesenho das missões alocadas às diferentes Bases aéreas que impactam com o tráfego aéreo na região de Lisboa (Sintra, Alverca, Montreal e Campo de tiro de Alcochete).